terça-feira, 7 de julho de 2009

Brasil tem primeiras prisões por intolerância religiosa

Dois homens estão detidos no Rio acusados de envolvimento na depredação de um templo espírita e de pregações ofensivas a outras religiões.

(Ricardo F. Santos)

Pela primeira vez, o crime de intolerância religiosa levou acusados à prisão no país. O pastor Tupirani da Hora, líder da igreja Geração Jesus Cristo, e o fiel Afonso Henrique Lobato estão detidos no Rio desde sexta-feira (19). Eles são acusados de serem responsáveis por invadir e depredar um templo espírita em junho do ano passado. A justiça decretou a prisão temporária dos dois baseada no artigo 20 da lei Caó (7.716/89), de autoria do ex-deputado negro Carlos Alberto Caó (PDT-RJ), que define crimes de preconceitos de raça, religião, etnia, entre outros.

“Antigamente, um caso como esse era enquadrado como injúria ou dano ao patrimônio. É um marco histórico”, afirma Jorge Mattoso, secretário da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR). A organização surgiu no ano passado para defender a liberdade de práticas religiosas, e foi responsável por denunciar o episódio da depredação do templo ao Ministério Público (MP).

O pastor tupirani e Lobato podem pegar até cinco anos de prisão. Eles foram detidos após um culto da igreja geração Jesus Cristo, que fica no Morro do Pinto, região portuária do Rio de janeiro. Além de serem acusados de envolvimento na invasão ao templo espírita há um ano, a polícia investiga os dois por vídeos na internet em que fazem ofensas a outras religiões.

Revista Época (http://revistaepoca.globo.com) – 25/09/2009

SOUESP (souesp@grupos.com.br)

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