quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Por dentro das comunidades quilombolas

Os negros escravos foram libertados há 122 anos, após a Lei Áurea ser sancionada, em 13 de maio de 1888. No entanto, muitos de seus descendentes ainda lutam por direitos, vivendo nas comunidades quilombolas. Atualmente, calcula-se que existam mais de 3.000 espalhadas por quase todos os Estados brasileiros.

Muitas se formaram a partir dos antigos quilombos, que começaram a surgir no País desde o século 16. Foram criados de diferentes formas: por escravos que fugiram e se esconderam e até mesmo por negros libertos, que ganharam ou conseguiram comprar terras durante e após o fim da escravidão. O que todos tinham em comum é o fato de terem se transformado em trabalhadores do campo livres.

REIVINDICAÇÕES - A partir da Constituição de 1988, muitas comunidades se organizaram com o objetivo de reivindicar direitos e preservar sua cultura e história. Em algumas regiões, esses territórios são disputados por grandes fazendeiros e empresas. Para regularizar a situação, a comunidade precisa, primeiramente, se autorreconhecer como quilombo, além de comprovar a relação histórica com a área reivindicada.

A Fundação Cultural Palmares é responsável por emitir a Certidão de Autorreconhecimento. Depois de conseguir o documento, as comunidades podem pedir ao Incra o registro definitivo de posse do território.

Fonte: www.koinonia.org.br

Um comentário:

  1. Luiz, irá gostar de saber desta notícia:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101126_quilombolas_africa_rp.shtml

    ResponderExcluir