sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Chico Xavier na TV

A TV Globo definiu as datas de exibição para Chico Xavier, a minissérie derivada do filme que levou milhões ao cinema no ano passado. Vai ao ar nos dias 25 a 28 de janeiro, com cerca de uma hora a mais do que o conteúdo editado para o longa-metragem - daí as cenas inéditas.

A série Chico Xavier resulta de planejamento feito à época das filmagens do longa. São produtos para a TV pensados e concebidos para tanto, desde a realização dos títulos para o cinema. Um modelo de transmídia que a Globo pretende explorar mais vezes.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

21 de janeiro - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

No dia dedicado ao combate à intolerância religiosa, a Rede Ecumênica da Juventude, ligada ao Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, lança a Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa, com o objetivo de desenvolver reflexões, parcerias e ações com as juventudes, denunciando as intolerâncias e propondo práticas, não só de tolerância, mas de convivência ecumênica.

Vejamos parte do texto de divulgação da campanha:

Toda experiência religiosa é sempre um nascimento novo, um renascer.

No Candomblé há essa fé muito arraigada da comunidade com a ancestralidade, onde se entende que somos todos (as) um. É a união do Orum com a terra. Todos (as) estamos ligados (as) e os orixás nos fazem viver essa força, o axé. O axé tem essa dimensão de vir de não se sabe onde e seguir para qualquer lugar, é o vento que sopra, é à força do Espírito. É interessante que na doutrina judaica não há, propriamente, uma teologia do Espírito Santo, porque o monotéismo judaico não distinguiu as três pessoas da divindade, como o fez o Cristianismo. Porém, o judaísmo fala da Ruah, o sopro de Deus. A imagem do sopro, da brisa, está no livro dos Reis, na história de Elias, por exemplo, que ouve trovões, barulhos fortes e depois ouve a brisa, e na brisa é que Deus se revela. A brisa, o vento que sopra, Deus que se mostra para cada uma e cada um de nós, como essa força unificadora, que nos faz buscar sermos aquelas e aqueles que buscam fazer a terra ser habitável para todas e todos, na força do Espírito, com o axé, na busca da Maíra de tudo (a Terra sem Males, dos Guarani).

Histórico – O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi criado a partir de um caso de intolerância religiosa de grande repercussão nacional: o caso da mãe de santo Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como Mãe Gilda, que adoeceu e morreu após ter sua foto publicada em uma matéria no jornal Folha Universal, da Igreja Universal do Reino de Deus, com o título “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. Os filhos e marido de Mãe Gilda entraram com ação na justiça, que condenou a Igreja Universal, em agosto de 2009, a pagar R$145,2 mil de indenização.

Fonte: www.koinonia.org.br

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Okê Caboclo!

Sem folha não tem sonho
Sem folha não tem vida
Sem folha não tem nada

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ê baiana

Seguindo os rastros de Clara Nunes, mas com luz própria e compromisso com sua raiz, Mariene de Castro, cantora baiana, lança Santo de Casa, CD gravado ao vivo em fevereiro de 2009, no Teatro Castro Alves, Salvador.

Uma Saudação à Yemanjá faz a abertura, seguindo por Abre Caminho, talvez sua música mais conhecida: Diga a mãe que eu cheguei/ cheguei, tô chegada/ esperei, bem esperado/ nessa minha caminhada/ sou água de cachoeira/ ninguém pode me amarrar/ piso firme na corrente/ que caminha para o mar/ em água de se perder/ eu não me deixo levar...

O CD é dedicado a cultura popular brasileira, como afirma a cantora, com um repertório que inclui músicas do folclore, samba de roda da Bahia e músicas da umbanda e candomblé. Mas o grande homenageado é o compositor baiano Roque Ferreira, com 8 músicas gravadas e uma participação especial com sua voz cantando a Vinheta Santo de Casa para encerrar o CD.

Sobre ela Roque Ferreira escreveu: “Mariene é filha das águas douradas da Bahia. Por isso seu canto é molhado de mel e dendê e sua presença tem cheiro de flor. Sua música vem dos atabaques tocados pelos agdavis dos alabês. Ela entra no palco e uma força misteriosa entra com ela e transforma o palco num terreiro de luz, porque Mariene é a sacerdotisa do samba”.

Um momento sublime é quando canta Prece de Pescador (música de Roque Ferreira e J. Velloso):

Que luz é essa
que vem lá do mar
É a Senhora das Candeias
Mãe dos Orixás
Seu adê resplandece
na lua cheia
Glória, ê, ê, glória
Glória, Mamãe sereia
Inaê por cima do mar prateou
Por cima do mar mariô
Por cima do mar incandiou
...

Ê nijé nilé Iodô
Yemanjá ô
Acota pê lê dê
Iyá oro miô

Mariene de Castro tem uma voz bonita, presença de palco e uma ótima proposta de trabalho. Pena que não tenha o devido espaço nas mídias, como merece.

Santo de Casa

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Campanha: Desastre Amazônico

A Avaaz.org divulgou o resultado da campanha (ver post do dia 14/01/11).

150.000 assinaturas em apenas 5 dias!

“Vamos aumentar a energia e os números. Nós temos poucos dias para organizar uma entrega poderosa da nossa petição em Brasília. Assine agora e depois encaminhe o alerta!”

Avaaz.org - The World in Action

Veja o Vídeo sobre impacto de Belo Monte:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quando uma comunidade se resguarda

Em recente matéria publicada em um jornal local, a presidente da Associação Quilombola de Moita Verde (Parnamirim-RN), Silvana dos Santos, ao ser indagada sobre a comunidade, afirmou:

“a pouca receptividade dos moradores foi a forma que a comunidade encontrou de se resguardar de curiosos e pessoas que gostam de se aproveitar dos quilombolas. Entre essas, muito são universitários e pesquisadores que entram na comunidade e sequer dão o retorno do resultado de seus trabalhos”.

Entendo o desabafo de Silvana, no entanto considero importante refletir sobre o papel da ciência, e em particular da antropologia, junto aos grupos sociais pesquisados. Nas ultimas décadas, a proposta da antropologia de compreender o mundo da cultura passa por uma negociação construtiva envolvendo pesquisador e pesquisados, agora interlocutores. Ou seja, além da inserção do pesquisador no campo é necessário um diálogo permanente sobre o processo de trabalho, em que os discursos (a voz dos sujeitos), outrora silenciados, agora emerge, compartilhando do trabalho em produção.

Assim, o pesquisador não pode ser um estranho para a comunidade. Ora, a sua estratégia é exatamente se inserir, participar, partilhar. Vai, além disso: ele se torna um membro do grupo e compartilha de suas questões e problemas.

Quando você mergulha profundamente em uma determinada cultura, quando volta, não é mais o mesmo, você está contaminado, prenhe daquele mundo. Um autor que gosto muito, chamado Stuart Hall, nos ensina que o antropólogo assume também um papel político junto aos grupos estudados. E esse posicionamento não cessa com o fim do trabalho, ao contrário, agora é que ele ganha forma.

Tenho procurado aprender com alguns mestres esta postura acadêmica, ética e política e tento colocá-la em prática, seja nas minhas pesquisas, como dos ensinamentos que passo para meus alunos.

Tenho dois recentes exemplos. Kelson Oliveira, de Limoeiro do Norte, Ceará, teve sua dissertação de mestrado editada em livro pelo governo do estado e dividiu os volumes com os terreiros pesquisados. Marcos Queiroz, autor da dissertação premiada pela Fundação Cultural Palmares, comunicou aos dirigentes religiosos responsáveis pelos terreiros onde a pesquisa foi realizada, que o prêmio será partilhado com eles.


sábado, 15 de janeiro de 2011

Crônica da Mestria

Minha madrinha me falou:

Só o pai tem ciência da folha dos filhos!

A dela, entre as pessoas vivas,

Só ela sabe.

Sua raiz vai ao mais profundo da terra

Nutri-se dos conhecimentos adquiridos na experiência.

Pois é de dentro que se aprende.

Muitas vezes, passou pano no chão,

Pelou galinha

E varou noites de obrigação.

Há tempos sua semente foi plantada,

Germinou secretamente.

Andando nesse caminho,

Conheceu a sua folha,

Hoje é tronco forte.

Suas ramas cresceram

Floresceram

Deram frutos,

Agora, cultiva o saber em cavidades abertas noutros corpos.


Maria Cecília Vasconcelos

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Campanha: Desastre Amazônico

O Presidente do IBAMA se demitiu ontem sob forte pressão para permitir a construção do desastroso Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, que iria devastar uma área imensa da Amazônia e expulsar milhares de pessoas. Proteja a Amazônia seus povos e suas espécies.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente poderemos marcar uma virada nesta história.

Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas.

Assine a petição para Presidente Dilma contra a barragem e pedindo eficiência energética.
É só clicar no link abaixo. Eu já assinei.

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Recuperação do Memorial de Zezinho do Acais

Férias, trabalhando

Pois é isso mesmo. Estou de férias da Universidade, mas em casa trabalhando duro, pelo menos 10 horas por dia, lento e analisando 12 artigos de alunos que fizeram pós-graduação comigo. Os textos têm como base as dissertações e teses realizadas e a idéia é juntar em um livro, que provisoriamente estou chamando de Um barco, que possa tornar publico um trabalho coletivo desenvolvido nesses últimos anos. Os temas abordados contemplam diversos conteúdos, tais como: catolicismo popular (devoções, festa de santo), cultura popular (folclore, teatro, música, artesanato), etnicidade (ciganos), religião afro-brasileira (Umbanda, Jurema).

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Kátia Mattoso

Autora de obras como Bahia: a cidade de Salvador e seu mercado no século XIX (1978), Ser Escravo no Brasil (1982) e Bahia, Século XIX – Uma Província no Império (1992), a Profª Dra. Kátia de Queirós Mattoso faleceu na manhã desta terça-feira, dia 11 de janeiro, em Paris, França, aos 78 anos.

Na Bahia foi professora da Universidade Federal da Bahia e Universidade Católica do Salvador. Professora titular de História do Brasil na Universidade de Paris IV – Sorbonne, da qual, após sua aposentadoria, recebeu o título de Professora Emérita.

Doutora Honoris Causa pela UFBA teve papel fundamental na formação de diversos professores e pesquisadores, por mais de uma geração, sendo inestimável sua contribuição para os estudos históricos, especialmente na história social da escravidão no Brasil. Da UFRN recebeu a professora Denise Monteiro (Departamento de História) para bolsa sandwiche de doutorado em Paris quando a mesma desenvolvia sua tese sobre as atividades da Casa Exportadora Boris Fères (exportação do algodão) no Nordeste.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sobre os temas do Prêmio Palmares

Desde que a Fundação Cultural Palmares publicou o resultado do Prêmio Palmares – Cultura afro-brasileira, categoria dissertação de mestrado, que fiquei me perguntando quais os temas dos trabalhos escolhidos. Deve ser curiosidade de pesquisador e de quem tem interesse pela temática. Pois hoje fiz o levantamento dos 15 trabalhos premiados e trago o resultado para vocês.

1. Marcelo de Salete Souza (USP) – A configuração da curadoria de arte afro-brasileira de Emanoel Araújo

2. Cassio Leonardo Nobre de Souza Lima (UFBA) - Violas nos sambas do Recôncavo Baiano

3. Rafael Peter de Lima (UFRGS) – A nefanda pirataria de carne humana: escravizações ilegais e relações políticas na fronteira do Brasil meridional (1851-1868)

4. Elvina Perpétua Ramos Almeida (UFBA) – Linguagem e identidade étnico-racial no quilombo de Araçá-Cariacá

5. Petry Rocha Lordelo (UFBA) – Samba chula de cor e salteado em São Francisco do Conde/BA: cultura populá e educação não-escolá para além da(o) capitá

6. Amanda Palomo Alves (UEM) – O poder do negro na pátria verde e amarela: musicalidade, politica e identidade em Tony Tornado (1970)

7. Isabel Silveira dos Santos (ULBRA) – Abram-se as cortinas: representações étnico-raciais e pedagogias do palco no teatro de Arthur Rocha

8. Marcos Alexandre de Souza Queiroz (UFRN) – Os exus em casa de catiço: etnografia, representações, magia

9. Rodrigo Marques Leistner (UNISINOS) – Encruzilhada multicultural: estratégias de legitimação das práticas religiosas afro-umbandistas no Rio Grande do Sul

10. Tássia do Nascimento (UEL) – Vozes afro-femininas: a construção de novos chãos simbólicos

11. Luiz Cláudio Barroca da Silva (UNICAP) – Santo não é orixá: um estudo do discurso antisincretismo em integrantes de religiões de matriz africana

12. Luanda Rejane Soares Sito (UNICAMP) – "Ali tá a palavra deles": um estudo sobre práticas de letramento em uma comunidade quilombola do litoral do estado do Rio Grande do Sul

13. Marcelo Moura Mello (UNICAMP) – Caminhos criativos da história: territórios da memória em uma comunidade negra rural

14. Christiane Rocha Falcão (UFPE) – "Ele já nasceu feito": o lugar da criança no candomblé

15. João Carlos Bemerguy Camerini (UEA) – Discursos jurídicos acerca dos direitos territoriais quilombolas: desmascarando os colonialismos da épistémè jurídica

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Os Exus em casa de catiço


Catiço é um termo usado restritamente entre os religiosos. Denomina o cachimbo ou a fumaça. Catiço também adquire conotação negativa, sinônimo de esquerda. Tomo esse termo no sentido atribuído à expressão religiosa sem conotação negativa, encarando-o como sinônimo de Jurema. Casa de Catiço como local onde se cultua o catiço, onde se cultua a Jurema, pois o instrumento de trabalho do juremeiro ou catimbozeiro é o catiço, é o cachimbo, utilizado na prestação de serviços e na defesa (Marcos Queiroz).

Já cheguei meu ponto afirmei
Sete cachimbo acendi de uma vez
Eu já te mandei pra lá
Vai fumaça pra onde eu mandar
Minha pisada é uma só
É na base do catimbó


Os Exus em casa de catiço tem como objetivo compreender como as representações dos exus são construídas e estabelecidas em um contexto marcado pelo culto à Jurema que, por sua vez, influencia a construção mítica dos exus. Assim, à medida que estuda as representações sobre os exus, realiza uma reflexão sobre o encontro entre duas noções de mundo distintas (Umbanda e Jurema), definidoras no entendimento da posição que as entidades exus ocupam no sistema umbandista local.

A busca para a compreensão sobre os exus foi sistematizada através da apreensão das narrativas míticas presentes nas músicas, nos discursos dos sujeitos e no desempenho das entidades espirituais incorporadas, como carregadas de códigos passíveis de leitura e dotadas de valores.

O campo constituído enquanto pesquisa é composto por três Centros Espíritas de Umbanda, situados em diferentes bairros da cidade do Natal/RN:

1. Centro Espírita Oxum Opará
Bairro Potengi
Sacerdotisa: Mãe Leó (Maria Leopoldina Cavalcante Oliveira)

2. Centro Espírita Ogum-Beira Mar
Loteamento Nordelândia – Bairro de Lagoa Azul
Sacerdote: Pai Itamar (Itamar Pereira de Lima)

3. Centro Espírita Xangô Mafilomã
Bairro das Quintas
Sacerdotisa: Mãe Maria (Maria do Carmo de Medeiros)

Para além de explorar as diferenças existentes entre uma casa e outra, destaca o que é próprio de cada casa, posicionando os sujeitos através de suas referências pessoais. O intuito foi perceber que nas afirmações, algo de comum transpassa as idéias formuladas, demonstrando o caráter local e o compartilhar social de um complexo de informações e referencias que expressam desejos, valores, noções e representações coletivas.

A pesquisa realizada no período de 2006 a 2008 privilegia a observação etnográfica e as narrativas, propiciando à experimentação de modelos discursivos de diálogos e polifonia. Como afirma o pesquisador: “foram nesses lugares que teci minhas teias, construí as minhas relações, onde vi olhares distantes e desconfiados se desmancharem em sorrisos e cobranças afetuosas: pensei que você tivesse esquecido da gente!”.

Fonte: A dissertação está disponível em pdf:
http://bdtd.bczm.ufrn.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2332

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os Exus em casa de catiço ganha Prêmio Palmares de Dissertação

Os Exus em casa de catiço: etnografia, representações, magia dissertação de mestrado defendida por Marcos Queiroz no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN, sob minha orientação, é uma das vencedoras do Prêmio Palmares de Dissertação, promovido pela Fundação Cultural Palmares – Ministério da Cultura.

O concurso, com um total de 147 inscritos, tinha como objetivo premiar trabalhos nas categorias de monografias de conclusão de graduação e dissertações de mestrado que tenham destacado a Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais ou Cultura Afro-Latina.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Chegou pesado
Atirava-me ao chão
Imobilizava-me

Não havia controle
Tomava o meu corpo
Eu não tinha posse de mim

Apresentava-se sevo
Maltratava-me o espírito
Lanhava-me a carne

Ocultei-o num otar
Pedrinha de fogo
Por tempos o alimentei

Curiei
Acariciei com fogo
Azeite, destilado e fumo
Não precisou de urtiga

Ensinamos um ao outro
A delicadeza do cuidado
Conquista-se com o tempo

A confiança é um espelho
Onde nos enxergamos no outro
Entregamos apenas aquilo que desejamos

Agora ele guarda a minha porta
Se adormeço é a sentinela
A mais vigilante

A primeira hora
Despejo o água na rua
E por fim firmo o pendão
Para lhe clarear os caminhos

Existe em minha providência
Corre gira, meu velho
Descubra os segredos e engane os olhos
Dos meus inimigos

(Laços firmados - Maria Cecília Vasconcelos)

Àse, muito AxÉ em 2011

Novo ano. É tempo de rever os acontecimentos vivenciados e programar um novo tempo, com esperança de realizações e a certeza de que é preciso continuar lutando por uma sociedade plural e plena de justiça.

Agradeço as mensagens recebidas e desejo a todos os amigos um ano de 2011 repletos de paz. Que o poder do Àse esteja sobre todos.