sábado, 11 de junho de 2011

Fotografias no terreiro

A fotografia sempre foi um objeto de atração, seja para aquele que quer contemplar ou captar uma imagem. Isso por vários motivos, desde o registro documental de uma situação ou contexto até aqueles de ordem pessoal e subjetiva.

Na antropologia a fotografia acompanhou alguns dos pesquisadores clássicos como Malinowski, Margaret Mead, Gregory Bateson, tomando o documento fotográfico como referencia de conhecimento das culturas estudadas. No Brasil são conhecidas as coleções do escritor paulista Mário de Andrade em suas andanças pelo Brasil fotografando o que ele chamava de brasilidade, as diversas manifestações das culturas populares. As coleções de Pierre Verger perpetuam o universo religioso do candomblé baiano.

Alguns terreiros possuem seus acervos fotográficos como base para as recordações, lembranças, confirmando o que nos ensina o pensador francês Roland Barthes, que a fotografia é um índice do passado que faz ponte com o presente. Essas lembranças guardadas em papel, compartilhadas com os membros integrantes da casa religiosa, contribuem para manter viva a história da trajetória da casa, alimentando a memória do grupo e sua construção de pertencimento e identidade.

Um comentário: