terça-feira, 29 de maio de 2012

Aumentam preconceitos contra crenças de origem africana no Brasil


A intolerância religiosa é marcante no Brasil e afeta principalmente pessoas ligadas às crenças de origem africana, revela uma pesquisa da Relatoria Nacional de Educação. E esta situação começa desde cedo nas escolas.

O número de casos de intolerância em escolas públicas, sobretudo em relação a seguidores de religiões de matriz africana, está a aumentar, diz a investigadora e relatora nacional da educação Denise Carreira. “São religiões que constituem espaços de resistência do povo negro no Brasil. Historicamente, essas religiões foram muito perseguidas, foram demonizadas, sobretudo por religiões de matriz cristã”, lembra.

A investigação da Relatoria Nacional de Educação mostra ainda que a crítica situação começa desde cedo nas escolas, com casos de professores demitidos e alunos apedrejados, vítimas do racismo. O relatório contém também um conjunto de recomendações para enfrentar diversos problemas ligados ao racismo na educação, entre os quais a intolerância religiosa. Este levantamento, que faz parte dos trabalhos da Relatoria Nacional da Educação com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), foi feito a partir de denúncias que chegaram ao órgão, após missões que perceberam um aumento de casos de intolerância religiosa em escolas públicas brasileiras. 

domingo, 27 de maio de 2012

Festa para os pretos velhos na Casa do Benguê

Festa para os pretos velhos na Casa do Benguê Ningola de Jonga Rio Nazande, do Tata Marcone Lins, no Loteamento José Sarney, em Natal – RN.






quinta-feira, 24 de maio de 2012

Jornada Bakhtiniana

Palestra – Esfera da criação ideológica e os gêneros discursivos: a perspectiva do Círculo de Bakhtin 
Profa. dra. Sheila Grillo (Universidade de São Paulo) 

Dia: 28 de maio 
Horário: 9 h 
Local: Auditório da Biblioteca Zila Mamede – UFRN 

Promoção
Grupo de Pesquisa Práticas Discursivas na Contemporaneidade – UFRN-CCHLA

Somos contra a devastação da Amazônia

A Organização internacional AVAAZ está divulgando o seguinte chamado: 

Caros amigos do Brasil, 

Há alguns dias, o Congresso aprovou um projeto de lei catastrófico que dá aos madeireiros e fazendeiros carta branca para desmatar enormes faixas de nossas preciosas florestas, da Amazônia à Mata Atlântica. Agora, somente a presidenta Dilma pode barrar essa lei. 

O universo está conspirando a nosso favor. Em algumas semanas, Dilma será anfitriã da maior conferência ambiental do mundo. Informantes nos disseram que ela não aceita pagar o preço de ser considerada a líder que aprovou a devastação da Amazônia. 

Dezenas de pessoas já foram assassinadas por serem contra o desmatamento – agora é a nossa vez de fazer pressão e forçar Dilma a escolher a opção do veto. Não temos tempo a perder – ela pode tomar uma decisão a qualquer momento. Vamos dar mais força à nossa petição de 1.2 milhão de assinaturas. 

Clique abaixo para salvar a Amazônia e divulgue essa campanha para todos – quando alcançarmos 2 milhões de assinaturas a Avaaz entregará a petição à Presidência da República: 

http://www.avaaz.org/po/brasil_veta_dilma_reblast/?cl=1826467356&v=14570 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Estudante é condenada por tuitar contra nordestinos


Não ao preconceito. A Justiça Federal condenou a um ano e cinco meses de reclusão a estudante de direito Mayara Petruso por mensagens preconceituosas contra nordestinos postadas em sua conta no Twitter durante as eleições presidenciais de 2010. A sentença é da juíza Mônica Aparecida Camargo, da 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Ainda cabe recurso.

A acusada confessou ter publicado a mensagem que, no entendimento da magistrada, incita a violência contra nordestinos.

“Nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino”, dizia a mensagem publicada na noite de 31 de outubro de 2010, após a divulgação oficial do resultado do segundo turno das eleições.

Para a juíza, o fato de Mayara não ter imaginado a repercussão que a mensagem viria a ter, não exclui o dolo. “A palavra tem grande poder”, disse a juíza. E continuou: “Mayara pode não ser preconceituosa; aliás, acredita-se que não o seja. O problema é que fez um comentário preconceituoso”.

Fonte: Boletim Famaliá

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dia nacional da Umbanda


Presidenta Dilma sanciona o Projeto de Lei da Câmara nº 187 de 2010, que propõe a criação do Dia Nacional da Umbanda – 15 de novembro.
 
A data já consagrada à comemoração da umbanda em diversos municípios brasileiros refere-se ao ano de 1908, em que o médium Zélio de Moraes recebeu em Niterói, a missão de fundar o novo culto. 

Zélio foi acometido por uma inexplicável paralisia que os médicos não conseguiam conter, logo em seguida levantou-se normalmente e voltou a caminhar como se nada tivesse acontecido. Na ocasião, um amigo da família sugeriu uma visita a Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, onde por meio de uma manifestação espírita de uma entidade denominada Caboclo das Sete Encruzilhadas foi anunciada a fundação de uma nova religião no Brasil.   

A Umbanda apregoa o trabalho em benefício de todos, independentes de cor, raça, credo e condição social, pela prática da caridade e do amor ao próximo. Expressa vivamente seu caráter nacional, juntamente com suas raízes africanas, nas manifestações culturais, que incorporam a música e a dança. Valeu-se de elementos católicos, espíritas, do candomblé e de outras tradições religiosas, para criar uma doutrina que, em seu universo, afirma a existência de um Deus supremo e a possibilidade de comunicação com os espíritos dos mortos. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

QUEM É DE AxÉ, DIZ QUE É

 Erinaldo Soares da Silva


Erinaldo Soares da Silva, Babá Naldo, nasceu na cidade de Natal, em 1964. Filho de pais protestantes,  aos 9 anos de idade, a necessidade o obrigou a fazer iniciação no santo. Desde então se dedica a religião e as suas obrigações.
A feitura no santo – para Xangô, foi feita na nação nagô, com seu Luiz de Ogum Surugana, que tinha uma casa na Av. 9. Após a feitura foi participar da casa do finado Chico Brasil – o Centro de Umbanda Xangô Alafim, na Praia do Meio, onde permaneceu até os 18 anos de idade, quando recebe cargo e abre sua própria casa, o Reino dos Orixás, em 1986, também localizada na Praia do Meio.  

Na Jurema, a feitura para Mestra Paulina, Mestre Chico Pelintra e o Caboclo Ubirajara foi realizada pelo finado Junior, conhecido por Júnior Sete Covas, das Rocas.
Vinte e três anos depois de sua iniciação, faz suas renovações com o Babá Edivan Mendes de Moura, recebe Deká e abraça a folha do Omolocô, culto cuja linha ritual passa a ser adotada por sua casa.

Em 2001 muda-se para a zona norte de Natal, bairro Lagoa Azul e constrói seu barracão que passa a denominar de Palácio da Mestra Paulina. O Palácio está registrado na Federação de Umbanda e Candomblé do RN, possui licença ambiental e registro no CNPJ.
Promove trabalho assistencial para atendimento a comunidade religiosa e a população do seu entorno, como a distribuição de sopão e a realização de cursos profissionalizantes. Quinzenalmente abre os salões do seu espaço religioso para a realização de gira com toque e eventualmente faz festas, como a dos Caboclos, a festa para Mestra Paulina, Erês e para Xangô.   


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mariene De Castro - Ponto De Nanã

Amazônia

Há alguns dias, o Congresso aprovou um projeto de lei catastrófico que dá aos madeireiros e fazendeiros carta branca para desmatar enormes faixas de nossas preciosas florestas, da Amazônia à Mata Atlântica. Agora, somente a presidenta Dilma pode impedir essa lei.

O universo está conspirando a nosso favor. Em algumas semanas a Dilma será anfitriã da maior conferência ambiental do mundo. Informantes nos disseram que ela não pode pagar o preço de ser considerada a líder que aprovou a devastação da Amazônia. Dezenas de pessoas já foram assassinadas por serem contra o desmatamento – agora é a nossa vez de fazer pressão e forçar Dilma a escolher a opção de veto.

Não temos tempo a perder – ela pode tomar uma decisão a qualquer momento. Vamos dar mais força à nossa petição de 1.2 milhão de assinaturas. Assine a petição à direita para salvar a Amazônia e divulgue essa campanha para todos – quando alcançarmos 2 milhões de assinaturas a Avaaz juntará forças com ex-ministros do Meio Ambiente para entregar a petição diretamente para Dilma. 



Fonte: Avaaz.org

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Axé!

A série de depoimentos feita com sacerdotes e sacerdotisas das Religiões Afro-brasileiras e Afro-americanas, coordenada por Yabauara João Luiz Carneiro, da Faculdade de Teologia Umbandista, de São Paulo, chegou ao número 250. São falas sobre o tema da diversidade e religião, mapeando e dando visibilidade aos religiosos de vários pontos do mundo (Brasil, Paraguai, Portugal, Nigéria, Estados Unidos, entre outros). 

A riqueza desse material pode ser consultada no site: http://religiaoediversidade.blogspot.com.br/

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Grupo de Estudos sobre Culturas Populares da UFRN


ENCONTROS DA BASE
   
BRASIL, DRAMATURGIA DA VIDA COTIDIANA

RUBÉN FIGAREDO
Professor do Departamento de Arte da UFRN



Dia: 14/05/2012
Horário: 14 hs
Local: Auditório Consecão CCHLA

Prêmio Educar para a Igualdade Racial

O Prêmio Educar para a Igualdade Racial, promovido pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), de São Paulo, incentiva educadores brasileiros a adotarem programas e ações voltados para a valorização da diversidade e promoção da igualdade racial. 

Realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e o Banco Santander no Brasil, o prêmio aceitará inscrições até 31 de maio pelo site do Ceert. 

A iniciativa contempla duas categorias: professor e gestão escolar. A primeira mapeia e dá visibilidade às boas práticas escolares desenvolvidas por professores. A segunda incentiva ações planejadas e executadas diretamente pela gestão escolar. As escolas premiadas são beneficiadas com plano de acompanhamento para estimular e potencializar a institucionalização das práticas. 

Inscrições e mais informações: http://www.ceert.org.br/

domingo, 6 de maio de 2012

Povos tradicionais de terreiros se mobilizam rumo à Cúpula dos Povos

No Brasil, povos tradicionais de matriz africana enfrentam questões que afetam diretamente a preservação de sua cultura: a intolerância religiosa e o desenvolvimento urbano desenfreado.
Ativistas do movimento afro-religioso apontam a expansão do espaço urbano como um dos principais fatores para a perda de seus templos, os terreiros. O desenvolvimento urbano incide como grave problema na preservação dos terreiros à medida que esses povos deixam de receber apoio do governo. Os movimentos reivindicam políticas públicas voltadas tanto para a conservação desses espaços quanto para a própria comunidade afro-religiosa.
“Toda religião tem seu templo. Os católicos e evangélicos, por exemplo, têm as igrejas. Os muçulmanos, as mesquitas. E nós, os terreiros. Enquanto outras religiões são reconhecidas pela sociedade, as religiões afro-brasileiras não são valorizadas e, por isso, não recebem nenhum tipo de apoio do governo para que mantenham seus territórios sagrados”, explica KikaBessen, representante da Confederação Nacional de Entidades Negras (Conen).
Os terreiros de candomblé e de outras vertentes religiosas não são apenas locais de ritos espirituais. Tradicionalmente, também são áreas de cultivo de ervas medicinais. Por isso, os movimentos afro-religiosos entram, ainda, na luta pela preservação do meio-ambiente.
Na Cúpula dos Povos, entidades pretendem apresentar um documento sobre os direitos dos povos afro-religiosos.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Povo Awá Guajá (MA)


Os Awá são uma pequena tribo cujo território foi invadido por um vasto exército de madeireiros ilegais, fazendeiros e colonos. Os Awá isolados estão fugindo para salvar suas vidas conforme madeireiros, fazendeiros e colonos invadem a sua terra.

Há cerca de 360 Awá contatados. Muitos são os sobreviventes de massacres brutais. Acredita-se que 20-25% mais estão se escondendo na floresta que está encolhendo rapidamente, e procuram desesperadamente um refúgio contra a destruição constante. A campanha internacional coordenada pela Survival visa persuadir o ministro da Justiça do Brasil a enviar a Polícia Federal para expulsar os madeireiros, fazendeiros e colonos, e mantê-los fora do território. 

Gráficos surpreendentes no site da campanha internacional (Survival) mostram a destruição devastadora da floresta dos indígenas – que está acontecendo a um ritmo mais rápido do que qualquer outro território indígena na Amazônia. A situação agora é tão crítica que vários especialistas brasileiros têm advertido sobre ‘genocídio’ e ‘extinção’.

Acessem o link abaixo e enviem para todos os seus contatos possíveis. Vamos sensibilizar o Ministro da Justiça para a situação dos Awa-Guajá.