terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Flores para Iemanjá


Ao chegar às margens do rio Paraguaçu, que banha a cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano, algo me chamou atenção: dois belos ramalhetes de flores, um na cor amarela e outro branco, estavam sendo retirados de um automóvel e colocados em um pequeno barco. Imediatamente pensei em algo e a partir daí não pude conter minha visão, fiquei preso àquela cena, acompanhando o seu desenrolar. Tinha ido apreciar o cenário e estava também em busca de um clima que amenizasse o calor daquele início de tarde. Com cuidado os ramalhetes vão sendo arrumados no barco. Os dois homens se posicionam e um deles põe um dos ramalhetes sobre as pernas. Com delicadeza e maestria um dos homens vai fazendo o barco se mover, lentamente, em busca de um caminho. Segue para a parte central do rio e em linha reta vai à busca de uma pedra existente lá no final, onde a vista alcança e bem próximo de onde o rio faz uma curva.

Pergunto para a mulher proprietária do bar onde me encontrava sentado a apreciar a cena: para onde aqueles homens estavam levando os ramalhetes de flores? 

E ela rapidamente responde: estão levando para Iemanjá.


  

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