terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Narrativas e Materialidades em formas expressivas das culturas populares


Dossiê “Narrativas e Materialidades em formas expressivas das culturas populares”


Dossiê “Narrativas e Materialidades em formas expressivas das culturas populares”
 
(Revista CRONOS – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN)
 
Artigos:

Gilmar Rocha (UFF) – A roupa animada – persona e performance na jornada dos santos reis

Anselmo do Amaral Paes (SIM/SECULT-PA) – Coisas são mais que coisas: ex-votos no Círio em Belém do Pará, expressividades e materialidades do sagrado

Marielson Carvalho (UNEB) – Cancioneiro visual de uma Bahia negra: desenhos e pinturas de Dorival Caymmi

Maria das Graças de Oliveira Costa Ribeiro (IFC) e Luiz Assunção (UFRN) – As dores no discurso epistolar dos romeiros do Padre Cícero

Rafael José de Melo (UEPB) – Voz e cozinha dos orixás nos terreiros campinenses

João Irineu de França Neto (UEPB) – Rezas de olhado e quebrante: aspectos simbólicos e performáticos

Roncalli Dantas Pinheiro (UFPB) – O lugar do santo: deslocamentos do mito de São Jorge entre arquiteturas e liturgias nos terreiros de umbanda em João Pessoa

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Dossiê Culturas Populares em Movência


Dossiê Culturas Populares em Movência
(Revista CRONOS – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN) 
Artigos publicados:

Luciano de Melo e Sousa (UEPI) e Luiz Assunção (UFRN) – A brincadeira do reisado na comunidade Cipó de Baixo (Pedro II, Piauí) e a dinâmica da tradição-modernidade.

Gisele Lourençato Faleiros da Rocha (UFRJ) – Reis de Boi: do popular à religiosidade.

Ricardo José de Oliveira Barbieri (UFRJ) – Samba de enredo e toada de boi-bumbá: a experiência dos compositores na cidade de Manaus.

Ivaldo Marciano de França Lima (UEBA) – Zé Gomes e o Maracatu Indiano: famoso e ilustre no seu tempo, desconhecido entre os maracatuzeiros da atualidade.

José Roberto Feitosa de Sena (UFPB) – Circularidades entre festa, religiosidade e espetáculo no maracatu rural de baque solto do Recife-PE.

Jean Henrique Costa (UERN) – Puxe o fole sanfoneiro! Para pensar a produção e o consumo do forró eletrônico no Rio Grande do Norte.

Roberto Antônio de Souza e Silva (FAC-CE) – Mídia e globalização: o maracatu e a cultura midiática no Brasil.

Gilvan de Melo Santos (UEPB) – Eco das vozes zumthorianas nas mídias contemporâneas.


 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Culturas Populares em Movência


Culturas Populares em Movência é o título do Dossiê publicado pela Revista CRONOS – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN, que poderá ser acessado através do link:


domingo, 22 de novembro de 2015

"Identidade e visibilidade" na casa de Obaluaiyê







20 de novembro - Dia da consciência negra


Muitas atividades estão acontecendo nas escolas, institutos de educação, universidades e nas comunidades de terreiro, em comemoração ao dia da consciência negra. Comemorar tem o sentido especial de reflexão; pensar o processo histórico vivido, as situações e adversidades do cotidiano, o contexto socioeconômico e político da sociedade brasileira, o rumo das ações dos movimentos sociais, coletivos.
As comunidades de terreiro tem procurado fazer essa reflexão. Neste sábado passado (21), participei do encontro promovido pelo Grupo Egbé Logun (Ilê Ilê-Ifé Axé Obaluaiyê) – Extremoz-RN, que teve como tema “Identidade e visibilidade: fortalecendo princípios e conquistando espaços”.
O encontro reuniu em torno de cinquenta pessoas, desde membros da casa, como religiosos de outras casas e demais convidados. A programação teve início às oito horas da manhã, estendendo-se até às vinte horas, com diversas atividades ao longo do dia, entre as quais: oficinas de dança, capoeira; projeção de vídeos, exposições de fotografia, pintura, objetos produzidos pelos membros do grupo, como colares e camisetas; feijoada. Foram realizadas, ainda, duas mesas-redondas temáticas com a presença de membros da comunidade religiosa e professores da UFRN e IFRN.
Ao final, a apresentação do Afoxé Obaluaiyê, reuniu todos os presentes em torno da música e da dança, compartilhando projetos e esperanças comuns.           

domingo, 15 de novembro de 2015

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

VOLTA


Estou de volta depois de alguns dias na Universidade de Nanterre (Paris X), França, participando de atividades em comemoração ao centenário de nascimento do pensador Paul Zumthor.
As atividades foram centradas em torno da vida e obra de Zumthor, organizadas a partir de três focos: poéticas medievais, poéticas da voz e poéticas nômades. Durante uma das sessões apresentei uma comunicação com o título: Rituels religieux em mouvement: pour un dialogue de l’anthropologie avec Paul Zumthor.
O encontro contou com a participação de professores de diversas universidades, como: Paris X, Paris VIII, Paris IV, Chambéry (França), Lyon (França), Collège de France, Laval (Canadá), Montréal (Canadá), Duke Univesity (USA), UFBA, UFOB,UNEB, UFRN, UFS (Brasil).

 

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Cleone Guedes: festa de renovação na Jurema


O Centro Caboclo Aracati realizou nesta noite de domingo, a festa de renovação na Jurema do seu dirigente, Cleone Guedes. A cerimônia foi conduzida por Pai Freitas e Pai Eduardo (Duda), contando com a participação de sacerdotes de várias casas religiosas e grande público. Pai Cleone é filho de Geraldo Guedes e dona Joseja, fundadores do Centro Caboclo Aracati e segue a tradição da Jurema do Acais, conforme difundida na cidade por Babá Karol.  







 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CONVITE


Outubro começa com uma ótima notícia: fui convidado para participar das comemorações alusivas ao centenário de nascimento do pensador Paul Zumthor. O evento está sendo organizado pela Universidade de Paris X (Université Paris Ouest Nanterre La Défense) – França, programado para o período de 19 a 23 de outubro de 2015.

A programação completa está no site: http://paulzumthor.u-paris10.fr/

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Homenagem

O KIPUPA MALUNGUINHO, realizado neste domingo passado, em Recife-PE,  prestou homenagem a Babá Freitas, com entrega de Prêmio, pelos serviços prestados a religião do candomblé e da jurema no Rio Grande do Norte.   

domingo, 27 de setembro de 2015

Noite de festa


A noite de ontem, sábado (26), a Rua Pastor Bruno Skolimowiski, no bairro de Nazaré (Natal-RN), ficou em festa. Mais precisamente a casa de número 96, onde está situada a residência e a Casa de Oxum, o Ilê Asé Abó omin Omin dewa EÊ a pandar, que foi dirigida pelo Babalorixá e Juremeiro Karol (Babá Karol).
Fechada desde a morte do seu dirigente, a casa foi reaberta com uma festa em homenagem ao mestre da casa, José Pelintra, marcando o início dos trabalhos de Jurema sob a direção da Iyalorixá e Juremeira Marlene de Oya, viúva de Babá Karol, e do Babalorixá e Juremeiro Jeová Brasil, seu filho de Jurema.
Babá Karol é considerado pelos juremeiros da cidade de Natal, como a principal referência religiosa na Jurema da cidade. Sua casa foi aberta no ano de 1965, mas data do início dos anos de 1940 seu envolvimento com a prática religiosa do nagô pernambucano e os rituais de Jurema de Natal, Recife e Alhandra.

Abertura do ritual
 

 Babá Sergio, Ya Marlene de Oya, Babá Jeová Brasil, Ya Alzira
 
 Yá Marlene de Oya
 
 Mãe Natércia
 
 Babá Jeová Brasil
 
 Babá Jeová Brasil
Ivângelo, Maria Rita e amigos
 

Juliane Ribeiro e Babá Jeová 
 

Babá Jeová e dona Francisca 

Sandro, Babá Sergio, Babá Jeová e Ivan
 
 Luiz Assunção e Ivângelo
 
Luiz Assunção e Ya Alzira
 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

sábado, 19 de setembro de 2015

Festival Internacional do Filme Etnográfico


O Festival Internacional do Filme Etnográfico do Recife divulgou os filmes que foram selecionados para participar do evento neste ano. A edição conta com 25 filmes, de 8 países, entre longas e curtas-metragens, para compor a Mostra Competitiva. Já as mostras paralelas terão 61 filmes de 15 países. As exibições ocorrem entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro no Cinema São Luiz e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

O evento é uma realização do Laboratório de Antropologia Visual da UFPE em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, e conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social (PPGCOM) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA).
 
Filmes da Mostra Competitiva:
 
1. Exu além do bem e do mal (AL, Brasil. Direção: Werner Salles Bagetti);
2. A batalha do passinho, o filme (RJ, Brasil. Direção: Emílio Domingos); 
3. Afluentes (Peru/Reino Unido. Direção: João Meirinhos);

4. Candeias (BA, Brasil. Direção: Felipe Wenceslau);
5. Conhecendo o desconhecido (CE, Brasil. Direção: Pedro Henrique Cardoso);
6. Dead birds re-encountered (Estados Unidos. Direção: Robert Gardner);
7. Doing the sheep good (Estados Unidos. Direção: Teresa Montoya);
8. Entre memórias (Peru. Direção: Martha-Cecília Dietrich);
9. Ihiato, Narrativas dos anciãos Fulni-ô (PE, Brasil. Dir: Elvis Ferreira de Sá);
10. Jurema (RJ, Brasil. Direção: Clementino Junior);
11. Kalanda, The knowledge of the bush (Inglaterra. Direção: Lorenzo Ferrarini);
12. L’Épaisseus des murs (Haiti/Bélgica. Direção: Federico Varrasso);
13. Mães do Pina (PE, Brasil. Direção: Leo Falcão);
14. Mario Reve Jeguatá (PE, Brasil. Dir: Coletivo Mbya-Guarani de Cinema);
15. Memórias retomadas (PB, Brasil. Direção: João Martinho de Mendonça);
16. O fio do azeite (Portugal. Direção: Catarina Alves Costa);
17. O sonho do Nixi Pae: movimento dos artistas huni kuin (AC, Brasil. Dir: Amilton Pelegrino de Mattos);
18. Olho a’dentro – povo cigano (BA, Brasil. Direção: Camila Santos Andrade);
19. Opera cabocla (PA, Brasil. Direção: Adriano Barroso);
20. Retomada (PE, Brasil. Direção: Leon Sampaio);
21. Serenkato – O canto da floresta (RR, Brasil. Direção: Jonathas Bernard);
22. Serra do Caxambu (RJ, Brasil. Direção: Marcio Brito Neto);
23. The Children (Kosovo. Direção: Arber Jashari);
24. Urban Dwellers (Inglaterra. Direção: Larissa Alves);
25. Zadnji pionirji (Eslovênia/Brasil. Direção: Daniela Rodrigues); 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Paul Zumthor


O Colóquio Internacional Poéticas de Paul Zumthor será realizado no período de 20 a 23 de outubro de 2015, na Universidade Paris X (França), em comemoração ao centenário de nascimento do pensador medievalista, escritor e estudioso das poéticas da oralidade e dos fenômenos da voz no âmbito da história, da antropologia, da cultura e dos estudos literários.
Entre suas obras publicadas no Brasil, estão: “Introdução à poesia oral” (EUFMG), “A letra e a voz” (Companhia das Letras), “Performance, recepção e leitura” (Cosac Naify), “Tradição e esquecimento” (HUCITEC), “Falando de Idade Média” (Perspectiva), “Escritura e nomadismo” (Ateliê Editorial), “A Holanda no tempo de Rembrandt” (Companhia das Letras).  

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Escola quilombola


A escola quilombola é o tema da dissertação de Maria do Socorro dos Santos, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte – UERN (Mossoró – RN). O título da dissertação é: “Cotidiano e aprendizagens de alunos quilombolas do Arrojado – Portalegre-RN”.
O trabalho se propõe a desenvolver uma etnografia das aprendizagens das crianças da comunidade quilombola do Arrojado, em situação de ensino formal, mediada pela relação dos saberes entre a Escola Municipal Manoel Joaquim de Sá, localizada na zona rural do município de Portalegre-RN. Dentre os aspectos abordados estão o percurso dos alunos da comunidade à sua chegada à escola, destacando o cotidiano, a identidade e a convivência desses estudantes em ambos os espaços. Tece reflexões sobre as práticas racistas, discriminatórias e preconceituosas aos alunos do Arrojado e a relação da escola com a comunidade quilombola.

 

domingo, 6 de setembro de 2015

Morre o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos





Faleceu nesta sexta-feira, dia 04 de setembro, na cidade do Rio de Janeiro, o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos, 74 anos de idade, importante estudioso da cultura afro-brasileira.
Professor de literatura na UFRJ publicou uma extensa obra entre livros infantis, didáticos e obras com contribuições para a história do Brasil, entre os quais: Zumbi, Abolição, Atrás do muro da noite: dinâmica das culturas afro-brasileiras, O que é racismo, Carolina Maria de Jesus – uma escritora improvável. Foi representante do Brasil no Comitê Científico Internacional da UNESCO para o Programa Rota dos Escravos. Vencedor do Prêmio Jabuti de 1978 e 2008.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Colóquio


III Colóquio Franco-Brasileiro: Saberes, práticas e transmissões

 9-11 de Setembro de 2015.

UFRN - CCHLA

A temática proposta para o evento diz respeito aos saberes locais, as práticas e as formas de transmissão. Pretende examinar as diversas formas de conhecimentos e práticas locais, a reprodução e a transmissão, os processos de patrimonialização e as transformações nas sucessivas teorias e campos empíricos.
O Colóquio é uma iniciativa dos grupos de pesquisa Cultura, Identidade e Representações Sociais, CIRS - PPGAS/UFRN.

domingo, 30 de agosto de 2015

Palestra

O Grupo de Estudos Culturas Populares da UFRN
 
convida para a palestra:
 
Dimensões da sociabilidade carnavalesca:
Entre a paixão e a profissionalização
 
 Nilton Santos

Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Universidade Federal Fluminense
 

Dia: 04/09/2015 - Horário: 9h

Local: Auditório NEPSA – CCSA – UFRN

domingo, 23 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pai Euclides - Casa Fanti Ashanti


Morre aos 78 anos Pai Euclides (Euclides Menezes Ferreira), importante líder espiritual, babalorixá, fundador e responsável pela Casa Fanti Ashanti, casa de candomblé da nação Jeje-Nagô fundada em 1954 em São Luís do Maranhão.

Foto; Mário Vasconcelos

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Encontro de Bonecos e Bonequeiros


O III Encontro de Bonecos e Bonequeiros do Teatro de João Redondo no RN vai acontecer no município de Currais Novos-RN, no período de 26 a 29 de agosto, com apresentações públicas de 30 mestres bonequeiros, oficinas, Rodas de Conversa e a Solenidade de entrega dos Certificados aos mestres inventariados e reconhecidos pelo IPHAN, como Patrimônio Cultural do Brasil.

sábado, 15 de agosto de 2015

Circuito Popular: Arte e Cultura


A Fundação José Augusto (Natal-RN) apresentou calendário com as atividades programadas para o mês de agosto, em comemoração ao chamado mês do folclore. O projeto intitulado “Circuito Popular: Arte e Cultura” tem uma programação organizada a partir de três eixos:
1.      Ações Formativas, com cursos e oficinas;

2.      Ações de Pensamento e Políticas Públicas, com seminários, encontros e debates;

3.      Ações Artísticas, apresentando shows, festivais, exposições, lançamentos de livros e revistas.
Entre as atividades foram agendadas:
Lançamento do livro “Preservando o Matutês”, de Bob Motta; Feira de economia solidária e de agricultura familiar; Mostra Cultural Agosto Cidadão; Oficinas sobre Registro do Patrimônio Vivo e sobre música popular brasileira e potiguar (serão realizadas nas Casas de Cultura do Estado); Seminário Cultural e (RE) Pensamento (10 a 19 na Pinacoteca do Estado); Incubadora cultural RN Criativo (MinC/FJA) presta atendimento a artistas e produtores interessados em consultoria, informações sobre editais e elaboração de projetos (Sola Bela Vista, na Av. Câmara Cascudo); Curso de Folclore e Cultura Popular (a partir do dia 15, com aulas aos sábados, na FJA); Seminário Marcos Legais da Cultura (de 24 a 26, sempre às 18h30, na Pinacoteca); IN Arte Urbana (de 21 de agosto a 30 de setembro, na comunidade do Passo da Pátria); Debate sobre os rumos do São João e do Carnaval 2016, Festival de Violeiros e Repentistas e 1° Encontro de Mestres e Cultura Popular.
Como podemos perceber o evento Circuito Popular: Arte e Cultura possui uma vasta programação distribuída por todo o mês de agosto, embora grande parte do seu conteúdo possa ser trabalhada ao longo do ano. Não seria o momento para perguntar onde estão os grupos de folclore do Estado? Não seria um momento para refletir sobre o contexto e o ato de produção daqueles que silenciosamente (e em situações adversas) produzem a tradição das culturas populares do Estado?

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A história da menina que carregava os olhos na mão



Surpresas sempre aparecem. Até mesmo na escola em que eu estudava, onde as coisas eram meio chatas, porque nunca acontecia nada de diferente, elas apareceram um dia. E esse dia foi aquele em que chegou uma nova aluna.
É assim que começa a história da menina que carregava os olhos na mão.
Seu nome é Yasmim. A narrativa prende o leitor na curiosidade para conhecer a personagem e sua história. As diferentes situações vividas pela menina na escola possibilita pensar alteridade e a relação com o diferente e a diversidade na sociedade.
A obra, escrita por Kelson Oliveira e ilustração de Marcos Queiroz, foi vencedora do Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará em 2014, e publicada em 2015 pela Editora Demócrito Rocha.
Lançamento em Natal:
Dia 14 de agosto (sexta-feira) a partir das 19 horas, na Livraria Saraiva (Shopping Midway Mall).
 

 


Convite


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O Duplo da Vida


Em uma de minhas buscas pelas estantes da livraria, encontrei o livro O Duplo da Vida: etnologia, viagem, escrita, do antropólogo francês Marc Augé. Minha atenção foi tomada de imediato. Folheei algumas páginas, li várias passagens, gostei do que estava lendo. Ao deixar a livraria, o livro estava comigo; muito que rapidamente segui o autor em minha leitura.  
O Duplo da Vida é uma biografia intelectual e uma reflexão do etnólogo sobre suas vida e atividades intelectuais durante quase meio século. Reflete a etnologia como “uma das raras atividades humanas que responde a uma vocação”. Reafirma a necessidade de uma antropologia crítica e a importância da escrita para criar novas formas de narratividade.
“Há na ideia de encontro a de acaso, e na ideia de etnologia a de experiência”.
“A oposição dos errantes e dos sedentários certamente não se encontra apenas entre os etnólogos, mas, visto sua ambição comum (ficar entre os outros), ela toma entre esses uma dimensão particular”.

 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Livro


Lançado recentemente pela Editora da UFMA, “Um caso de polícia! Pajelança e religiões afro-brasileiras no Maranhão (1876-1977)”, é fruto de pesquisa documental realizada pelo grupo de pesquisa coordenado pela professora Mundicarmo Ferretti.

O livro não trata apenas da repressão policial, mas de um amplo contexto sociocultural em que as diferenças religiosas eram submetidas a diversos tipos de violência. A primeira parte do livro apresenta trabalhos baseados em pesquisas de jornais realizadas em arquivos de instituições maranhenses, com o intuito de analisar problemas enfrentados pela população negra do Maranhão e “testemunharam” a repressão policial a antigos terreiros de mineiros, terecozeiros, curadores e pajés. A segunda parte do livro reúne 319 matérias publicadas em jornais maranhenses, transcritas geralmente de sessão policial, daí o título escolhido para a obra “Um caso de Polícia!”   

terça-feira, 28 de julho de 2015

As cores do sagrado


Passando por Recife, encontrei um tempo e fui ver a exposição Carybé – As cores do Sagrado, no espaço Caixa Cultural, formada por cinquenta aquarelas feitas pelo artista entre 1950 e 1980, documentando o Candomblé por meio de uma sequência que retrata alguns dos seus importantes rituais, como a iniciação, o axexê, o culto aos ancestrais, como também mostrando as festas, trajes, símbolos e cerimônias.

Conhecido como Carybé, Hector Julio Paride Bernabó, argentino de nascimento, viveu no Brasil e se considerava baiano por opção. Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, cenógrafo, ceramista, historiador, pesquisador e jornalista. Recebeu vários prêmios por sua obra, mas o título de que mais se orgulhava era o de Obá de Xangô, oferecido pelo terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá (Salvador), onde foi iniciado na religião.  




segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ilha do Ferro


Ilha do Ferro: uma iconografia do povoado é um destaque na programação do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (Maceió, Alagoas).
A exposição é fruto da pesquisa realizada pela designer Amanda Soares na região ribeirinha do rio São Francisco (município alagoano de Pão de Açúcar), para a elaboração do seu trabalho de conclusão de curso (TCC).
O trabalho de campo realizado pela artista, seu encontro com a arte produzida na Ilha do Ferro, a paisagem e os costumes locais serviram de inspiração e provocou o impulso criativo da artista para produzir estampas com a temática do povoado, gerando belas imagens. Assim, o trabalho desenvolvido por Amanda faz referência às esculturas em madeira, ao bordado, à arquitetura urbana da ilha, ao ato criativo dos artistas locais, às flores, à caatinga, ao solo rachado, entre outros aspectos do lugar. A proposta une a cultura tradicional com um projeto contemporâneo de criação em design, produzindo uma nova leitura iconográfica da cultura local. 
A exposição apresenta fotografias panorâmicas da Ilha do Ferro, estampas, impressas em tecido. Algumas dessas estampas podem ser vistas também em fotografias de um editorial de moda, produzido pela designer. As estampas são também apresentadas em roupas como camisetas e vestidos. Para a exposição do Museu, além do vestuário, a artista também imprimiu suas estampas em pôsteres, capas de celulares e adesivos.


 

Making off - Coleção Ilha do ferro


domingo, 26 de julho de 2015

Museu Théo Brandão


O Fórum Antropologia e os estudos de Folclore foi realizado no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, da Universidade Federal de Alagoas. A comissão organizadora acertou. Tornava-se emblemático discutir a temática proposta no espaço do Museu.
O Museu Théo Brandão foi criado em 1975 pelo médico, etnógrafo, folclorista, antropólogo e escritor alagoano Theotônio Vilela Brandão. Inicialmente concebido para abrigar a coleção de arte popular do escritor, posteriormente o Museu recebe da família de Théo Brandão, um conjunto expressivo de suas fotografias, documentos pessoais, manuscritos, registro sonoros, livros e folhetos de cordel, diversificando seus acervos.
No acervo expográfico é possível apreciar obras em madeira e cerâmica, indumentária de folguedos, estandartes e bonecos de carnaval, brinquedos, objetos de fibra vegetal, peças de culto afro-brasileiro, ex-votos, etc.
Na sala denominada Fé, uma peça em especial me chamou atenção, uma tela na qual está escrito Zé-Pelintra-Fazendo Seu Feitiço e com o desenho em pintura do conhecido mestre de Jurema. O mestre encontra-se em uma encruzilhada, segurando com a mão direita, uma garrafa, e, na outra mão, um copo. Um pouco abaixo do seu braço direito o desenho de um gato preto e peças em argila (uma quartinha e duas bacias) na cor azul. No seu lado esquerdo está às pinturas de um punhal, um galo, uma espécie de pote, um livro aberto e uma vela acesa. A tela não está datada e o autor é desconhecido. Fiquei alguns minutos em frente a imagem, encantado e a viajar por muitos pensamentos.
Para acompanhar a programação do Museu, acesse sua página no Facebook:

 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Antropologia e estudos de Folclore em reflexão


O Fórum Antropologia e estudos de Folclore, parte da programação da V Reunião Equatorial de Antropologia e XIV Reunião de Antropólogos do Norte e Nordeste, realizado esta semana em Maceió (Alagoas), afirmou a importância dos estudos de folclore na história do pensamento social brasileiro e a contribuição desses estudos para a constituição da antropologia enquanto campo de conhecimento. E, mais, propiciou a abertura de um importante espaço institucional para reflexões sobre esses campos de estudos – antropologia e folclore, encontros epistemológicos e questões contemporâneas da cultura.
O Fórum foi proposto e coordenado pelos professores Oswaldo Giovannini Junior (UFPB) e Wagner Neves Diniz Chaves (UFRJ). O encontro foi dividido em três sessões:
Sessão 1:  Antropologia dos estudos de folclore
Participantes: Wagner Chaves (UFRJ-MN) – “Do campo ao museu (e de volta ao campo): considerações sobre a produção e circulação dos registros sonoros de Théo Brandão”. Bruno Cavalcanti (UFAL) – Arthur Ramos e os estudos de folclore. Joana Correa (IFCS-UFRJ) – Mário de Andrade, Alceu Maynard Araújo e Inami Custódio Pinto: perspectivas dos estudos de folclore nas pesquisas sobre fandango. Oswaldo Giovannini Junior (UFPB) – Recepção e influências: estudos de folclore e festas do Rosário.
Sessão 2: Ritos e festas da cultura popular contemporânea
Participantes: Luzimar Pereira (UFJF) – Pesquisa sobre folias e comunidades de folias em Minas Gerais. João Miguel Sautchuk (UNB) – Investigando a poesia: a cantoria nordestina e suas formas expressivas. Luciana Gonçalves de Carvalho (UFOPA) – Eles dizem que é folclore (sobre as reflexões de Betinho e as questões do boi maranhense).
Debatedor: Carlos Sandroni (UFPE).
Sessão 3: Problematizando fronteiras: interfaces entre folclore, etnologia dos índios do nordeste e estudos afro-brasileiros
Participantes: Claudia Mura (UFAL) – Pankararu, praias e penitentes. Ana Teles (IFCS-UFRJ) – Os estudos do negro no interior dos estudos de folclore: confluências de um debate.
Debatedor: Luiz Assunção (UFRN).