terça-feira, 30 de junho de 2015

José Targino, 88 anos de idade, morador da cidade de Lagoa Salgada, na região do agreste potiguar, agricultor aposentado, brincante de João Redondo.


Hoje conheci seu José Targino. Fui a sua residência, juntamente com Graça Cavalcanti, minha orientanda e pesquisadora da temática, para realizarmos uma entrevista. Ele estava nos esperando, sentado em um tamborete, trabalhando em uma peça de madeira (uma “promessa”), na sala onde funciona a pequena venda de raízes, sementes, ex-votos e os bonecos que confecciona para a brincadeira do João Redondo.

Passamos boa parte do dia em sua simpática companhia. Conversamos. Ele nos contou a sua trajetória de vida, o gosto pela brincadeira, a forma de brincar, a dedicação pela arte de fazer e brincar com os bonecos. Falou também dos “novos tempos” e a falta de alguém para dar continuidade ao seu saber.    




 
 

domingo, 28 de junho de 2015

Cartão Postal


Cartão Postal é sempre um presente especial. Hoje recebi alguns de Santiago do Chile, e, ao ver as imagens, viajo por lugares diversos, muitos deles desconhecidos. Familiares e amigos muito próximos são sabedores de minha paixão por postais e vem deles, sobretudo, essa lembrança que alimenta uma coleção.

O primeiro cartão de minha coleção tem uma história. Foi enviado para minha mãe, por sua irmã, em 1967. É uma vista do “castelinho” da praia de Boa Viagem (Recife-PE), com oferecimento datado de 06/05/67 e carimbo do correio. Dias depois, outro cartão é postado, tendo como destinatários, eu e minha irmã. Desde então, são muito cartões, permeados por afetos e lembranças.  

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Dunga, o (não mesmo) “afrodescendente”


“Eu até acho que eu sou afrodescendente de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham pra mim: vamos bater nesse aí, e começam a me bater, sem noção, sem nada, não gosto dele, começam a me bater”.

Polêmica analogia proferida por Dunga, técnico da seleção brasileira de futebol em entrevista realizada hoje no Chile. Exemplo de um Brasil racista.

Para o frei David Raimundo dos Santos, diretor do movimento Educafro, o técnico acabou se identificando com o povo negro brasileiro sempre agredido, violentado e perseguido. Em sua opinião, a declaração do técnico reconhece que o povo negro é violentado e espancado pela polícia e por outros setores da sociedade brasileira, mesmo sem merecer. Ao afirmar que o povo afrodescendente sofre perseguição, está dando ao público elementos para dizer que na sociedade brasileira, quanto mais afrodescendente, mais se é vítima de perseguições e sofrimentos (Geledés).



+ Intolerância


Nos últimos dias o país tomou conhecimento de atos de intolerância. A menina candomblecista, Kaylane, foi agredida com pedradas após um culto. Outros casos, como o do médium Gilberto Arruda, que foi encontrado morto, e o vandalismo no túmulo de Chico Xavier. Estes não são casos isolados de intolerância religiosa; outros são igualmente conhecidos. A intolerância se configura em forma que vai da pedra a palavra. Muitas vezes tem forma sutil. Ela está na rua, nos espaços religiosos, nas instituições e, inclusive, nas ações, atos e palavras de muitos políticos.

Desde 1989, o ato de discriminação, preconceito de raça, cor, etnia, religião são considerados crimes no Brasil. A Lei nº 7.716, pune o infrator com reclusão de dois a cinco anos e multa. Para denunciar o agressor, a vítima pode ligar para o disque 100, canal direto com a secretaria de Direitos Humanos, ou procurar uma delegacia mais próxima e registrar um Boletim de Ocorrência. Em caso de agressão física, como ocorreu com a menina Kaylane, a vítima deve fazer um exame de corpo de delito para comprovar o ato de violência (Portal Geledes).

domingo, 14 de junho de 2015

Ensino religioso em debate


O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, publica artigo neste domingo em que adianta os valores que pesarão na sua decisão sobre ensino religioso nas escolas. Ele é relator de uma ação direta de inconstitucionalidade na qual se discute o papel do ensino da religião nas escolas públicas.

Em seu texto, afirma que há basicamente duas posições em debate. De um lado, há os que defendem que o ensino religioso possa ser ligado a uma religião específica, sendo ministrado, por exemplo, por um padre, um pastor ou um rabino. É o que se chama de ensino religioso confessional. De outro, há os que sustentam que o Estado é laico e que o ensino de religião tem de ser de caráter histórico e plural, com a apresentação de todas as principais doutrinas. Isto é: não pode ser ligado a um credo específico.

São diferentes formas de ver o papel da educação religiosa. Ao Supremo Tribunal Federal caberá determinar qual dessas duas posições realiza mais adequadamente a vontade constitucional. A Constituição não tem uma norma expressa a respeito, mas prevê a existência de ensino religioso facultativo, assim como prevê que o Estado é laico e que não deve apoiar ou embaraçar qualquer culto.

“Há três grandes valores em questão. O primeiro é a liberdade de religião, a possibilidade legítima de se professar uma crença e pretender conquistar adeptos para ela. O segundo é o dever de neutralidade do Estado, que deve se abster de promover qualquer religião, bem como de dificultar o seu exercício. O terceiro valor envolve o papel da religião na educação e no espaço público, no âmbito de um Estado democrático e de uma sociedade multicultural”, disse ele.

O ministro Luis Roberto Barroso convocou para esta segunda-feira (15), no Supremo, uma audiência pública para debater o tema.


 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Oficina de Pesquisa


OFICINA DE PESQUISA 

Abençoada cura: poéticas da voz e saberes de benzedeiras Lidiane Alves da Cunha 

A escritura de quem não sabe ler: transmissão de conhecimentos no Santo Daime Manuell Victor Pessoa Bezerra 

O sacrifício ritual de animais na Umbanda José Roberto Oliveira dos Santos

 

Dia: 18/06/2015 - Horário: 14h - Local: Auditório A – CCHLA – UFRN - Grupo de Estudos Culturas Populares