sábado, 31 de janeiro de 2026

O ano começa com HOMENAGENS

 

O ano começa com HOMENAGENS:

O Grupo de Articulação de Matriz Africana e Ameríndia do Rio Grande do Norte – GAMA/RN tem a honra de encaminhar a Carta-Convite para sua participação no 5º Presente à Yemanjá dos Terreiros do Município de Extremoz, ocasião em que Vossa Senhoria será homenageado em reconhecimento à sua destacada trajetória acadêmica e à relevante contribuição dedicada aos povos de terreiro do Rio Grande do Norte.

07 de fevereiro de 2026, as 15h, na Praça da Figueira, localizada na Praia de Pitangui, município de Extremoz/RN.

 

Como representante da turma de formandos 2025.2 - Turma Elizabeth Teixeira – do Curso de Ciências Sociais da UFRN, tenho a honra de convidá-lo para a cerimônia de Colação de Grau enquanto Paraninfo da turma

A turma Elisabeth Teixeira gostaria de homenagear a sua extensa trajetória no curso de Ciências Sociais o elegendo como nosso paraninfo. Nesses anos de graduação, o senhor foi e continuará sendo uma inspiração para todos nós!

26 de fevereiro de 2026, no Ginásio Poliesportivo da UFRN às 19 horas.

 

 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Encontro de Juremeiros/as de Natal

 

A nona edição do Encontro de Juremeiros/as de Natal, organizado sob a liderança de Pai Freitas de Benedito Fumaça, foi realizada neste domingo (04/01) na Pinacoteca do Estado. O encontro afirma a tradição da jurema e sua importância para as comunidades tradicionais de terreiro enquanto religião e patrimônio cultural. Nesse sentido, o ato de ocupar coletivamente o espaço público contém ações e sentimentos de reconhecimento enquanto sujeito de um grupo social.  

Na programação deste ano, a novidade foi o lançamento do livro “Soledade – cachimbo, rede e rosário: mudanças sociais, memórias e tradições”, dissertação de mestrado de mãe Maria Rita de Cássia Oliveira, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN em 2001 e que somente agora chega ao público no formato de livro, graças ao apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Ministério da Cultura/Governo Federal).

A programação foi iniciada com uma mesa-debate sobre o tema da “importância do catimbó-jurema para a cultura do Rio Grande do Norte” e, na sequência, lançamento do livro, entrega de homenagens, roda de jurema e apresentações musicais (Nego Zambi e Coco Juremado As Flechas).

Um registro também significativo diz respeito a presença de grupos das comunidades na organização das barracas de artesanato, plantas, livros, comidas e bebidas. Penso que pode ser levado em consideração para os próximos eventos.  

Agora a perspectiva é enfrentar questões e programar as comemorações do “encontro” em que também se comemora uma década.

A seguir, o “Encontro de Juremeiros/as” de 2026 em fotografias de @taangahara (Fábio Oliveira).

 
 
 
 
 
 
          
   
 
 
  
 
 
    







 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025

 

JANEIRO:

Participação no VIII Encontro de Juremeiros de Natal – Pinacoteca do Estado – Natal

Lançamento do Projeto Arquivo Afro-Religioso – Complexo Cultural da UERN

ABRIL:

Realização do Seminário Grupo de Estudos Culturas Populares e Religiosidades – CCHLA/UFRN

MAIO:

Grupo de Estudos CPeR recebe o jornalista doutor Marcelo Leite (Jornal Folha de SP). CCHLA/UFRN

JUNHO:

Participação como entrevistado do Pod cast Revista FAPESP – São Paulo

AGOSTO:

Diploma de reconhecimento concedido pelo Centro Espírita de Umbanda Cabocla Anay – Natal

SETEMBRO:

Aula de campo da disciplina Antropologia Brasileira – Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – Natal

Aula de campo da disciplina Antropologia dos Arquivos – LABRE Laboratório de Restauração e Conservação de Documentos – Departamento de História – UFRN

OUTUBRO:

Aula de campo da disciplina Antropologia dos Arquivos – Acervo Zila Mamede – Setor de Coleções Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede – UFRN

Grupo de Estudos CPeR recebe a professora doutora Sariza Caetano, do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Palestra na atividade Encontros. CCHLA/UFRN

Participação presencial como membro de banca de doutorado na Faculdade de Educação – USP. São Paulo

Participação como mediador na Mesa Literária Sonho, Telas e Memórias. FLIPIPA Feira Literária de Pipa – Tibau do Sul

NOVEMBRO:

Grupo de Estudos CPeR recebe o professor doutor Humberto Santana Jr. Professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – UFRN. Palestra na atividade Encontros. CCHLA/UFRN

Participação da Audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil/RN. “Intolerância religiosa e liberdade de crença”. Natal

Participação presencial como Membro da Comissão Nacional de Mérito do Prêmio Rodrigo Melo Franco – IPHAN – Brasília

 

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Festa no Caboclo Aracati

 

Noite de festa, neste domingo (28/12), no Centro Caboclo Aracati, para comemorar os 30 anos de Jurema do Mestre Cleone Guedes.

 

 

 

 

 


sábado, 20 de dezembro de 2025

IMPERDÍVEL! Livro + Conversa

 VIDAS ATIVAS: História de três mulheres na Ásia


Apresentação de livro + conversa

Vidas Ativas - Histórias de três mulheres na Ásia

Ana Gretel Echazú Boschemeier (Editora)

Coletivo Boas Práticas / CNPq


Entrada aberta e gratuita

Data: Domingo 21/12Horário:16 às 18h30

Modalidade: Presencial


Aonde mesmo? MAHALILA Café & Livros

Rua Nívea Madruga, 19 – Potilândia


"Apresentaremos em Natal o livro bilíngue “Vidas Ativas: Histórias de Três Mulheres na Ásia” (texto em inglês e português), que foi o resultado de dois anos de trabalho e elaborado com a finalidade de traçar pontes entre lutas geograficamente distantes, mas talvez não tão diferentes como pensaríamos. O texto trata de narrativas de vida sobre ativismos, gênero e espiritualidades no Sul Global, e foi desenvolvido a partir da escuta-homenagem a três mulheres, intelectuais e ativistas asiáticas que a autora e compiladora teve a possibilidade de conhecer durante a sua estância de pesquisa (TWAS-UNESCO) na Tailândia no ano 2022: a pioneira monja do budismo Theravada, Dhammananda Bhikkhuni, e as intelectuais ativistas Amporn Marddent e Monira Ashan. O livro contém traduções de entrevistas e ensaios escritos por elas três, além de notas e registros de interlocutoras engajadas como Karina Bidaseca, Sandra S. Fernandes e Lucrecia Greco, que discutem os temas trazidos por essas mulheres asiáticas desde uma perspectiva latinoamericana. Se tiveres interesse nesses temas, pode chegar junto - serás muito bem vinde" (Ana Gretel).


+ um TCC concluído

 

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA: A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Natal-RN.

RODRIGO DE ARAUJO JUNIOR – Curso de Licenciatura em Ciências Sociais – UFRN.

RESUMO: O presente trabalho de conclusão do curso de graduação em Ciências Sociais tem como objetivo apresentar considerações a respeito da memória e resistência na Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Natal-RN. A pesquisa foi realizada em dois momentos: no período de 18 de julho a 30 de agosto de 2024 e no período de 04 de março a 19 de novembro de 2025. A perspectiva metodológica da abordagem qualitativa, adotada durante a pesquisa, propiciou uma maior profundidade na percepção do objeto de investigação e o recolhimento dos dados foi elaborado por meio de entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise de documentos. O campo de observação foi as atividades religiosas realizadas na Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Pretos, em Natal-RN, propiciando reflexões sobre o espaço religioso e as disputas de memórias, ao qual tradições, resistências e silenciamentos se enfrentam. Entre as referências conceituais o trabalho dialoga com as ideias sobre memória social (Maurice Halbwachs, Jacques Le Goff), patrimônio cultural e lugares de memória (Pierre Nora) e narrativa histórica e silenciamento (Marc Ferro).  

Palavras-chave: Memória coletiva; Religião; Diversidade; Resistência cultural; Racismo;

 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Entrelaçando ciências


Dezembro se inicia (04/12) com a apresentação do trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Ciências da Religião – UERN, da aluna Flaviana Maia da Rocha de Sena Cunha – mãe Flavinha de Oxum, a jovem mãe do Ilê Axé Dajô Obá Ogodô (Casa do Axé e da Justiça do Rei Xangô), militante do movimento social e participante de coletivos ligados as comunidades tradicionais de terreiro. 

Entrelaçando ciências: gênero e possessão a partir da memória discursiva de duas gerações da Casa de jurema Mestre Carlos (Extremoz-RN)” é o título deste trabalho que foi orientado pelo Prof. Dr. Genaro Camboim Lopes de Andrade Lula (UERN) e contou com a comissão de avaliação formada pela Profa. Dra. Antoinette de Brito Madureira (UFRN) e os professores doutores Luiz Assunção (UFRN) e Mailson Cabral (UERN).  

Amparada por referências bibliográficas em torno das categorias de gênero e possessão, a pesquisa realizada tem por foco “compreender como a possessão com entidades espirituais, em destaque, as femininas, atualizam sentidos do cuidado, da autoridade espiritual e da resistência no corpo-juremeiro”. A opção por uma metodologia qualitativa e etnográfica segue um percurso de campo em que a própria autora compartilha espaços vividos, diálogos, conhecimentos e reflexões que vão sendo tecidas no cotidiano e no texto escrito.

Além da introdução e conclusão, na qual explicita, respectivamente, a proposta da pesquisa, a questão principal, as referências bibliográficas e categorias com as quais tece o trabalho, como as de gênero e possessão (Birman, Hayes, Lages, Queiroz, Lewis) e jurema sagrada (Assunção, Brandão e Rios, Souza, Silva, Ramos), o capítulo denominado de “entrelaçando ciências e saberes” apresenta a Casa de Jurema Mestre Carlos, território encantado e campo da pesquisa; as vozes e as narrativas de duas gerações, a de Mestre Melquisedec e Mãe Preta, e a geração de Larissa, Canniggia e da própria autora.

As considerações finais do estudo revelam as relações de gênero no universo religioso, atravessando “o cotidiano ritual, reconfigurando papéis espirituais e sociais”. Destaca que “o diálogo entre as gerações mostra que a tradição juremeira se sustenta pela memória coletiva e pela capacidade de reinvenção, confirmando o sagrado como espaço de criação e resistência”. E que especificamente sobre as experiências de possessão, estas “expressam negociações de poder, cura e pertencimento”.  

O trabalho de conclusão de curso de Flaviana Maia da Rocha de Sena Cunha precisa ser conhecido, lido, pesquisado, por todas e todos, pelo público acadêmico e das comunidades tradicionais de terreiro. Em breve estará disponível no repositório institucional da UERN.

Por último, quero destacar a importância deste trabalho em sua qualidade teórica-metodológica, mas também na escolha temática, na escritura do texto e articulações das referências bibliográficas trabalhadas. E, sobretudo, o exemplo positivo que significa esse momento do diploma acadêmico, em uma universidade pública de qualidade, em especial, para mãe Flavinha e as comunidades de terreiro.     

 

 


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Prêmio Rodrigo Melo Franco

 

Nesta última terça-feira (25) foi divulgado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) o resultado do 38º Prêmio Rodrigo Melo Franco, que contemplou 18 ações vencedoras.  

Tive a honra de integrar a Comissão Nacional de Mérito. Durante a semana de 10 a 14 de novembro estivemos reunidos na sede da instituição, em Brasília, para a realização da avaliação final. A comissão contou com 14 membros, incluindo gestores e servidores do Iphan, da Fundação Cultural Palmares, do Ministério dos Povos Indígenas, do Ministério das Cidades, docentes de universidades públicas e representantes da sociedade civil.

Para o Prêmio deste ano, foram realizadas 876 inscrições, das quais 834 foram habilitadas e avaliadas pelas comissões estaduais. Destas, 175 ações seguiram para a etapa nacional e após avaliações produzidas pela equipe técnica da instituição, 34 chegaram à fase final de julgamento.  

O Prêmio foi criado em 1987 e homenageia o advogado, jornalista e escritor que presidiu o órgão por 30 anos e foi responsável pela criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), antecessor do IPHAN.

https://www.gov.br/iphan/pt-br/assuntos/noticias/iphan-divulga-lista-preliminar-dos-vencedores-do-premio-rodrigo-2025



domingo, 23 de novembro de 2025

“Intolerância religiosa e liberdade de crença”: Audiência Pública na OAB/RN

 

A convite da Dra. Mikaelle Costa, Presidenta da Comissão Especial de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/RN, participei da Audiência Pública que teve por tema “Intolerância religiosa e liberdade de crença”. A proposta é pensar ações de enfrentamento da intolerância religiosa, que em número estatístico tem aumentado consideravelmente no Estado do RN.

A audiência, realizada no dia 18 de novembro, se integra a um conjunto de atividades promovidas durante o Novembro da Consciência Negra e contou com representantes de instituições e órgãos do Governo do Estado, Polícia Militar, UFRN, Judiciário, além de lideranças de terreiros e membros da sociedade civil.

Quando iniciei meu encontro com os terreiros de Natal (1988), aos poucos fui conhecendo e compreendendo a importância cultural do universo religioso dos terreiros, eles estavam espalhados por praticamente toda cidade. Meu percurso foi muito peculiar, os pais e mães foram me fazendo caminhar por diferentes casas, criando um movimento de circulação, de idas e vindas com os terreiros. Com o tempo, entre tantos ensinamentos, aprendi os códigos simbólicos que identificava a comunidade de terreiro na rua e no bairro, uma vez que não existia uma escrita que a nominasse. A cidade teimava em desconhecer a existência dos terreiros e a temática não podia ser tratada institucionalmente, como por exemplo, na escola e, inclusive, na universidade. Somente uma década depois foi possível colocar em prática atividade de extensão que envolvia a universidade e algumas escolas públicas da cidade, o Projeto Cultura Afro-brasileira nas Escolas (2000-2002).   

A intolerância religiosa estava documentada na historiografia e em periódicos jornalísticos local, descrita a partir da perspectiva intelectual dominante da época, de desqualificação e exclusão das culturas e populações afro-brasileiras.    

A cosmovisão centrada no se ver e se relacionar no mundo, vivida na existência cotidiana dos terreiros construiu reservas de proteção para suas comunidades, traduzidas em formas de acolhimento as pessoas de sua vizinhança e do próprio bairro. Em um sentido macro, o estabelecimento de relações estratégicas com sujeitos institucionais.  

O fato é que atualmente existe um aumento de casos, ou seja, do número de registros de intolerância religiosa no RN, conforme dados do Comitê Estadual de Intolerância Religiosa disponível na internet.

Também é fato o atual protagonismo das comunidades de terreiro, em particular de sua juventude, na articulação com as atividades públicas, redes sociais, com os poderes constituídos, a formação de coletivos.

É fundamental lembrar que do ponto da proteção legal, desde a Constituição Federal de 1988, existe um conjunto significativo de leis voltadas ao enfrentamento da intolerância religiosa e racismo religioso na sociedade brasileira.

Constituição Federal de 1988 – Artigo 5º (garante o direito à liberdade religiosa) e o Artigo 215 (que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos Direitos Culturais).

Lei número 9.459 de 1997, que trata a discriminação religiosa como crime.

No Estado do RN, algumas ações de enfrentamento ganham forma no trabalho desenvolvido pela Ouvidoria Estadual dos Direitos Humanos – RN, Ministério Público Estadual, a criação da Delegacia Especializada em crimes de racismo, intolerância e discriminação. A nível Federal, o Disque Direitos Humanos (Disque 100) do Governo Federal.

Continuando com o exemplo local, consideramos importante compartilhar sobre a produção e distribuição de Cartilhas: Cartilhas organizadas pela Polícia Militar do Estado do RN, sob a coordenação do Major Gleydson Dantas; Cartilha “Promoção à igualdade racial – conscientização antirracista” – OAB/RN 2023; Cartilha “Direitos dos povos tradicionais de matriz africana e ameríndia” – Mandato Isolda – 2024;

Concluindo, a hora é de colocar em prática ações efetivas, o amparo legal existe, conforme destacamos anteriormente. Proponho que pensamos um conjunto de ações como campanhas educativas antirracistas que informe, faça conhecer a religião e os amparos legais e que possam transversalizar questões conhecidas:

Lei 10.649 – 11.645/2003 – o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena;

Conselho tutelar da criança e adolescente;

Polícia Militar;

Trabalho de esclarecimento as comunidades de terreiro quanto aos direitos e como devem proceder em caso de intolerância, preconceito e racismo; 

Formalização da organização religiosa – criar um CNPJ;

Campanha educativa junto aos meios de comunicação e a imprensa em geral;

 

Para saber +

Jornal Saiba Mais (19 de novembro de 2025, Gil Araújo).

https://saibamais.jor.br/2025/11/audiencia-debate-intolerancia-religiosa-e-aponta-criacao-de-protocolo-de-denuncias/

 

 





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