Alhandra e o clã do Acais
Em 1864, dois anos após a extinção dos aldeamentos indígenas na freguesia de Alhandra, inicia-se a medição e demarcação das terras indígenas na Paraíba, dividindo-as em lotes e entregues com seus respectivos títulos aos índios, na qualidade de posseiros. Segundo a documentação oficial da época, Inácio Gonçalves de Barros, ultimo regente dos índios de Alhandra, recebeu 62:500 braças quadradas de terras, em um lugar denominado Estivas. Documentos demonstram, ainda, a insatisfação do regente, através de pedido de restituição das terras dos índios. Para os juremeiros da região nordeste, Alhandra é uma das mais fortes referências mitológicas e simbólicas da prática do catimbó e da ciência da jurema. Essa tradição foi cultuada e mantida pelo mestre Inácio e seus descendentes. Mestre Inácio era irmão da mestra Maria Gonçalves de Barros, a primeira Maria do Acais e pai do meste Casteliano Gonçalves e de Maria Eugenia Gonçalves Guimarães, a segunda e prestigiosa Maria do Acais. A segunda Mari...
O discurso apresenta uma visão temerária ao aludir que a miséria da África subsaariana está vinculada a práticas religiosas inescrupulosas, típicas daquelas que "vendem o paraíso na Terra". Adota um viés que pode-se afirmar leviano quando faz referência ao povo de Canudos como sendo todos de fanáticos religiosos, quando na realidade se tratava de pessoas excluídas da sociedade, sem outras perspectivas senão acreditar que poderiam construir um lugar onde pudessem viver em paz.
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