Defesa do abate religioso


No próximo dia 9 de agosto o Supremo Tribunal Federal-STF vai votar um recurso interposto pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, contra a decisão da justiça gaúcha que reconhece o direito do abate religioso de animais em rituais das religiões afro-brasileiras.
O princípio desse processo nasceu em 2004 quando o Tribunal de Justiça do RS assegurou vitória as religiões afro-brasileiras no sentido de reconhecer a constitucionalidade do abate religioso de animais. Em 2017 o Tribunal de Justiça de SP, realizou um julgamento sobre o mesmo tema e decidiu ser uma prática legal.
A prática do abate religioso de animais para fins litúrgicos e alimentares não se limita as religiões afro-brasileiras, uma vez que judeus e mulçumanos também a incorpora ao seu universo religioso. A posição contrária a esta prática religiosa, assumida por certos setores da sociedade brasileira, se reveste de uma postura, no mínimo racista, como tantas outras que se constituem historicamente contra a cultura de matriz africana no Brasil.

 

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