sexta-feira, 20 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

Mestre José Pelintra e Antonio Pelintra


Festa para os mestres José Pelintra e Antonio Pelintra, realizada ontem a noite, dia 30 de setembro, no Axé Ilê Bogunder Idágum J’ajá, na cidade de Parnamirim-RN, sob a direção da yalorixá Lúcia de Nãnã.  








Com os representantes do Centro de Umbanda Maria Padilha das Sete Encruzilhadas (Pai Magno), Parnamirim-RN.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Tribo de ìndios Tabajara

 Paulo Lira fala sobre a Tribo de Índios Tabajara no FIOS DE SABERES - UFRN.



A Jurema de Babá Karol


Juliane Ribeiro fala sobre a tradição da Jurema de seu avô, Babá Karol, durante o FIOS DE SABERES - UFRN.


domingo, 24 de setembro de 2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Saberes do Congos de Calçola

Foto: Anny Dantas Bruta Flor


FIOS DE SABERES



O Grupo de Estudos Culturas Populares da UFRN promove a partir de hoje a realização do FIOS DE SABERES, seminário que reúne mestres e representantes das manifestações culturais da tradição, visando dialogar sobre saberes, conhecimentos, tradições, trajetos, resistências e processos de permanências dos aprendizados das culturas.      

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Intolerância: até quando?


Yá Carla Iyagba Ori me envia mensagem em que relata o terror que se espalha pelo universo religioso afro-brasileiro, quando seus espaços e símbolos sagrados são desrespeitados, atacado, destruído. Desde algum tempo que venho acompanhando, pelas redes sociais, os diferentes casos de intolerância religiosa. Mas também tenho escutado relatos e registros de mães, pais e demais religiosos sobre as situações adversas que são obrigadas e obrigados a enfrentar em sua existência cotidiana de brasileira e brasileiro.
Dados de pesquisas acadêmicas e matérias publicadas na imprensa demonstram que essa violência tem ganhado forma e proporção cada vez maior. Os dados estatísticos crescem. As agressões, cada vez mais, assumem formas diferentes. Frente aos dados estatísticos, a violência física, verbal, simbólica; frente ao fato de ter sua liberdade religiosa e de escolha de crença impedida de ser praticada, somos de imediato levados a lembrar de que o Brasil é um país laico, em cuja Constituição Federal, em seu artigo 5, garante o direito a crença e prática de culto.
Precisamos lembrar? Penso que apenas a lembrança não é suficiente, pois entre a lei e a existência social real, existe um longo espaço, um vácuo. E muitas outras questões, inclusive o racismo. Racismo e intolerância religiosa estão mais próximos do que se imagina.
Certo tempo atrás participei de um encontro com jovens de uma comunidade de terreiro da cidade de Extremoz e, naquela oportunidade, chamei atenção para dois pontos: o primeiro, sobre a necessidade de reunir lideranças e representantes dos terreiros para se construir uma agenda mínima que pudesse refletir sobre o contexto vivido por essas comunidades e, principalmente, pensar estratégias de enfrentamento às situações vividas. O segundo ponto, a importância de se construir uma visibilidade positiva, uma ação de sair dos terreiros e ganhar as ruas, os espaços públicos, se mostrar, estar presente, conquistar espaços.
O tempo passou, mas os fatos do presente nos chamam. Ou dizendo de outra forma, não seria o futuro que urge?

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

terça-feira, 29 de agosto de 2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Dissertação


Entre o treco e a cidade: Uma leitura sobre o consumo das estátuas do Padre Cícero em Juazeiro do Norte/CE.
Michael Medeiros Marques.
Este estudo pretende considerar a área da antropologia do consumo e alguns olhares sobre o estudo da cultura material na contemporaneidade, no sentido de perceber como as coisas fazem as pessoas e produzem as relações sociais em cadeia. Reconhecendo que o consumo pode ser visto como um meio de identificação de grupos sociais, inseridos em um projeto de territorialidade e mapeamento, diversificando e ampliando os efeitos do consumo, sua força simbólica, na tentativa de construir uma compreensão mais profunda de uma humanidade não separada da materialidade. A pesquisa é situada na cidade de Juazeiro Norte (Ceará), tendo como objeto o consumo das estátuas do Padre Cícero pelos romeiros devotos, que reificam a ideia de que essas trocas simbólicas estruturam duas relações dentro e fora de Juazeiro. Desse modo o texto estrutura-se da seguinte forma, há uma apresentação inicial do campo de estudo com discussão das incursões e problematização das aproximações e distanciamentos com o mesmo, bem como, demostramos nossas perspectivas teóricas acerca das possibilidades de análise sobre o consumo das estátuas do Padre Cícero; damos continuidade com a tentativa de efetivar uma nova leitura a partir da teoria das coisas, analisando os sentidos, significados do consumo do treco (Miller, 2010) Padre Cícero e o sistema de dádivas (Mauss, 2011) como um jogo constante de liberdade e obrigação.
Dia: 25 de Agosto de 2017
UFRN – CCHLA – PPGCS
Membros da banca: Luiz Assunção (UFRN-PPGCS), Maria Lúcia Bastos Alves (UFRN-PPGCS) e Maria das Graças de Oliveira Costa Ribeiro (IFCE).

sábado, 29 de julho de 2017

Projeto de pesquisa aprovado


O projeto de pesquisa Memória e patrimônio religioso afro-brasileiro: estudo do acervo religioso de comunidades de terreiro (Natal-RN) foi aprovado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da UFRN para execução no período 2017-2018.
O Projeto se insere na temática memória e patrimônio imaterial com o objetivo de desenvolver pesquisa e estudo de acervo de bens culturais de interesse memorial para a cultura afro-brasileira. A proposta pretende inventariar, proceder ao estudo e registro do acervo cultural de bens do patrimônio material e imaterial religioso de comunidades tradicionais de terreiro de Natal – RN.
Embora sem recursos financeiros para a sua realização, o projeto foi contemplado com uma bolsa de pesquisa de iniciação científica para aluno de graduação visando sua participação na referida ação. A inscrição para seleção do bolsista acontece na Secretaria do Departamento de Antropologia (CCHLA, primeiro andar), no período de 31 de julho a 03 de agosto do corrente ano. A entrevista com os alunos inscritos será dia 04 de agosto de 2017, às 09 horas, na Sala do Grupo de Estudos Culturas Populares do Departamento de Antropologia (CCHLA, primeiro andar).  

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Religiões e temas de pesquisa

O livro "Religiões e temas de pesquisa contemporâneos: diálogos antropológicos" está disponível na internet. 


Acesse integralmente aqui:
https://repositorio.ufba.br/…/religioes-temas-pesquisa-cont…

domingo, 23 de julho de 2017

Semestre Letivo UFRN


Amanhã (24 de julho) tem início o segundo semestre letivo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN e conforme a programação acadêmica do Departamento de Antropologia ficarei responsável por lecionar as disciplina “Antropologia da Religião” (turno noturno) e “Cultura Popular” (turno matutino) no Curso de Ciências Sociais. No Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, assumo a disciplina “Religião e religiosidade”, programada para o horário das quartas-feiras, às 14 horas.

A busca da África no candomblé

Editado na França a segunda edição do livro de Stefania Capone - La quête de l'Afrique dans le candomblé: pouvoir et tradition au Brésil, com prefácio de Stephan Palmié e posfácio  de Paul C. Johnson.  

Este estudo propõe uma interpretação original do campo religioso afro-brasileiro que revela a existência de um continuum que, da Umbanda ao candomblé nagô, realça o jogo complexo das adaptações rituais e políticas no movimento de reafricanização. Quais são os mecanismos que preside a construção destes processos? Que papel desempenharam os antropólogos na emergência e na legitimação desta África reinventada? Quais os desafios políticos subjacentes a este movimento? Essas são as principais questões que o livro procura responder.
S MIMÉSIS ANTHROPOLOGIE
 
editionsmimesis.frÉDITIONS MIMÉSIS ANTHROPOLOGIEeditionsmimesis.fr
Stefania Capone é diretora de investigação no CNRS e membro do CéSor - Centro de estudos em ciências sociais do religioso (EHESS, Paris). Especialista em religiões afro-Americanas e sua transnacionalização, a sua pesquisa atual diz respeito às conexões diaspóricas no Atlântico Negro. Ela também é autora dos Iorubás do novo mundo (2005) e tem coordenado várias obras coletivas, incluindo Religião dos Orixás (2011). A busca de África no candomblé foi traduzida em português (Brasil, 2004) e em inglês (Estados Unidos).

editionsmimesis.fr


terça-feira, 18 de julho de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

domingo, 9 de julho de 2017

Festa para os senhores mestres e senhoras mestras


Na jurema natalense uma das tradições cultivadas é a comemoração do mestre ou mestra da casa, realizada anualmente através de uma grande festa com a participação de toda comunidade que constitui a casa religiosa. Ontem, dia 08, a homenageada foi dona Maria Bassulê, mestra do Pai Aurino de Oliveira Santos, conhecido juremeiro da cidade de Natal, cuja casa está localizada no bairro de Cidade Nova. Na ocasião foram também comemorados seus 21 anos de consagração na jurema, iniciado pelas mãos do Pai Freitas.
Fotos: Grupo Whatsapp família Pai Freitas


 

domingo, 2 de julho de 2017

Música e Cultura Popular


Mais uma revista chegando para os pesquisadores e demais interessados no tema das culturas populares. Trata-se do Dossiê de Música e Cultura Popular publicado na Revista de Estudos e Investigações Antropológicas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPE. Este volume traz o olhar antropológico de diversos pesquisadores com o intuito de apontar as particularidades das culturas populares, as expressividades e sentidos em torno das práticas musicais e do cotidiano.
http://www.revista.ufpe.br/reia/index.php/reia/issue/current

sábado, 1 de julho de 2017

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Raça e racismo


Dossiê: Raça e racismo em uma perspectiva global
Revista de Ciências Sociais – UFC

domingo, 25 de junho de 2017

Revista


A CAPOEIRA – Revista de Humanidades e Letras é uma publicação acadêmico-científica semestral, multidisciplinar, em formato on-line, de livre acesso que nasce da iniciativa de professores dos cursos de Humanidades e Letras do Campus dos Males da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, com objetivo de promover a reflexão e o debate em torno de narrativas antropológicas, literárias, históricas, filosóficas, educacionais e sociológicas, no amplo espectro de temas relacionados às Humanidades, valorizando especialmente colaborações relacionadas aos estudos africanos e diáspora negra.
Endereço para contato: capoeira.revista@gmail.com

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Festa para Xangô


Sexta-feira, dia 23 de junho, às 19 horas, Festa para Xangô no Ibó Silé Obá Kosso (Pai Luiz de Xangô) – Rua Bela Vista, Alto de Petrópolis – Natal, Rn.
Sábado, dia 24 de junho, às 18 horas, Festejos aos orixás Xangô e Yansan na Casa das Águas (Pai José Maria) – Rua Josivaldo Gomes 498, Loteamento Novo Horizonte, Pajuçara – Natal, Rn.
Domingo, dia 25 de junho, as 16h30, Toque dos orixás em homenagem a Xangô no Ylê Axé Ogunjá (Pai Alex Santos) – Rua Planície do Potengi, 297, Loteamento Parque da Floresta, Pajuçara – Natal, Rn.  

Sueli Carneiro – Prêmio Itaú Cultural 30 Anos


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Prêmio


Como parte da programação comemorativa aos 30 anos de atividades do Instituto Cultural Itaú, o Prêmio Itaú Cultural 30 Anos foi entregue a dez pessoas e coletivos que, ao longo das últimas três décadas, intervieram significativamente na vida artística e cultural do Brasil. Com trajetórias que não se limitam a áreas de atuação específicas, os nomes levantados pela comissão de seleção do prêmio foram contemplados em cinco categorias:

APRENDER [ações na área de educação além da escola formal]
Contemplados: Ana Mae Barbosa e Mestre Meia-Noite (Gilson Santana)
CRIAR [artistas-criadores com trajetória de extrema relevância entre 1987 e 2017]
Contemplados: Lia Rodrigues e Véio (Cícero Alves dos Santos)
EXPERIMENTAR [pesquisas que impulsionaram transformações de linguagens artísticas e culturais]
Contemplados: Hermeto Pascoal e Teatro da Vertigem
INSPIRAR [pensadores que transformaram e que inspiram seguidores até hoje]
Contempladas: Eliana Sousa Silva e Niède Guidon
MOBILIZAR [líderes que inspiram mudanças; com sua trajetória e coerência provocaram alterações, revisões, reflexões, transformações]
Contemplados: Davi Kopenawa e Sueli Carneiro

Ana Mae Barbosa – Prêmio Itaú Cultural 30 Anos


terça-feira, 20 de junho de 2017

Revista

Revista Contemporânea de Antropologia
UFF
http://www.revistas.uff.br/index.php/antropolitica 

 

Livro


As manifestações culturais tradicionais e populares e as possibilidades criativas de 22 bairros de Natal estão reunidas no livro Patrimônio Cultural e Imaterial de Natal, lançado recentemente, sob o patrocínio do SEBRAE RN e Prefeitura de Natal-FUNCARTE.
O livro faz um mapeamento do patrimônio cultural e imaterial da cidade, que vai além do registro documental de bens e elementos simbólicos que dão identidade à cidade. Elaborado desde 2011, tem 284 páginas e está dividido em quatro sequências, tratando da história de cada bairro, informações e estatísticas sobre os ofícios desenvolvidos na localidade, assim como a relação dos bens. A parte de patrimônio imaterial local destaca os lugares, as expressões e celebrações, além de um quadro sintético das festas que ocorrem na cidade.

Foto: Alex Régis

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Tese de Doutorado


Trânsitos, saberes e tradições:
Identidade, mercado religioso e transações de conhecimento em um terreiro de candomblé na cidade de João Pessoa.

João Paulo da Silva

Orientadora: Dra. Maria Lúcia Bastos Alves (UFRN-PPGCS)
Participantes da banca de avaliação: Dr. Adriano de León (UFPB), Dra. Maristela oliveira de Andrade (UFPB), Dra. Julie Cavignac (UFRN) e Dr. Luiz Assunção (UFRN).  
RESUMO:
O presente trabalho teve como objetivo entender como se estabeleciam trajetórias religiosas frente aos processos de transformação e mudança que nas últimas décadas têm caracterizado o campo afro-religioso brasileiro, em especial através da inserção do candomblé na arena política e os efeitos dessa inserção em projetos de “reafricanização” de terreiros. O esforço empreendido foi de natureza qualitativa, com vistas à construção de uma narrativa etnográfica capaz de entrever as linhas de fuga, tensão as práticas de enunciação e os deslizes entre sentidos acionados por sacerdotes e adeptos na forma como entendiam suas experiências. O lócus de pesquisa foi o Ilê Asè Opô Omidewá, um dos terreiros de candomblé mais prestigiados de João Pessoa, liderado por Mãe Lúcia de Omidewá. No seu processo de remissão estética, política e ritual à África, o Ilê Asè Opô Omidewá havia produzido uma economia linguística ambivalente para lidar com aspectos materiais e simbólicos que ordenavam a coerência das práticas religiosas às demandas dos mercados e clientes que garantiam sua atratividade e persistência. A pesquisa mostrou como era particularmente potente discutir como ideias relativas à autenticidade e à tradição embutidas no processo de “reafricanização” eram polissêmicas e constituídas em um espaço semântico marcado por percepções ambivalentes e conflituosas sobre transformação, conservação, reiteração e identidades.  

Dia: 21 de junho de 2017
Horário: 14 horas
Local: UFRN, Auditório do CCHLA (térreo)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

RAM 2017


XII Reunião de Antropologia do MERCOSUL

Grupo de Trabalho
Etnografias do pós-colonialismo: aportes desde a antropologia 

José Maria da Silva - Universidade Federal do Amapá
jmsilva.mcp@gmail.com

Ladislao Landa Vasquez - Universidade Federal da Integração Latino-Americana
 
Resumo
Diversos autores têm evidenciado em seus estudos a pertinência do pós-colonial na América Latina. Tais análises indicam que representações, estereótipos e hierarquias geradas no período colonial nessa região se apresentam em estruturas sociais modernas e contemporâneas, estabelecendo novas formas de poder. Tais estudos têm inspirado novas abordagens sobre a pós-colonialidade em diferentes disciplinas das ciências humanas, inclusive na antropologia. A perspectiva de avanço em estudos antropológicos sobre essa temática – atual e inovadora – justifica a proposta deste GT. Além disso, busca-se ampliar o horizonte de pesquisa antropológica nessa área, com a perspectiva etnográfica sobre a América Latina, em particular na região sul-americana. 

A proposta deste GT Pretende indagar de que modo representações e relações de poder coloniais estabelecem hierarquias e mecanismos de subalternidades na contemporaneidade latino-americana. Assim, as questões fundamentais a levantar são: como a antropologia latino-americana se apresenta no debate pós-colonial? Quais são os aportes dos antropólogos latino-americanos nas questões da pós-colonialidade? É possível identificar processos de decolonialidade na América Latina?

O GT pretende congregar trabalhos etnográficos e analíticos que apresentem contribuições antropológicas aos estudos pós-coloniais. Interessa a este GT análises sobre formas de representações de alteridades e hierarquias sociais derivadas do colonialismo, análises sobre raças e grupos étnicos no âmbito do Estado-nação, a pertinência da mestiçagem, questões de gênero, modos de conhecimento e suas configurações no campo pós-colonial. Os estudos antropológicos podem ter como fonte de análises as expressões das artes de um modo geral – representações na literatura, no cinema, entre outros –, bem como das relações sociais concretas nas quais se apresentam relações de alteridades, com estereótipos, discriminações, subordinações e violências como meios de dominação e de poder. No âmbito da globalização, por exemplo, o circuito do turismo internacional é um dos fenômenos sociais contemporâneos que coloca pessoas de diferentes modos de vida em contato, estabelecendo na maioria das vezes discursos exotizantes (pautados em estereótipos) sobre o Outro – indígenas, camponeses e populações tradicionais de um modo geral. Tais discursos, na maioria das vezes, redimensionam nos dias atuais o exotismo colonial na exploração de imagens e discursos sobre populações nativas da América Latina. Não obstante, o GT pretende receber contribuições etnográficas sobre as mais diferentes formas de relações e representações que colocam em questão as perspectivas coloniais e decoloniais na América Latina – em especial nos países da América do Sul.

domingo, 11 de junho de 2017

Disciplina PPGCS-UFRN


UFRN – PPGCS

Disciplina: A antropologia de Victor Turner

Carga horária: 30 horas 

PROPOSTA

A disciplina pretende refletir sobre a antropologia produzida por Victor Turner, em sua primeira fase de estudos, tendo como referência alguns conceitos centrais destacados pelo autor, como símbolo ritual, drama social, liminaridade e communitas.  

Bibliografia básica:  

VAN GENNEP, Arnold. Os Ritos de Passagem. Petrópolis: Vozes, 2011.  

TURNER, Victor. Floresta de Símbolos: Aspectos do Ritual Ndembu. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2005.  

TURNER, Victor. O Processo Ritual: estrutura e antiestrutura. Petrópolis: Vozes, 2013.  

TURNER, Victor. Dramas, Campos e Metáforas: Ação simbólica na sociedade humana. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2008.

CAVALCANTI, Maria Laura V. C. Drama social, notas sobre um tema de Victor Turner. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 16, ano 16, p. 127-138, dezembro. 2007.

DAWSEY, John. Victor Turner e a antropologia da experiência. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 13, ano 14, p. 163-176, 2005.

 

sábado, 10 de junho de 2017

As árvores me começam


As árvores me começam: o mundo por Manoel de Barros é o título do livro de Kelson Oliveira, publicado recentemente na cidade de Fortaleza (CE), fruto de sua tese de doutorado, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN. Em sua trajetória, é bom registrar, o trabalho de Kelson Oliveira, conta com as premiações de Bolsa de Fomento à Literatura da Fundação Biblioteca Nacional e Ministério da Cultura (2014) e Edital Ceará de Incentivo às Artes (2015).
Na tentativa de deixar claro para o leitor a proposta do livro, o autor escreveu: “A leitura da obra de Manoel de Barros por um prisma antropológico e histórico, buscando compreender dimensões de criação literária na entrelaçada rede da experiência social, levou-me a identificar nela a presença muito constante de certos valores e ideias sobre a vida, a sociedade, a poesia, o ser humano e o mundo. Tudo isso, em conjunto, terminou por me fazer enxergar nessa poética a presença de uma ampla reflexão acerca da sociedade contemporânea. Há, portanto, na obra poética de Manoel uma visão, uma interpretação, um pensar sobre o mundo. E em que consiste este pensar? Como é o mundo pelo olhar de Manoel de Barros, o mundo por Manoel de Barros? Este livro procura dialogar com essas e outras questões”.

Dissertação de Mestrado

Islã, migração e tecnologias digitais: reflexões sobre a Muridiyya transnacional a partir de Caxias do Sul (RS)

Oriana Concha Diaz
Orientadora: Dra. Eliane Tania Martins de Freitas

RESUMO: O Brasil surgiu recentemente como uma meta migratória privilegiada para muitos senegaleses adeptos da confraria islâmica sufi Muridiyya. O objetivo desta pesquisa é o de indagar as dinâmicas de difusão transnacional da Muridiyya, com um olhar atento ao consumo das Tecnologias da Informação e Comunicação por parte de seus adeptos na diáspora. Nesse intuito, veremos como os fluxos transnacionais de dinheiro, objetos e informações contribuem para os processos de construção do pertencimento e para os projetos de mundialização que animam o desenvolvimento da confraria. Se, por um lado, o capitalismo tecnológico tende a favorecer os poderes estabelecidos, abrindo maiores espaços para as culturas dominantes, por outro lado, podemos individuar iniciativas intersticiais através das quais agentes e grupos subalternos apropriam-se do instrumental tecnológico, criando espaços próprios de interação e ação. Enfocando a pesquisa na dimensão do pertencimento religioso, procura-se também evidenciar a pluralidade das práticas da fé islâmica, no intuito de desconstruir a representação monolítica do islã transmitida pela grande mídia.

Dia: 13 de junho de 2017
Horário: 09:00h
Local: Laboratório de Antropologia – CCHLA – UFRN

quarta-feira, 7 de junho de 2017