sexta-feira, 21 de abril de 2017

Percursos religiosos


Malas prontas para uma nova viagem. Dessa vez, dentro de poucas horas, viajo para a região conhecida como País Basco (Espanha), a fim de realizar entrevistas com potiguares, iniciadas na jurema, que vivem atualmente nesta região. Alguns dias de pesquisa para começar entender o fluxo (e certos percursos) de práticas religiosas.  
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Brasil: o grande salto para trás


O documentário “Brasil: o grande salto para trás”, transmitido pela TV franco-alemã, mostra quem foram os políticos que, há um ano, votaram pela abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados e mudaram o destino do Brasil. O filme traça um perfil desses principais atores – pessoas ligadas a empresas, grandes fazendeiros, conservadores e corruptos, ao mesmo tempo em que aponta um triste destino para o país.  

O filme é dirigido pelas francesas Frédérique Zingaro e Mathilde Bonnassieux com narração do ator brasileiro Duvivier.  

Ver matéria em: www.brasil247.com;
 

Para ver o documentário acesse o link:
http://info.arte.tv/fr/film-bresil-le-grand-bond-en-arriere

terça-feira, 18 de abril de 2017

Comer com os espíritos


Comer com os espíritos: ofertas, partilhas e cuidados na umbanda no Brasil e Portugal é o título de um livro publicado recentemente em Paris, escrito por Jorge P. Santiago e Marina Rougeon, professores da Universidade de Lyon (França), resultado de pesquisas realizadas em terreiros de umbanda localizados nas cidades de Rio de Janeiro e Póvoa de Lanhoso (Portugal). 

Alimentação é o tema central do estudo, assim como as relações entre religião e alimentação e os processos de transnacionalização. Ao longo do texto, os autores abordam questões sobre as experiências nutritivas e condutas alimentares na umbanda, a prática religiosa do alimentar os espíritos, a relação nutritiva entre espíritos e humanos, alimentar e curar, alimentação e sociabilidade.   
 
  

quarta-feira, 12 de abril de 2017

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Camille Claudel




Recentemente foi inaugurado um museu dedicado à obra da escultora Camille Claudel. Localizado na casa da família, em Nogent-sur-Seine, a pouco mais de cem quilômetros de Paris, o Museu expõe as principais peças da artista, que inclui esculturas, desenhos e moldes de gesso, cobrindo um período de produção artística que vai de 1882 a 1905.  

Camille Claudel morre no ano de 1943, aos 78 anos de idade.

Placa fixada na fachada do prédio onde morou a artista em Paris.

 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Imaginário e diálogo inter-religioso


Horizonte – Revista da PUC Minas, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, acaba de publicar seu mais novo número: Dossiê “Imaginário e diálogo inter-religioso”, que pode ser acessado através do link:
http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/issue/view/871/showToc

5 livros de literatura africana contemporânea

5 livros de literatura africana contemporânea: Professora de filosofia da USP, Maria das Graças de Souza indica cinco livros de literatura africana contemporânea

quinta-feira, 30 de março de 2017

domingo, 26 de março de 2017

Salão do Livro de Paris



Conhecer o Salão do Livro de Paris e poder circular por stands de países de diferentes partes do mundo foi uma grande experiência. Marrocos é o país homenageado do salão e tem destaque na programação. O Brasil está presente com um pequeno stand e ausência de muitos nomes de nossa literatura. O continente africano expõe material de vários países e um concorrido espaço para apresentação de comunicações. O mesmo acontece com a representação da França por meio de suas regiões, dos países do mundo árabe e o leste europeu, entre outros. Mas o que mais me chamou atenção foi o destaque para a literatura destinada ao público jovem, adolescente. Além de um espaço bastante grande, com todo tipo de produção literária, conta com um público intenso e movimentado, presente em filas para autógrafos, nos ateliers e nos espaços de diálogos com os escrit@res. Ao observar aquela efervescência não posso deixar de pensar em nossa realidade potiguar, marcada pela distância do jovem em relação ao conhecimento literário, como também a ausência de políticas culturais específicas, como o exemplo da Biblioteca Pública do Estado, eternamente fechada.      


sábado, 25 de março de 2017

Espaços públicos urbanos


O Colóquio Internacional Villes em représentation: expressivités de l’espace public, reuniu nesses últimos dois dias, na Universidade de Paris Nanterre, professores e pesquisadores para refletir sobre o espaço público urbano como espaço de representação política, social e cultural. 
Os trabalhos apresentados abarcaram questões em contextos específicos de metrópoles, demonstrando a expressividade da política, da religião, esporte, cultura, artes, etc., permeados por diálogos conceituais com a antropologia, sociologia, política, história.
Foi possível conhecer pesquisas e trabalhos de campo sobre as expressões da política nas pinturas murais de Téheran (Iran), Tunísia e Montevideo (Uruguai); a transformação urbana em metrópoles como Lisboa, Líbano e Emirados Árabes; imaginário e representação entre jovens em contextos urbanos e periferia em Tokyo, Honolulu e Guadalupe; a presença do islamismo e da igreja evangélica em cidades como Paris, Strasbourg e Rio de Janeiro; festas comemorativas como expressão política em Paris e Líbano; a criação artística urbana de Françoise Scheine, Stefan Shankland (Atelier TRANS 305),Ernest Pignon-Ernest.

 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Cine Latino


Está acontecendo na cidade de Toulouse (França) o Festival de Cinema – Cinélatino, cujo foco central as principais questões e contrastes da América Latina.  O Brasil está representando na seção competitiva com os filmes “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, e “Não devore meu coração”, de Felipe Bragança. Uma sessão especial será dedicada ao filme brasileiro “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho.
O Festival presta homenagem ao “Caliwood”, movimento de vanguarda colombiano da década de 1970.
 

terça-feira, 21 de março de 2017

Colóquio sobre a cidade e o espaço público


Fonte: Institut Interdisciplinaire d'anthropologie du contemporain
http://www.iiac.cnrs.fr/

sábado, 18 de março de 2017

Rio Sena


Final da tarde dessa sexta feira. O rio Sena corre magestoso pela cidade de Paris. Apesar do frio que ainda teima em ficar, as pessoas caminhavam, alegres por sua margem, como que comemorando alguma coisa que não sei bem o que é. Mas, posso entender o que é comemorar o rio São Francisco correndo pelas terras secas do Nordeste. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Sacerdócio de Ifá


Babá Boni, reconhecido sacerdote do candomblé em Natal, está promovendo a realização do Curso de Ifá. Ifá é o nome dado ao oráculo africano. É o sistema divinatório entre os Yorubás da Nigéria. No Brasil, essa prática acontece no candomblé, através do chamado culto de Ifá, um dos seus mais importantes cultos. O contato de Babá Boni para maiores detalhes é 84-98359084.

terça-feira, 14 de março de 2017

Oferenda para a Cabocla


Oferenda para a Cabocla” e outros textos você pode ler na Revista Novos Debates, uma publicação da Associação Brasileira de Antropologia.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Antropologia no museu



Realizado no Museu Quai Branly Jacques Chirac (Paris), 11 e 12 de março, um encontro de etnologia com vasta programação que incluiu conferências, comunicações de pesquisas, atelier, apresentações performáticas, dança, música, com o objetivo de trazer para o grande público, diferentes formas de pesquisas acadêmicas que abordam a temática da alteridade e da vida coletiva.
Entre as atividades que participei registro às conferências sobre o tema do xamanismo na Sibéria e reflexões bibliográficas sobre a morte, e, as comunicações de pesquisas de campo realizadas no Congo, Mali, India, Espanha, Tonga, abordando questões sobre espaço urbano, simbolismo e cultura material, dança tradicional e turismo, identidade e resistência política.

Programa de estudos


Em Paris para um período de estudos junto ao grupo coordenado pela professora Dra. Stefania Capone, no Centre d’études en sciences sociales du religieux, laboratório de estudos e pesquisas ligado a École de Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Livros e Carnaval


A antropóloga Maria Laura Cavalcanti, editora-chefe da revista “Sociologia&Antropologia”, indica 5 livros para entender o Carnaval.
https://www.nexojornal.com.br/estante/favoritos/2017/5-livros-para-entender-o-carnaval?utm_campaign=a_nexo_2017217_-_duplicado&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Modupé, meu amigo


Modupé, meu amigo foi escrito por Stefania Capone e Leonardo Carneiro pensando, em especial, no público escolar – alunos e professores do ensino fundamental e médio. O objetivo é apresentar ideias e noções primeiras sobre as religiões afro-brasileiras, que possam alargar os conhecimentos sobre o universo religioso e contribuir no combate a intolerância religiosa. 
Ao longo da história contada, o personagem principal mergulha no mundo sagrado dos orixás, das religiões afro-brasileiras e de tudo que os povos africanos criaram no Brasil. No final do livro um glossário é anexado, contendo a explicação sobre alguns dos termos presentes no texto.
O livro, editado pela Pallas (Rio de Janeiro) tem ilustrações de Victor Tavares.

Stefania Capone é antropóloga, estuda o candomblé brasileiro desde os anos de 1980. Atualmente é Diretora do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França e professora-pesquisadora do Centre d’études en sciences sociales du religieux – École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, França. Entre seus livros, destacam-se “A busca da África no candomblé” e “os yoruba no Novo Mundo”.
Leonardo Carneiro é professor do curso de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFJF-MG. Escreveu tese sobre o candomblé e a umbanda no Rio de Janeiro. Foi iniciado no candomblé no Ilê Axé Ifá Monge Gibanauê (Queimados-RJ).  

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Povos e comunidades tradicionais de matriz africana


A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial disponibilizou em seu sítio eletrônico o download de suas recentes publicações, entre elas a Cartilha e o Caderno de Debates “Povos e comunidades tradicionais de matriz africana”.  
Segue o link de acesso:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Nação Zamberacatu


Pelo quinto ano consecutivo o Nação Zamberacatu comemora o dia de Iemanjá com apresentações na Praia do Meio (Natal Rn), ao lado da estátua da divindade. O grupo é formado por j@vens comprometid@s com questões relacionadas à cultura afro-brasileira e, a maior parte d@s integrantes faz parte da casa de Babá Melqui (Extremoz Rn). Durante a apresentação do batuque, flores, muitas flores, eram colocadas pelas pessoas ao lado da estátua. Foram realizadas saudações para a rainha do mar e cantaram-se alguns dos seus pontos.

Iracema Albuquerque, idealizadora e organizadora do grupo foi lembrada e homenageada.

Um destaque importante desse dia foi a presença de um grande número de pessoas que estiveram no local para participar das homenagens. Estudantes, turistas, pessoas ligadas à religião e muitas outras pessoas, moradoras do entorno e da cidade.  O evento parece se consolidar no calendário desse público que foi a Praia do Meio. No entanto, precisa que os órgãos de cultura e turismo consigam ter olhos para enxergar o que acontece nas bordas da cultura.  

Hoje, o Nação Zamberacatu e a cultura afro-brasileira ocuparam um espaço público para falar de suas existências, resistências de mundos e de culturas. Esse ato cultural, fundamentalmente político, de conquista e de visibilidade positiva, é significativo para os processos de construções de pertencimentos, de histórias de vidas e de memórias culturais. E @s jovens estão sabendo fazer essas conquistas.

 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

Caboclos


O mês de Janeiro nas casas de candomblé, umbanda, jurema e demais práticas religiosas afro-brasileiras, é dedicado aos caboclos, que representa o primeiro habitante da terra brasileira, um ancestral. Como escrevi no livro “O reino dos mestres”, no universo da jurema, existem representações sobre o índio e sobre o caboclo. O índio é representado pela imagem de um personagem distante e abstrato, identificado pela ideia de “selvagem e forte”, enquanto que o caboclo remete à ideia do índio colonizado, envolvido com a sociedade branca dominante e como o resultado do entrecruzamento de diferentes etnias.
Ao longo desses anos de pesquisas tenho participado de muitas festas para caboclos.  Zé Pretinho, em Juazeiro do Norte (Ceará), dedicava vários dias, em seu centro, a tocar somente para os caboclos, concluindo as celebrações com rituais realizados na mata, como ele chamava o sítio, onde passavam o dia em atividades. Na casa de dona Terezinha Pereira, no Conjunto Soledade II (Natal), existia um verdadeiro banquete de frutas e mel, que eram distribuídos para toda a comunidade participante.   
Ontem a noite foi a vez do Terreiro de Jurema Mestre Benedito Fumaça, localizado em Mangabeira, realizar a festa para os caboclos, e, em especial, ao Caboclo Tamandaré. Sob a direção do Pai Freitas, a família e toda sua comunidade estiveram presentes para as festividades.   

Caboclos












sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Vida e morte na tradição


Antônio Teixeira Filho, 89 anos, mais conhecido por Bilhete. Pertencente a uma família de brincantes da cultura popular e da tradição, no município de São Gonçalo do Amarante-Rn, seguiu os passos dos familiares, tendo sido Gajeiro e Capitão do Mar e Guerra do Fandango do Mestre Atanásio Salustino.
Ao comentar o falecimento de seu Antônio, no dia 28 de dezembro passado, Gláucio PeduBreu, assim escreveu: “Que nós marujos que aqui ainda estamos, possamos ter forças para continuar velejando neste mar bravio da vida e assim poder manter viva na lembrança, as nossas tradições populares”.
O texto, escrito sob o sentimento da perda (a morte), não perde a esperança (vida) na continuidade das tradições. Mas morte e vida tem se feito presença forte na existência dos grupos populares e da tradição, os grupos do folclore, dos folguedos e demais manifestações culturais. Morte e vida presentes na trajetória de vida desses vários sujeitos frente às dificuldades materiais do cotidiano. Morte e vida compartilhadas com o coletivo do grupo e, igualmente, com seus enfrentamentos para fazer a “brincadeira” continuar. Quase sempre, sem o devido apoio institucional e, muitas vezes, esquecidos em suas proprias comunidades, homens e mulheres teimam em fazer continuar existindo sua arte e saem a cantar, a dançar a celebrar a vida e a memória de um tempo.
A morte de seu Antônio Teixeira e a morte de Atanásio Salustino, Pedro Guajiru, Tião Oleiro, José Baracho, José Correia, Severino Guedes, Cornélio Campina, Antônio Lima, Miguel Relampo, Chico Daniel, Manoel Marinheiro, dona Militana Salustino e demais mestras e mestres, é o silêncio do patrmônio cultural imaterial. É o silêncio da memória potiguar.
Mas, esse silêncio, pode (e deve) ser caminho para a reflexão e construção de outras possibilidades de mundos da cultura.     

res. Antônio Teixeira, tinha 89 anos, nascido em 12/06/1927, era conhecido na Cidade como Bilhete, ele foi Gajeiro e Capitão de Mar e Guerra do Fandango do Mestre Atanásio Salustino. Antônio Teixeira, tinha 89 anos, nascido em 12/06/1927, era conhecido na Cidade como Bilhete, ele foi Gajeiro e Capitão de Mar e Guerra do Fandango do Mestre Atanásio Salustino. Maternidade Belarmino Monte em São Gonçalo do Amarante com vida, mas veio a óbito antes de ser atendido.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Esperanças


Estamos iniciando o ano com música.
Sons e memórias da herança africana no ponto para Exu, cantado no Candomblé e Umbanda desse país chamado Brasil. O orixá Exu é o começo, o princípio de vida individual; o mensageiro entre os deuses e os homens e o elemento dinâmico de tudo que existe. Enquanto caminho e movimento, remete a esperança.
Esperanças de transformações. Esperanças de um mundo novo. Esperanças de um novo ano. Esperanças, ainda, em uma sociedade mais justa, inclusiva, sem preconceitos e discriminações. Uma sociedade plural e democrática.
A faixa que apresentamos faz parte do CD de Serena Assumpção que tem como título Ascensão, que se encontra disponível no site do youtube.  
O post seguinte refere-se ao grupo paulista Suíte Cabocla, que desenvolve um projeto musical em que procura juntar em seu repertório música clássica e da tradição popular brasileira, como elaborar leituras musicais e experimentos, ao incluir instrumentos como a viola caipira.

 

Exu

Suíte Cabocla