domingo, 26 de março de 2017

Salão do Livro de Paris



Conhecer o Salão do Livro de Paris e poder circular por stands de países de diferentes partes do mundo foi uma grande experiência. Marrocos é o país homenageado do salão e tem destaque na programação. O Brasil está presente com um pequeno stand e ausência de muitos nomes de nossa literatura. O continente africano expõe material de vários países e um concorrido espaço para apresentação de comunicações. O mesmo acontece com a representação da França por meio de suas regiões, dos países do mundo árabe e o leste europeu, entre outros. Mas o que mais me chamou atenção foi o destaque para a literatura destinada ao público jovem, adolescente. Além de um espaço bastante grande, com todo tipo de produção literária, conta com um público intenso e movimentado, presente em filas para autógrafos, nos ateliers e nos espaços de diálogos com os escrit@res. Ao observar aquela efervescência não posso deixar de pensar em nossa realidade potiguar, marcada pela distância do jovem em relação ao conhecimento literário, como também a ausência de políticas culturais específicas, como o exemplo da Biblioteca Pública do Estado, eternamente fechada.      


sábado, 25 de março de 2017

Espaços públicos urbanos


O Colóquio Internacional Villes em représentation: expressivités de l’espace public, reuniu nesses últimos dois dias, na Universidade de Paris Nanterre, professores e pesquisadores para refletir sobre o espaço público urbano como espaço de representação política, social e cultural. 
Os trabalhos apresentados abarcaram questões em contextos específicos de metrópoles, demonstrando a expressividade da política, da religião, esporte, cultura, artes, etc., permeados por diálogos conceituais com a antropologia, sociologia, política, história.
Foi possível conhecer pesquisas e trabalhos de campo sobre as expressões da política nas pinturas murais de Téheran (Iran), Tunísia e Montevideo (Uruguai); a transformação urbana em metrópoles como Lisboa, Líbano e Emirados Árabes; imaginário e representação entre jovens em contextos urbanos e periferia em Tokyo, Honolulu e Guadalupe; a presença do islamismo e da igreja evangélica em cidades como Paris, Strasbourg e Rio de Janeiro; festas comemorativas como expressão política em Paris e Líbano; a criação artística urbana de Françoise Scheine, Stefan Shankland (Atelier TRANS 305),Ernest Pignon-Ernest.

 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Cine Latino


Está acontecendo na cidade de Toulouse (França) o Festival de Cinema – Cinélatino, cujo foco central as principais questões e contrastes da América Latina.  O Brasil está representando na seção competitiva com os filmes “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, e “Não devore meu coração”, de Felipe Bragança. Uma sessão especial será dedicada ao filme brasileiro “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho.
O Festival presta homenagem ao “Caliwood”, movimento de vanguarda colombiano da década de 1970.
 

terça-feira, 21 de março de 2017

Colóquio sobre a cidade e o espaço público


Fonte: Institut Interdisciplinaire d'anthropologie du contemporain
http://www.iiac.cnrs.fr/

sábado, 18 de março de 2017

Rio Sena


Final da tarde dessa sexta feira. O rio Sena corre magestoso pela cidade de Paris. Apesar do frio que ainda teima em ficar, as pessoas caminhavam, alegres por sua margem, como que comemorando alguma coisa que não sei bem o que é. Mas, posso entender o que é comemorar o rio São Francisco correndo pelas terras secas do Nordeste. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Sacerdócio de Ifá


Babá Boni, reconhecido sacerdote do candomblé em Natal, está promovendo a realização do Curso de Ifá. Ifá é o nome dado ao oráculo africano. É o sistema divinatório entre os Yorubás da Nigéria. No Brasil, essa prática acontece no candomblé, através do chamado culto de Ifá, um dos seus mais importantes cultos. O contato de Babá Boni para maiores detalhes é 84-98359084.

terça-feira, 14 de março de 2017

Oferenda para a Cabocla


Oferenda para a Cabocla” e outros textos você pode ler na Revista Novos Debates, uma publicação da Associação Brasileira de Antropologia.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Antropologia no museu



Realizado no Museu Quai Branly Jacques Chirac (Paris), 11 e 12 de março, um encontro de etnologia com vasta programação que incluiu conferências, comunicações de pesquisas, atelier, apresentações performáticas, dança, música, com o objetivo de trazer para o grande público, diferentes formas de pesquisas acadêmicas que abordam a temática da alteridade e da vida coletiva.
Entre as atividades que participei registro às conferências sobre o tema do xamanismo na Sibéria e reflexões bibliográficas sobre a morte, e, as comunicações de pesquisas de campo realizadas no Congo, Mali, India, Espanha, Tonga, abordando questões sobre espaço urbano, simbolismo e cultura material, dança tradicional e turismo, identidade e resistência política.

Programa de estudos


Em Paris para um período de estudos junto ao grupo coordenado pela professora Dra. Stefania Capone, no Centre d’études en sciences sociales du religieux, laboratório de estudos e pesquisas ligado a École de Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Livros e Carnaval


A antropóloga Maria Laura Cavalcanti, editora-chefe da revista “Sociologia&Antropologia”, indica 5 livros para entender o Carnaval.
https://www.nexojornal.com.br/estante/favoritos/2017/5-livros-para-entender-o-carnaval?utm_campaign=a_nexo_2017217_-_duplicado&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Modupé, meu amigo


Modupé, meu amigo foi escrito por Stefania Capone e Leonardo Carneiro pensando, em especial, no público escolar – alunos e professores do ensino fundamental e médio. O objetivo é apresentar ideias e noções primeiras sobre as religiões afro-brasileiras, que possam alargar os conhecimentos sobre o universo religioso e contribuir no combate a intolerância religiosa. 
Ao longo da história contada, o personagem principal mergulha no mundo sagrado dos orixás, das religiões afro-brasileiras e de tudo que os povos africanos criaram no Brasil. No final do livro um glossário é anexado, contendo a explicação sobre alguns dos termos presentes no texto.
O livro, editado pela Pallas (Rio de Janeiro) tem ilustrações de Victor Tavares.

Stefania Capone é antropóloga, estuda o candomblé brasileiro desde os anos de 1980. Atualmente é Diretora do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França e professora-pesquisadora do Centre d’études en sciences sociales du religieux – École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, França. Entre seus livros, destacam-se “A busca da África no candomblé” e “os yoruba no Novo Mundo”.
Leonardo Carneiro é professor do curso de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFJF-MG. Escreveu tese sobre o candomblé e a umbanda no Rio de Janeiro. Foi iniciado no candomblé no Ilê Axé Ifá Monge Gibanauê (Queimados-RJ).  

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Povos e comunidades tradicionais de matriz africana


A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial disponibilizou em seu sítio eletrônico o download de suas recentes publicações, entre elas a Cartilha e o Caderno de Debates “Povos e comunidades tradicionais de matriz africana”.  
Segue o link de acesso:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Nação Zamberacatu


Pelo quinto ano consecutivo o Nação Zamberacatu comemora o dia de Iemanjá com apresentações na Praia do Meio (Natal Rn), ao lado da estátua da divindade. O grupo é formado por j@vens comprometid@s com questões relacionadas à cultura afro-brasileira e, a maior parte d@s integrantes faz parte da casa de Babá Melqui (Extremoz Rn). Durante a apresentação do batuque, flores, muitas flores, eram colocadas pelas pessoas ao lado da estátua. Foram realizadas saudações para a rainha do mar e cantaram-se alguns dos seus pontos.

Iracema Albuquerque, idealizadora e organizadora do grupo foi lembrada e homenageada.

Um destaque importante desse dia foi a presença de um grande número de pessoas que estiveram no local para participar das homenagens. Estudantes, turistas, pessoas ligadas à religião e muitas outras pessoas, moradoras do entorno e da cidade.  O evento parece se consolidar no calendário desse público que foi a Praia do Meio. No entanto, precisa que os órgãos de cultura e turismo consigam ter olhos para enxergar o que acontece nas bordas da cultura.  

Hoje, o Nação Zamberacatu e a cultura afro-brasileira ocuparam um espaço público para falar de suas existências, resistências de mundos e de culturas. Esse ato cultural, fundamentalmente político, de conquista e de visibilidade positiva, é significativo para os processos de construções de pertencimentos, de histórias de vidas e de memórias culturais. E @s jovens estão sabendo fazer essas conquistas.

 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

Caboclos


O mês de Janeiro nas casas de candomblé, umbanda, jurema e demais práticas religiosas afro-brasileiras, é dedicado aos caboclos, que representa o primeiro habitante da terra brasileira, um ancestral. Como escrevi no livro “O reino dos mestres”, no universo da jurema, existem representações sobre o índio e sobre o caboclo. O índio é representado pela imagem de um personagem distante e abstrato, identificado pela ideia de “selvagem e forte”, enquanto que o caboclo remete à ideia do índio colonizado, envolvido com a sociedade branca dominante e como o resultado do entrecruzamento de diferentes etnias.
Ao longo desses anos de pesquisas tenho participado de muitas festas para caboclos.  Zé Pretinho, em Juazeiro do Norte (Ceará), dedicava vários dias, em seu centro, a tocar somente para os caboclos, concluindo as celebrações com rituais realizados na mata, como ele chamava o sítio, onde passavam o dia em atividades. Na casa de dona Terezinha Pereira, no Conjunto Soledade II (Natal), existia um verdadeiro banquete de frutas e mel, que eram distribuídos para toda a comunidade participante.   
Ontem a noite foi a vez do Terreiro de Jurema Mestre Benedito Fumaça, localizado em Mangabeira, realizar a festa para os caboclos, e, em especial, ao Caboclo Tamandaré. Sob a direção do Pai Freitas, a família e toda sua comunidade estiveram presentes para as festividades.   

Caboclos












sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Vida e morte na tradição


Antônio Teixeira Filho, 89 anos, mais conhecido por Bilhete. Pertencente a uma família de brincantes da cultura popular e da tradição, no município de São Gonçalo do Amarante-Rn, seguiu os passos dos familiares, tendo sido Gajeiro e Capitão do Mar e Guerra do Fandango do Mestre Atanásio Salustino.
Ao comentar o falecimento de seu Antônio, no dia 28 de dezembro passado, Gláucio PeduBreu, assim escreveu: “Que nós marujos que aqui ainda estamos, possamos ter forças para continuar velejando neste mar bravio da vida e assim poder manter viva na lembrança, as nossas tradições populares”.
O texto, escrito sob o sentimento da perda (a morte), não perde a esperança (vida) na continuidade das tradições. Mas morte e vida tem se feito presença forte na existência dos grupos populares e da tradição, os grupos do folclore, dos folguedos e demais manifestações culturais. Morte e vida presentes na trajetória de vida desses vários sujeitos frente às dificuldades materiais do cotidiano. Morte e vida compartilhadas com o coletivo do grupo e, igualmente, com seus enfrentamentos para fazer a “brincadeira” continuar. Quase sempre, sem o devido apoio institucional e, muitas vezes, esquecidos em suas proprias comunidades, homens e mulheres teimam em fazer continuar existindo sua arte e saem a cantar, a dançar a celebrar a vida e a memória de um tempo.
A morte de seu Antônio Teixeira e a morte de Atanásio Salustino, Pedro Guajiru, Tião Oleiro, José Baracho, José Correia, Severino Guedes, Cornélio Campina, Antônio Lima, Miguel Relampo, Chico Daniel, Manoel Marinheiro, dona Militana Salustino e demais mestras e mestres, é o silêncio do patrmônio cultural imaterial. É o silêncio da memória potiguar.
Mas, esse silêncio, pode (e deve) ser caminho para a reflexão e construção de outras possibilidades de mundos da cultura.     

res. Antônio Teixeira, tinha 89 anos, nascido em 12/06/1927, era conhecido na Cidade como Bilhete, ele foi Gajeiro e Capitão de Mar e Guerra do Fandango do Mestre Atanásio Salustino. Antônio Teixeira, tinha 89 anos, nascido em 12/06/1927, era conhecido na Cidade como Bilhete, ele foi Gajeiro e Capitão de Mar e Guerra do Fandango do Mestre Atanásio Salustino. Maternidade Belarmino Monte em São Gonçalo do Amarante com vida, mas veio a óbito antes de ser atendido.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Esperanças


Estamos iniciando o ano com música.
Sons e memórias da herança africana no ponto para Exu, cantado no Candomblé e Umbanda desse país chamado Brasil. O orixá Exu é o começo, o princípio de vida individual; o mensageiro entre os deuses e os homens e o elemento dinâmico de tudo que existe. Enquanto caminho e movimento, remete a esperança.
Esperanças de transformações. Esperanças de um mundo novo. Esperanças de um novo ano. Esperanças, ainda, em uma sociedade mais justa, inclusiva, sem preconceitos e discriminações. Uma sociedade plural e democrática.
A faixa que apresentamos faz parte do CD de Serena Assumpção que tem como título Ascensão, que se encontra disponível no site do youtube.  
O post seguinte refere-se ao grupo paulista Suíte Cabocla, que desenvolve um projeto musical em que procura juntar em seu repertório música clássica e da tradição popular brasileira, como elaborar leituras musicais e experimentos, ao incluir instrumentos como a viola caipira.

 

Exu

Suíte Cabocla

sábado, 31 de dezembro de 2016

Elas de Axé

https://www.yumpu.com/pt/document/view/56446743/elas-de-axe-vanessa-arruda

Elas de Axé


Elas de Axé é o título do Ebook fotodocumentário produzido pela jornalista Vanessa Arruda de Castro, fruto do trabalho de conclusão do curso em Comunicação Social, defendido recentemente na UFRN.
O projeto, que teve duração de um ano, não se limita a produção fotográfica, mas dedica-se a uma detalhada pesquisa sobre o cotidiano do Ilê Olorum, casa de candomblé localizada no bairro Vida Nova, em Parnamirim-Rn, em especial, refletindo sobre a presença das mulheres nesse espaço religioso.  
Ao escrever sobre o Ilê Olorum, traça a história da casa e, principalmente, a história de vida de Mãe Isa de Nanã (Isali Rodrigues Souza) e Pai Hércules – sacerdotes responsáveis pela casa religiosa. Elabora descrições sobre as atividades diárias, as festas públicas, os rituais. Faz reflexões sobre a mitologia dos orixás. Tece considerações sobre a estrutura e hierarquia da casa. Participa da oferenda para Iemanjá, realizada pelos membros da comunidade, em dezembro de 2015, na praia de Ponta Negra.
Para além do cumprimento dos critérios acadêmicos e técnicos exigidos para a avaliação da monografia e do produto fotodocumentário, o trabalho se reveste de significativa importância ao propiciar uma visibilidade positiva a comunidade religiosa do candomblé e as religiões afro-brasileiras de um modo geral, em um contexto marcado historicamente por formas de pensamento e ações de intolerância. Por outro lado, ao escolher o candomblé, traz para a esfera da comunicação um tema, em geral excluído de sua pauta. Não é demais destacar que nesse mundo das comunicações e das mídias, quando o tema das religiões afro-brasileiras aparece, é quase sempre permeado por tons caricaturais, preconceituosos, sem o devido conhecimento da matéria, o que é outra forma de praticar a exclusão.             

sábado, 17 de dezembro de 2016

Mesas redondas e debates


Mesa - Vozes Múltiplas: personagens e contextos na literatura africana.
Participantes: Maria de Fátima Lopes, Igara Melo Dantas e Thayane de Araujo Morais.


Mesa -  Espaço publico e cidadania.
Participantes: Abdoul Hadi Savadogo (Burkina Faso), Aina Azevedo (África do Sul) e Oriana Concha Diaz (Senegal)
 
 
Mesa - Práticas religiosas, memória, conflitos.
Participantes: José Roberto dos Santos, Emanuel Palhano, Luis Meza Alvarez (Colômbia) e Danycelle Pereira da Silva (Cuba).


Mesa - Cinema africano.
Participantes: Lisabete Coradini, Ilnete Porpino e Naymare Azevedo.  



Conferência "A globalização da religião dos orishas"

Abertura: Marcelo de Oxalá

Conferência Dra. Stefania Capone

Dra. Stefania Capone

Abertura da Conferência

Exposição

África Brasil


O Seminário Internacional África Brasil: cultura, fluxos, cidadania, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Grupo de Estudos Culturas populares da UFRN, foi realizado no período de 22 a 24 de novembro, no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, com a presença de um significativo público formado por alunos, professores, membros das comunidades de terreiro e demais interessados na temática.
A programação constou de uma exposição – Um mundo narrado em imagens, com desenhos de Ana Luiza de Souza Freitas, fotografias de Luisa Medeiros (alunas do curso de Comunicação Social) e pinturas de Leandro Paz, membro do Ilê Ilé-Ifé Axé Obaluaiyê.  
A conferência de abertura foi proferida pela professora Dra. Stefania Capone (EHESS-CNRS, Paris – França) e contou com a apresentação musical de Marcelo de Oxolá, que cantou pontos de abertura para orixás.
Na sequência do evento, foram realizadas mesas redondas com as seguintes temáticas: Vozes múltiplas: personagens e contextos na literatura africana; Espaço público e cidadania; Práticas religiosas, memória, conflitos; Cinema africano.
Na última noite, foi projetado e em seguida um debate sobre o filme “Aprender a ler para ensinar meus camaradas”, uma produção Brasil-Angola (2013), direção de João Guerra.

domingo, 20 de novembro de 2016

Afeto e ação política no Axé Obaluaiyê


Ontem foi um dia de afetos, conhecimentos, aprendizados, compartilhados entre os membros do Ilê Ilé-Ifé Axé Obaluaiyê (Extremoz Rn), convidados e  representantes de cinco comunidades religiosas que estiveram presentes no III Colóquio Afro-Religioso – Vozes Negras: construindo espaço de ação, realizado nesse espaço religioso em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra.
O Colóquio foi organizado pelo Grupo Cultural Egbé Logun, sob a coordenação do Ègbónmi Nilson de Esù, tendo como temática o protagonismo político dos povos tradicionais de matriz africana.
O evento contou com diversas oficinas (espaço e memória de axé, espaço das folhas, consciência corporal, cozinha de axé, maculelê), o espaço para contação de mitos, mesas redondas (tradição oral e ocupação do espaço letrado, participação política do povo de terreiro, jovens de terreiro e o protagonismo político) e ao final, o cortejo de Afoxé.
O Colóquio vem crescendo e aperfeiçoando sua organização. Na versão atual, é importante destacar a participação de membros de outras comunidades religiosas, integrados seja como participantes ou como palestrantes de oficinas e mesas. A estratégia de pensar o protagonismo político no âmbito dos terreiros é, sem dúvida, a principal herança da ação desses jovens.