terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O ano de 2011 para a comunidade negra

De acordo com a avaliação feita por Frei David Raimundo dos Santos, diretor executivo do projeto Educação e Cidadania de Afrodescendentes (Educafro), “2011 foi um ano infrutífero, quase perdido” na Câmara para a comunidade negra.

Frei Davi faz alguns questionamentos: “O que avançou a partir das nossas denuncias sobre o extermínio da juventude negra?”.

Outro tema que não avançou, segundo Frei David, foi o plano de inclusão de negros e mulheres nos bancos particulares do Brasil, reivindicação da comunidade negra em debate na Casa desde 2005. Ele afirma que “a Febraban [Federação Brasileira de Bancos] fez um bonito trabalho teórico, mas não o executou na prática até hoje”. E acrescenta: “A Câmara ficou de cobrar e nada foi feito”.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

De volta ao Blog

Depois de alguns dias ausentes, volto ao Blog com algumas idéias e pouco tempo para realizá-las. Mas vamos ver o que é possível fazer. Durante esses dias pensei em postar algumas notícias, mas que acabaram não se concretizando; agora são passadas. Umas, por seu conteúdo informativo, acho que merecem ser divulgadas.

E uma NOVIDADE: estou articulando a criação de um SITE para divulgar o MAPEAMENTO DOS TERREIROS DE NATAL.

Voltarei nos próximos dias a tratar deste assunto. É importante o conhecimento da proposta para que possamos contar com o apoio de todos que pertencem as comunidades de terreiros da cidade de Natal.
Gostaria de saber a opinião de voces sobre a proposta.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Combate à Intolerância Religiosa

Em dezembro de 2007 o Presidente da República do Brasil sancionou a Lei 11.635 que institui o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 21 de janeiro.


Em 1981 a Assembléia Geral da ONU aprova a “Declaração para Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e Discriminação com Base em Religião ou Crença”, na qual estão descritos os artigos que expressam o desejo de todos os povos, na contrução de uma sociedade que pratique a tolerância e o diálogo inter-religioso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Petição Pública

Ajude a divulgar o Abaixo-assinado contra o programa Os Mistérios da Vida Amorosa - Rede Record de Televisão.
Ajude combater a discriminação e o abuso que a Rede Record de Televisão usa de seu poder de comunicação para difamar e tentar destruir as religiões de matriz Afro-Brasileira.

É só acessar o link abaixo.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N19163

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ONU aprova norma contra a Intolerância Religiosa

A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou por consenso uma norma em que se apela aos governos mundiais que combatam todos os sinais de intolerância religiosa. O texto declara que qualquer discriminação “por razões de religião ou crença constitui uma violação dos direitos humanos”. Também expressa a sua preocupação contra o ódio religioso e o fracasso de alguns Estados na luta contra essa “tendência crescente”.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quem é de Axé, diz que é

Geraldo Guedes

Geraldo Guedes nasceu no município de Nova Cruz-RN, no ano de 1921. Filho de pais católicos, por volta da idade de treze anos começou a sentir problemas de saúde, logo identificado como doença espiritual. Mais tarde, aos vinte anos de idade, já morando em Natal e trabalhando na SUCAM, conheceu Joaquina de Aguiar, com a qual passou a trabalhar.

A velha Joaquina de Aguiar, Quininha, como era conhecida, não tinha terreiro aberto, trabalhava em sua residência situada na Av. 7 com a rua Baraúnas, no bairro do Alecrim, atendendo a uma clientela em uma “mesa de chão”. Como lembra seu Geraldo, “não tinha toque, ela defumava o filho com cachimbo, com rosário, com peixeira, com faca e tesoura cruzada”. Era uma época em que a prática religiosa se dava escondida, no silêncio, no mato.

Desse período, seu Geraldo se lembra das muitas vezes em que foram cercados pela polícia: “no morro da cabocla, no morro das almas, no Pitimbu, Barreira D'agua, Guarapes, aqui no Jardim, junto da Lagoa de Extremoz, em Ponta Negra, aonde chamava, a gente ia. Um dia nós fomos cercados, era 12 horas, pela polícia, 8 soldados cercou nós, quando eles chegaram não encontraram nada, nós estávamos tudo dentro da moita, mas pertinho, mais a velha sabia o que tava fazendo ‘meu filho ninguém saia daqui, apague as velas... Aí a polícia chegou remexeu tudo e foram embora... a velha era danada...’. E na casa dela fomos cercados muitas vezes”.

Durante 14 anos acompanhou os trabalhos realizados pela velha Joaquina, tornando-se o seu principal aprendiz. Posteriormente foi trabalhar na casa de Tenente Andrade. Mas foi após a criação da Federação que seu Geraldo abriu seu Centro, por volta de 1963, na Av. 1, depois transferindo para a Av. 3 e por ultimo para o atual local, no bairro de Nazaré.

Durante mais de cinqüenta anos, seu Geraldo, com apoio dos seus principais guias – Caboclo Aracati, mestra Joaquina de Aguiar, Caboclo João da Mata – conduziu com zelo o Centro Espírita de Umbanda Caboclo Aracati. Aos 88 anos de idade, com problemas de saúde, seu Geraldo Guedes transferiu para seu filho biológico, Cleone Guedes e sua esposa, dona Josefa Guedes, Yalorixá, a direção dos trabalhos na sua casa religiosa.

Centro Espírita de Umbanda Caboclo Aracati

Bairro de Nazaré – Natal/RN

Ritual: Domingo, às 17 horas

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os Afro-sambas

O músico e compositor carioca Baden Powell produziu uma das obras mais belas da música brasileira – os denominados Afro-sambas, inspirado nos rituais do candomblé e da umbanda. Fruto de sua relação com a religião e da parceria com Vinicius de Morais e Paulo Cesar Pinheiro, as músicas merecem ser conhecidas pela geração mais recente.


Entre os seus Afro-sambas constam: Canto de Ossanha, Canto de Pedra Preta, Canto de Xangô, Canto de Yemanjá, Lamento de Éxu.



Baden Powell morreu em 2000, aos 63 anos de idade.


Nação Zumbi canto de xango

Baden Powell - Canto De Ossanha

Baden Powell - Canto de Ossanha

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Prefeita de Natal assina a Lei 6.320

No dia 01 de dezembro de 2011 a Prefeita do Município de Natal, Micarla de Sousa, assinou a Lei n.6.320 que “estabelece multa para maus-tratos a animais e sanções administrativas a serem aplicadas a quem os praticar, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, no âmbito do Município de Natal e dá outras providências”.




Ao longo dos vários artigos, nenhum faz referência específica a liberdade de crença e culto, e isto tem consequências.




Fica a pergunta: os sacerdotes e sacerdotisas participaram das discussões promovidas pela Câmara Municipal no processo de apresentação e votação da matéria.




É bom lembrar que o Art. 5, da mesma Lei, coloca uma exceção: “O disposto nesta Lei não se aplica às instituições de ensino ou de pesquisa e laboratórios a elas associados que possuam Comissão ou Conselho de Ética permanente limitando a ação dos seus experimentos, segundo normativas nacionais e internacionais”.

2012 – Ano Novo, mas a luta continua

Foi criado recentemente na cidade de Natal-RN o FÓRUM DE RELIGIOSOS DE MATRIZ AFRICANA DO RIO GRANDE DO NORTE, sob a coordenação de Melquizedec Costa da Rocha e Rogério Paulino da Silva.


O Fórum é uma organização religiosa de âmbito estadual que reúne sacerdotes e sacerdotisas, adeptos e simpatizantes das religiões de magtriz africana, afrobrasileira e indígena, com o objetivo de promover a articulação das religiões e combater à discriminação, preconceito e intolerância religiosa.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012, muito Axé

Outras cores

Chego ao final da leitura do livro Outras Cores, do escritor turco Orhan Pamuk. A ultima parte do livro, denominada “A maleta de meu pai”, é o texto pronunciado durante a cerimônia em que o autor recebeu o Prêmio Nobel de Literatura – 2006.

Em Outras Cores, Pamuk revela os bastidores de seu prolífico laboratório criativo, expondo o processo construtivo de sua arte ficcional por meio de textos curtos e incisivos, marcados pela aguda observação da realidade contemporânea. Minuciosamente construídos a partir dos dados do real, os instantâneos do pensamento compilados por Pamuk remetem ao passado autobiográfico, privilegiando a atuação engajada do autor no cenário político de seu país. Reunindo ficções, relatos jornalísticos, discursos e entrevistas, o romancista investiga nas interseções entre tempo, espaço e memória os traços definidores de sua personalidade literária.

Transcrevo seu texto-resposta para a interrogação sobre por que escreve.

Orhn Pamuk. Outras Cores. São Paulo: Companhia das Letras. 2010.

O ato de escrever

Escrevo porque tenho uma necessidade inata de escrever! Escrevo porque sou incapaz de fazer um trabalho normal, como as outras pessoas. Escrevo porque quero ler livros como os que eu escrevo. Escrevo porque sinto raiva de todos vocês, sinto raiva de todo mundo. Escrevo porque adoro passar o dia sentado à mesa escrevendo. Escrevo porque só consigo participar da vida real quando a modifico. Escrevo porque quero que os outros, todos nós, o mundo inteiro, saibam que tipo de vida nós vivemos, e continuamos a viver, em Istambul, na Turquia. Escrevo porque adoro o cheiro do papel, da caneta e da tinta. Escrevo porque acredito na literatura, na arte do romance, mais do que em qualquer outra coisa. Escrevo porque é um hábito, uma paixão. Escrevo porque tenho medo de ser esquecido, porque gosto da glória e do interesse que a literatura traz. Escrevo para ficar só. Talvez escreva porque tenho a esperança de entender por que eu sinto tanta, tanta raiva de todos vocês, tanta, tanta raiva de todo mundo. Escrevo porque gosto de ser lido. Escrevo porque depois que começo um romance, um ensaio, uma página, sempre quero chegar ao fim. Escrevo porque todo mundo espera que eu escreva. Escrevo porque tenho uma crença infantil na imortalidade das bibliotecas, e na maneira como meus livros são dispostos na prateleira. Escrevo porque é animador transformar todas as belezas e riquezas da vida em palavras. Escrevo não para contar uma história, mas para compor uma história. Escrevo porque desejo escapar do presságio de que existe um lugar para onde preciso ir mas ao qual – como um sonho – nunca chego. Escrevo porque jamais consegui ser feliz. Escrevo para ser feliz.

(Orhan Pamuk).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Casa das Águas

Casa das águas: Terreiro de Mestres e Orixás” é o título da monografia apresentada por Cleidiane Vila Nova Santos para conclusão do curso de graduação em Comunicação Social – Jornalismo, na UFRN, em dezembro de 2011.

A monografia abordas aspectos relacionados ao candomblé e a jurema praticados da Casa das águas, sob a liderança de Pai Zé Maria, de nação jeje e localizada no bairro Pajuçara, zona norte da cidade de Natal-RN. O estudo é complementado com a produção de um vídeo documentário em que apresenta rituais realizados no terreiro, com depoimento dos principais membros participantes da casa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Maison de l'Afrique




Minha ultima atividade em Montréal foi visitar a Casa da África (Maison de l'Afrique), um importante centro cultural para divulgação da cultura africana e formação de conhecimentos. Fui recebido pelo simpático Moussa Xlim Diawara, diretor de programação, que mostrou-me os espaços da casa, como também informou sobre as diversas atividades realizadas duante o ano. A Maison conta com um amplo salão para as solenidades\festividades, biblioteca, museu, loja de arte e artesanato.

domingo, 27 de novembro de 2011

Gisele Omindarewa, o filme

Hoje assisti "Gisele Omindarewa". filme dirigido pela antropóloga carioca Clarice Peixoto. O filme reconstitui o percurso de vida da francesa Gisele Omindarewa, iniciada no candomblé por Joãozinho da Goméa.



O fime faz parte de uma mostra do cinema brasileiro que acontece durante esta semana em um centro cultural da cidade de Montréal. Vejam o trailler do filme.