quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cinema e Religião


Cinema e Religião é o título da programação organizada pelo curso de Ciências da Religião da UERN, a ser realizada no período de 01 a 05 de outubro, no Auditório de Biociências da UFRN.
Para maiores detalhes, consultar o Blog:
http://www.cienciasdareligiaouern.blogspot.com.br/ 
 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Rebelle




A Telefilme Canadá anunciou o representante do país ao Oscar. Trata-se do filme Rebelle de Kim Nguyen, selecionado para concorrer na categoria de melhor filme em língua estrangeira. No total, 65 países estarão concorrendo as 5 vagas finalistas para a noite final de entrega da famosa estatueta.  
Rebelle foi filmado em Kinshasa, República Democrática do Congo. Retrata a dura realidade de crianças-soldados. O filme segue a história de Komona (atriz Rachel Mwanza), 14 anos, que fala para a criança no seu ventre como ela se tornou um soldado, há dois anos, enquanto ela ainda era uma criança. Forçada a matar seus pais, em seguida, se juntar a uma milícia rebelde, retrata a pesada guerra vivida por Komona. Preso neste universo que combina violência, magia e amor, Komona vai procurar se reconciliar com o seu passado.
O filme tem sido aclamado no cenário internacional. Em fevereiro, a atriz principal, Rachel Mwanza, ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Obteve ainda no Festival de Cinema de Nova York, o de Melhor Filme e Melhor Atriz.

domingo, 16 de setembro de 2012

Festa para Cabaré

 O Centro Caboclo Pena Branca, localizado no bairro Cidade da Esperança, em Natal, realizou, nesta noite de sábado, festa para Cabaré, uma das entidades cultuadas pelo dirigente responsavel, Gilmar dos Santos.




 

sábado, 15 de setembro de 2012


Pai Freitas – 31110, do Terreiro de Jurema Mestre Benedito Fumaça, Cidade da Esperança, é candidato a Vereador pelo PHS - Natal.

 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Congresso


Congresso Internacional das Religiões Afro-brasileiras será realizado nos dias 23, 24 e 25 de novembro, na cidade de São Paulo, numa promoção da Faculdade de Teologia Umbandista - FTU.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

não somos judaico-cristãos, somos candomblecistas, umbandistas...

No dia 1° de setembro lideranças de comunidades de terreiros de Candomblé estiveram reunidas para mais um encontro de avaliação e encaminhamentos de ações. O destaque do encontro foi a carta de questões e compromissos de ação apresentadas aos candidatos a prefeito de Salvador. Veja alguns trechos da referida carta:
 
Atualmente, as religiões de matriz africana veem sofrendo ataques de todo o tipo. Nossa liberdade religiosa, garantida pela Carta Magna do país está sendo desrespeitada. Sobre essa colocação a pergunta mais simples seria: O que a Prefeitura de Salvador tem com isso?
A resposta é simples: não faz muito tempo que a Prefeitura Municipal de Salvador demoliu um terreiro de candomblé, o Oiá Onipó Neto. Em razão dessa prática do Governo Municipal, a grita do povo se fez ouvir e o Ministério Público interferiu. A prefeitura voltou atrás, reconstruiu o templo, mas para o que havia de sagrado no local, e que foi violado pela prefeitura Municipal de Salvador, não há reparação.
O exemplo foi dado. Quem tinha que proteger destruiu. Isso, capitaneado, nesse caso específico, pela intolerância religiosa institucional bancada com o nosso próprio dinheiro, pois pessoas desqualificadas ocuparam cargos de relevância nas esferas do poder municipal crendo, de forma literal, estarem a serviço de deus e não da sociedade que paga o seu salário.
A intolerância cresceu e leva pessoas fanáticas a passarem a nos agredir publicamente. As invasões a terreiros tornaram-se uma prática cotidiana. Apedrejamento a templos e agressões ao povo de candomblé tornou-se uma diversão.
Dizemo-nos cidadãos do século XXI e, nessa condição, sabemos que o Estado Brasileiro é laico. No entanto, lidamos com pessoas, em cargos municipais, que estão equidistantes dos valores que norteiam a democracia e desconhecem a própria religião que pregam, pois nos acusam de cultuar o “demônio” ou o “diabo” que são figuras que fazem parte de suas religiões e não da nossa – não somos judaico-cristãos, somos candomblecistas, umbandistas... Cultuamos nossos orixás, voduns, inquices e caboclos que no nosso entendimento são mensageiros de Deus.
Respeitar todas as práticas religiosas e todas as crenças é nosso lema. Acolhemos todos, independente do credo. Ser evangélico, ateu, espírita, católico ou maçom é um direito inviolável de cada um, bem como o de ter opinião diversa e fazer parte de uma agremiação partidária. Temos que conviver com o outro independente de sua orientação sexual ou da cor da sua pele. É isso que nos certifica como exercício da cidadania, e confere a um cidadão a possibilidade de representar o outro: numa prefeitura, numa Câmara Municipal, no Parlamento Estadual e Federal, no Senado.

sábado, 8 de setembro de 2012

Oh Olorum, me diz o que fazer

Estou aqui pra viver
À procura de amor
Por onde for
Ouvindo ora iê, iê
Quero pertencer
A uma filha de D’Oxum
Oh Olorum, me diz o que fazer
Pra encontrar esse amor
Que seja doce o prazer
Que cheire a jasmim
Ou a macaçá
Que cace em mim meu querer
Com a mesma constância
Das ondas do mar

Oh Olorum, eu sempre vou crer
Que vou encontrar

Uma gueixa formosa
Loura cor de rosa
Ou uma preta quase azul
Que goste de Itapuã
E vá se arrepiar
Nas festas do Gantois

Oh Olorum, como é bom saber
Que vai me ajudar
Vou aguardar oh Olorum
Numa noite de luar
Rival de Iansã
Paixão de Xangô, oh minha filha D’Oxum

(Doce Esperança, de Roberto Mendes e J. Velloso, gravada por Jussara Silveira no CD “Ame ou se mande”, 2012).

 

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Em Salvador, candidatos a prefeito assumem compromissos com terreiros de Candomblé

Lideranças de comunidades de terreiros de Candomblé encaminham carta de questões e compromissos de ação aos candidatos a prefeito de Salvador, na qual solicitam os seguintes compromissos:

1.Garantir as casas religiosas de matriz africana a imunidade de impostos prevista pela Constituição, assim como as igrejas, urgindo todas as providências administrativas para a efetivação desse direito.
2.Ampliar a representação das religiões de matriz africana nos conselhos municipais, valorizando os conhecimentos tradicionais trazidos pelas comunidades.
3.Capacitar servidores e órgãos municipais para que ajam sem promover a intolerância religiosa.
4.Aplicação da lei 10639 nas escolas públicas do município e do artigo 275 da Constituição do estado da Bahia.
5.Refazer o mapeamento dos terreiros de candomblé com informe de situação jurídica e fiscal de cada um.
6.Que a Prefeitura organize grupos/aparatos locais/regionais para a denúncia de violação de direitos, seu acolhimento e devidos encaminhamentos de demandas das comunidades de matriz africana.
7.Que nos estudos de viabilidade ambiental de obras sejam considerados os terreiros de candomblé como espaços sagrados e de preservação cultural a serem mantidos para evitar arbitrariedades.
8.Efetivação dos decretos que reconhecem os patrimônios culturais representados pelos povos de terreiros, dotando inclusive orçamentariamente recursos para sua eventual recuperação.
9.Efetivação da Lei de Acesso a Informação - LAI (n 12527) no município.
10.Elaboração de um decreto municipal para a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas e de qualquer edificação própria do município.

Seminário de Pesquisa