domingo, 31 de janeiro de 2016
sábado, 30 de janeiro de 2016
Comida dos orixás
No texto “Voz e
cozinha dos orixás nos terreiros campinenses”, publicado na Revista Cronos (UFRN), Rafael
Melo (UEPB) realiza uma reflexão sobre as vozes que perpassam a cozinha
de santo nos terreiros de Campina Grande (PB). A partir de uma perspectiva conceitual da
oralidade, vocalidade e do imaginário, o autor mostra as vozes presentes nos
espaços das cozinhas através dos utensílios, ingredientes, o fogão, as receitas
e suas relações com a religião. Como afirma o autor, a comida é ditada pelos
pedidos aos santos e neste espaço de percepções, são os orixás as vozes e os
quereres a partir de uma mediação dos filhos de santo. A pesquisa sobre o banquete
dos orixás abarca duas tradições a partir de elementos pontuais do
religioso-imaginário e de dados etnográficos coletados em cinco terreiros
campinenses, sendo três afro-brasileiros nagôs e
dois de Nação queto.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Okê, Caboclo!
No calendário religioso afro-brasileiro, o mês de janeiro é dedicado aos
caboclos, entidades espirituais que representa o ancestral indígena brasileiro
e as populações mestiças das áreas rurais, presente em espaços religiosos com
influência ameríndia, como os candomblés de caboclo, a umbanda, a jurema, a pajelança,
etc. No candomblé, o mês é dedicado a Oxóssi – o orixá da caça.
Na jurema natalense todas as casas dedicam pelo menos um dia para
festejar a entidade. Algumas dessas casas dedicam vários dias a entidade, como
é o caso da festa para a cabocla Anair realizada por dona Audelícia Araújo, em
seu Centro de Umbanda, no bairro das Quintas. Depois de uma semana de
atividades no espaço do terreiro, é chegado o dia esperado por todos, quando se
deslocam para um espaço ao ar livre e realizam a grande festa da cabocla.
Atividade semelhante me foi relatada por juremeiros do sertão nordestino, em
especial lembro-me dos detalhes narrados por Zé Pretinho, de Juazeiro do Norte,
Ceará.
Acompanhei durante alguns anos o toque para os caboclos realizado no
Centro Cabocla Yara, de dona Terezinha Pereira, no conjunto Soledade II. A
festa reunia toda a comunidade, que incluía seus filhos que já tinham casa
aberta. Todos estavam lá, participando, cantando, chamando as entidades. Em um
dos principais momentos, a Cabocla Yara, em terra, distribuía mel e frutas para
todos os presentes.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
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