quarta-feira, 23 de julho de 2025

Apresentação de TCC sobre a transmissão do Karate-do

 

KARATÊ-DO:

Uma análise socioantropológica dos impactos da oralidade e da demonstração de movimentos na transmissão de sua teoria e filosofia.

Humberto Pereira da Silva

Curso de Ciências Sociais – Bacharelado – UFRN

 

RESUMO: A presente pesquisa tem o objetivo investigar os efeitos da oralidade e da demonstração de movimentos que são realizados na prática de Karate-do. Foram utilizados como métodos para esta investigação a Observação Participante, entrevistas, busca de informações na internet e consulta de fontes literárias que falam sobre o tema oralidade e também a respeito da arte marcial em questão. As entrevistas foram realizadas com professoras e professores de Karate-do deste e de outros Estados, com a finalidade de dar maior abrangência geográfica à pesquisa, obtendo assim entendimentos vindos de várias localidades deste país. Foi constatado que a oralidade se mostra uma prática insuficiente para a conservação e ensino do que se chama neste trabalho de filosofia “do” Karate. Os resultados obtidos em relação à demonstração de movimentos, por sua vez, mostraram que seus efeitos são muito parecidos com os da oralidade. Ao mesmo tempo, percebeu-se a necessidade de interação entre essas duas práticas. Concluímos que este estudo se mostra promissor como fonte de novas buscas para se pensar com mais profundidade, aos olhos das Ciências Sociais, as complexas relações culturais presentes no ambiente do Karate-do, além de ter possibilidades de expansão, uma vez é possível a implementação de maior abrangência geográfica, criando assim perspectivas diferentes e mais aprofundadas.

Palavras-chave: oralidade; demonstração de movimentos; Karate-do; socialização.

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Gilmar Santana – Orientador

Prof. Dr. Cesar Sanson

Prof. Dr. Luiz Assunção

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Apresentação de TCC sobre o papel das livrarias na era da tecnologia

 

LIVRARIA COOPERATIVA CULTURAL

Um lugar de memória diante da desmaterialização do livro

Érika Larissa Guedes do Nascimento

Curso Bacharelado em Ciências Sociais/UFRN

RESUMO: As tecnologias e o acesso à internet causaram diversas transformações na vida humana, dentre elas na compra e no consumo de livros. É possível adquirir um livro impresso com apenas um clique e sem precisar sair casa. Ou até mesmo ler uma obra pelo celular, ou computador, por causa dos e-books. No entanto, essas facilidades interferiram no comportamento dos leitores brasileiros, impactando diretamente as livrarias físicas. Tendo como base esse cenário, a pesquisa visa responder a seguinte questão: qual é o papel das livrarias físicas na era da tecnologia? Para respondê-la, escolheu-se a Livraria Cooperativa Cultural, localizada no Centro de Convivência Djalma Marinho, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A sua longevidade e sua ativa participação em projetos culturais dentro e fora dos muros da UFRN foram os motivos da escolha do lócus. Tornou-se necessário entrevistar três pessoas ligadas diretamente à livraria, a saber: a presidenta Wani Fernandes; o ex-livreiro José Wilson e o coordenador do clube de leitura Banquete de Livros, Lucas Lopes, também frequentador do espaço livreiro. O objetivo da pesquisa é identificar a sua importância nesse contexto de dominação digital, tendo como especificidades: entender a ligação dos entrevistados com o livro e com a livraria em questão, por meio de suas memórias; e conhecer as suas perspectivas sobre a situação atual do livro impresso e o comércio livreiro. A pesquisa, de abordagem qualitativa, teve como levantamento bibliográfico trabalhos acadêmicos que abordaram a importância de livrarias brasileiras em diferentes conjunturas e a obra O Livro no Brasil: sua história (1985), do autor Laurence Hallewell, com o intuito de conhecer a história das livrarias no país. As teorias que embasaram o estudo foram Memória Coletiva e Memória Individual (1990), do sociólogo Maurice Halbwachs; Lugar de Memória (1993), do historiador Pierre Nora; e a análise do filósofo Byung-Chul Han a respeito das Não coisas (2022). Como resultado, a livraria se mostrou como um espaço que não se limita à venda de livros, e o livro impresso não é apenas um objeto. Na verdade, em um mundo em desmaterialização, em especial, do livro, torna-se essencial pensar as livrarias como um lugar de memória. Se o livro impresso se mostra um objeto de fuga e desligamento das telas, de identidade e de afeto, a livraria se posiciona como um lugar de promoção, preservação e democratização de acesso ao livro impresso; de incentivo à leitura e de formação de uma comunidade leitora e de socialização entre os sujeitos. Logo, são necessárias medidas de proteção e valorização, com o intuito de garantir a sua permanência e longevidade, e não o tornar mais um lugar escrito na história das livrarias por não mais existir.

Palavras-chave: desmaterialização; e-books; era digital; livraria; memória.

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Alexsandro Galeno Araújo Dantas – Orientador

Prof. Dr. Luiz Assunção

Ma. Luzia Cristina Lopes Almeida



sexta-feira, 18 de julho de 2025

Anotações de atividades ou por uma antropologia no/do RN

 

O primeiro semestre letivo de 2025 chega ao final com as últimas avaliações das disciplinas ministradas. Considero cada semestre letivo em suas peculiaridades no encontro com a turma discente, as possibilidades de diálogos, conhecimentos e o aprender mútuo em uma sala plena em sua diversidade. Sensação que se repete há quatro décadas.  

Entre as disciplinas que ministrei para a turma de Ciências Sociais, neste primeiro semestre, a de “Antropologia Brasileira” foi especial, sobretudo pela perspectiva adotada ao incluir no conteúdo obrigatório leituras sobre a antropologia no/do Rio Grande do Norte. É importante ressaltar que este é um campo de estudos ainda muito pouco trabalhado na academia.  

Para ser mais preciso, a experiência foi iniciada com a turma do semestre anterior, com a reflexão sobre a história do curso de Ciências Sociais. A atividade foi continuada com a realização de seminário em que os textos produzidos pelos/as alunos/as da turma anterior foram trabalhados conjuntamente com a turma atual, o que significa produzir e compartilhar conhecimentos.

Para pensar esse processo histórico, a presença dos intelectuais potiguares é fundamental. A tarefa foi trazer para a sala de aula a produção, os escritos sobre o homem, a terra, e a cultura, e as relações institucionais constituídas por alguns desses agentes da cultura potiguar: Câmara Cascudo, Manoel Rodrigues de Melo, Hélio Galvão, Veríssimo de Melo, Oswaldo Lamartine de Faria e Deífilo Gurgel.

Algumas questões perpassam essas reflexões. Mas, quem sabe, pode ser tema para outro post.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Rio Vermelho

 

Depois da chuva,

depois das borboletas,

o cheiro da terra molhada.

E a vontade de abraçar crepúsculos

e trovoadas.

 

Depois dos cajus,

depois dos cajás,

A Festa de Santana e as romãs

guardavam poentes escandalosos

de vermelhos

e carnavais.

 

Moacy Cirne. Rio Vermelho.

Natal: Fundação José Augusto; Departamento Estadual de Imprensa, 1998, p.27.

 

O ano começa com HOMENAGENS

  O ano começa com HOMENAGENS: O Grupo de Articulação de Matriz Africana e Ameríndia do Rio Grande do Norte –  GAMA/RN  tem a honra de enc...