A nona edição do Encontro
de Juremeiros/as de Natal, organizado sob a liderança de Pai Freitas de
Benedito Fumaça, foi realizada neste domingo (04/01) na Pinacoteca do Estado. O
encontro afirma a tradição da jurema e sua importância para as comunidades
tradicionais de terreiro enquanto religião e patrimônio cultural. Nesse
sentido, o ato de ocupar coletivamente o espaço público contém ações e
sentimentos de reconhecimento enquanto sujeito de um grupo social.
Na programação deste ano,
a novidade foi o lançamento do livro “Soledade – cachimbo, rede e rosário:
mudanças sociais, memórias e tradições”, dissertação de mestrado de mãe Maria
Rita de Cássia Oliveira, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências
Sociais da UFRN em 2001 e que somente agora chega ao público no formato de
livro, graças ao apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Ministério
da Cultura/Governo Federal).
A programação foi iniciada
com uma mesa-debate sobre o tema da “importância do catimbó-jurema para a
cultura do Rio Grande do Norte” e, na sequência, lançamento do livro, entrega de homenagens, roda de
jurema e apresentações musicais (Nego Zambi e Coco Juremado As Flechas).
Um registro também
significativo diz respeito a presença de grupos das comunidades na organização
das barracas de artesanato, plantas, livros, comidas e bebidas. Penso que pode
ser levado em consideração para os próximos eventos.
Agora a perspectiva é enfrentar
questões e programar as comemorações do “encontro” em que também se comemora uma
década.
A seguir, o “Encontro de
Juremeiros/as” de 2026 em fotografias de @taangahara (Fábio Oliveira).
























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