quarta-feira, 2 de setembro de 2026

A Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e a Mediação Simbólica nas Artes em Santa Rita – PB

 

UFPB – CCHLA – Programa de Pós-Graduação em Antropologia

Exame de qualificação – Nível: Mestrado 


A Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e a Mediação Simbólica nas Artes

em Santa Rita – PB 

WAMBERSON ADELINO

RESUMO: Esta pesquisa analisa a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) como um processo de mediação simbólica entre o Estado e os agentes culturais no município de Santa Rita, Paraíba. Partindo de uma abordagem antropológica, busca compreender como artistas, artesãos, produtores culturais e demais trabalhadores da cultura atribuem significados à política pública a partir de suas experiências, práticas e narrativas. A investigação fundamenta-se na etnografia situada, combinando observação participante, entrevistas semiestruturadas, registros audiovisuais e análise documental, considerando também a posição reflexiva do pesquisador no campo investigado. O estudo dialoga com autores como Clifford Geertz (1989), Pierre Bourdieu (1996), Jesús Martín-Barbero (2001), Victor Turner (1974), N. Canclini (2008), entre outros, refletindo sobre a cultura enquanto sistema simbólico, as políticas culturais como processos sociais e as mediações que articulam Estado, território e práticas culturais. Ao focalizar a implementação da PNAB em Santa Rita-PB, a pesquisa procura identificar as potencialidades, tensões e disputas presentes na operacionalização da política, evidenciando como seus mecanismos de acesso, financiamento e participação influenciam a organização das práticas artísticas locais e a produção de sentidos em torno da cultura. Espera-se contribuir para o debate antropológico sobre políticas culturais, mediações simbólicas e territorialização das ações públicas no campo da cultura. 

Palavras-chave: Políticas culturais na Paraíba; Política Nacional Aldir Blanc; Mediação simbólica e cultura popular; Antropologia da cultura. 

Banca Examinadora:

Orientadora: Prof.ª Dr.ª Lara Santos de Amorim – PPGA/UFPB

Membro interno: Prof. Dr.ª Luciana Chianca – PPGA/UFPB

Membro externo: Prof.ª Dr. Luiz Carvalho de Assunção – PPGAS/UFRN

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Culturas Populares e Religiosidades

XXIII Semana de Antropologia - UFRN

25 a 27 de Agosto de 2026

GT: Culturas Populares e Religiosidades

COORDENAÇÃO:

Fábio Pereira de Oliveira (PPGAS-UFRN)

Kallile Sasha Araújo (PPAS-UFRN)

RESUMO: O Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas dedicadas às culturas populares e às religiosidades, compreendidas como processos culturais dinâmicos, historicamente constituídos e articulados às transformações sociais e às mobilizações sociopolíticas. O espaço acolhe estudos sobre rituais, festas, celebrações, artes, artefatos, coleções e performances que evoquem saberes, territorialidades, memórias e identidades, valorizando o protagonismo dos sujeitos e coletivos, bem como as lutas pela preservação da memória, pelo reconhecimento dos patrimônios e pela afirmação de direitos culturais.

Dia: 25/08/2026

1.Jamerson Dantas Ramos (Ciências da Religião - UERN): A experiência etnográfica com médiuns em desenvolvimento na jurema sagrada

2.Isabel Natalia da Silva Messias (Ciências da Religião - UERN). Cozinha que vai além da comida: uma perspectiva etnográfica e familiar da cozinha de jurema do terreiro da Mestra Maria Farrapo

3.Giovana Nunes de Oliveira e Eloisa Maria da Silva Vieira: “Enfeitar o barco, fazer a festa”: pertencimento e organização de grupos na Buscada de São Gonçalo

4.Fábio Pereira de Oliveira (PPGAS - UFRN). As relações humanas e não-humanas no culto de jurema sagrada no Terreiro de jurema Caboclo Tupi Guerreiro

Dia: 26/08/2026

5.Maria Rita de Cássia Oliveira - Mãe Ritinha (PPGAS - UFRN). A cozinha ancestral: Memórias ritualísticas e sacralidade no ritos do Catimbó-Jurema Sagrada do Rio Grande do Norte.

6.Karolyny Alves Teixeira de Souza (PPGAS - UFRN). Epistemologia do ofò: Pensamento germinante para uma antropologia encantada

7.Artur Nascimento de Lima (Ciências da Religião - UERN). O silêncio, a tradição e a experiência do sagrado: Uma abordagem etnográfica sobre a missa tridentina em Natal/RN

8.Sasha Araújo (PPGAS - UFRN). Se o mestre falou, tá falado: Agência de um mestre da Jurema Sagrada na destransição da identidade de gênero de uma ex-travesti

9.Shisio Rushel das Chagas Silva (Ciências da Religião - UERN). Crença, símbolo e organização leiga do sagrado: uma etnografia da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos (Natal/RN)






Jamerson Dantas Ramos (Ciências da Religão - UERN): A experiência etnográfica com médiuns em desenvolvimento na jurema sagrada.


Isabel Natalia da Silva Messias (Ciências da Religião - UERN): Cozinha que vai além da comida: uma perspectiva etnográfica e familiar da cozinha de jurema do terreiro da Mestra Maria Farrapo


Maria Rita de Cássia Oliveira - Mãe Ritinha (PPGAS - UFRN): A cozinha ancestral: Memórias ritualísticas e sacralidade no ritos do Catimbó-Jurema Sagrada do Rio Grande do Norte.


Fábio Pereira de Oliveira (PPGAS - UFRN). As relações humanas e não-humanas no culto de jurema sagrada no Terreiro de jurema Caboclo Tupi Guerreiro

Fotos: Fábio Oliveira (PPGAS-UFRN)


quarta-feira, 22 de julho de 2026

O cancioneiro galego-português

 


 

"O cancioneiro galego-portugués", novo livro de Carlos Nogueira e Domingo Blanco, foi lançado nesta terça-feira (22), na Livraria Centésima Página, em Braga, Portugal. O evento contou com uma apresentação seguida de debate com os autores, intercalados por momentos de música, canto e conversa conduzidos pela artista galega Su Garrido e pelo músico bracarense Daniel Pereira Cristo. 

O cancioneiro galego-português reúne o corpus poético e musical produzido entre os séculos XII e XIV, período em que a língua galego-portuguesa se consolidou como o principal veículo literário da Península Ibérica. Inicialmente transmitidas pela tradição oral, essas cantigas foram preservadas, recriadas e perpetuadas por meio da escrita, da música e da performance, contribuindo para a continuidade da poesia popular, das sonoridades e das raízes identitárias da região. Como destacam os autores (p. 10), “se o Norte de Portugal e Galiza se caracterizan por compartir un territorio cuns condicionantes ecolóxicos onde conviven expresións patrimoniais semellantes que conforman un espazo cultural claramente caracterizado, este cancioneiro representa unha forma de interpretación do seu universo simbólico”. 

A publicação está diretamente relacionada com a proposta de comunicação, educação e valorização do património cultural desenvolvida pela associação cultural e pedagógica Ponte... nas Ondas!, criada em 1995 por professores e professoras do ensino público que lecionavam em escolas localizadas na região da fronteira. A entidade dedica-se à promoção do património cultural galego-português e à valorização da existência de um património comum entre a Galiza e o Norte de Portugal. O seu trabalho foi reconhecido pela UNESCO como uma iniciativa de Boas Práticas de Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. 

De acordo com os organizadores, o lançamento integra a programação da 6.ª edição do Sons do Noroeste – Festival de Música, promovido pela Arca de Sons – Associação Cultural. Com o apoio do Município de Braga, o festival é dedicado à música contemporânea de raiz inspirada nas sonoridades do Noroeste Peninsular (Norte de Portugal e Galiza), promovendo a criação artística, a apresentação de novos espetáculos e o encontro com alguns dos mais destacados artistas desta região. 

 

Par saber +

Ponte... nas Ondas! https://pontenasondas.org/?lang=pt-pt

Livraria Centésima Página: https://centesima.com/

Para acessar o livro: https://pontenasondas.org/cancioneiro/

Noroeste - Arca de Sons 

https://www.facebook.com/sonsdonoroeste

 

Na foto: Daniel Pereira Cristo, Domingo Blanco, Santiago Veloso, Carlos Nogueira e Su Garrido. 

Na foto: Domingo Blanco, Santiago Veloso, Carlos Nogueira.

Foto: Mafalda Costa. In: NOROESTE - Arca de Sons. Braga, 2026.

Capa da publicação.

Fotos: Luiz Assunção.






quinta-feira, 9 de julho de 2026

Seminário: Exu e as epistemologias de resistência

 

Seminário

Exu e as epistemologias de resistência

Rodney William Eugênio (Babalorixá e antropólogo)

15 de julho de 2026, 13h00 (horário do Brasil)

Evento em formato digital

 

Este seminário propõe uma reflexão crítica sobre Exu, enquanto princípio epistemológico, articulada à lógica da encruzilhada como abordagem analítica e metodológica das desigualdades. Partindo das epistemologias negras e afrodiaspóricas, o encontro problematizará a suposta neutralidade do conhecimento científico, tensionando os fundamentos das ciências sociais modernas e alocando Exu no centro do método de pesquisa com a finalidade de desestabilizar leituras lineares e hierarquizadas da realidade social e questionar regimes de verdade que sustentam a produção de conhecimento. A partir de uma perspectiva racial crítica, de um lado, o Seminário buscará contrapor a ideia de universalidade que domina o discurso acadêmico, colocando em debate abordagens teóricas centradas na análise do capitalismo racial, do racismo e do pacto narcísico da branquitude. De outro lado, buscará demonstrar como a encruzilhada de Exu pode ser trabalhada como metodologia com força epistêmica capaz de deslocar os considerados subalternos, excluídos e marginalizados para o centro da investigação, bem como, verificar sua relevância na legitimação de saberes contracoloniais que rompam com lógica racial. 

A atividade será organizada em formato on-line, com duração de duas horas, combinando exposição inicial do convidado e debate com o público.

 

Orador

Rodney William Eugênio, ou Pai Rodney de Oxóssi, é babalorixá e antropólogo. Graduado em Ciências Sociais, mestre em Gerontologia e Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP. Colunista da Carta Capital e autor dos livros "A Benção aos Mais Velhos: Poder e Senioridade nos Terreiros de Candomblé", "Apropriação Cultural" (com tradução na França) e "Axé: O Poder de Realizar - Mensagens para Mudar seu Dia". Em 2019, foi escolhido pelo MIPAD/ONU como uma das pessoas negras mais influentes do mundo. Atualmente, desenvolve pesquisa de pós-doutorado na Faculdade de Medicina da USP.

Moderadora: Renata Coutinho (Estudante de doutoramento do Programa em Sociologia: Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo).

Esta atividade realiza-se através da plataforma Zoom, sem inscrição obrigatória. No entanto, está limitada ao número de vagas disponíveis > https://zoom.us/j/87800989460 | ID: 878 0098 9460 | Senha: 797437

Agradece-se que todas/os as/os participantes mantenham o microfone silenciado até ao momento do debate. A/O anfitriã/ão da sessão reserva-se o direito de expulsão da/o participante que não respeite as normas da sala.

As atividades abertas realizadas em formato digital, como esta, não conferem declaração de participação, uma vez que tal documento apenas é emitido em eventos que prevejam controlo de acesso e participação pela instituição.

 

Fonte: Divulgação

Centro de Estudos Sociais

Universidade de Coimbra (Portugal)

 


 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Caminhando pelo desconhecido: agência espiritual, experiências e aprendizados

 

Luiz Assunção (UFRN); Marcos Alexandre de Souza Queiros (IFRN) 

Narrativas biográficas, biografias e etnobiografias: Epistemologias, teorias e métodos.

Revista Iluminuras – UFRGS. Porto Alegre, v. 27, n. 73, p. 291-322. Junho, 2026.

 

A proposta deste artigo é refletir sobre as relações entre saúde e religiões afro-indígenas enfatizando como as manifestações espirituais vivenciadas por sujeitos que buscaram amparos nos hospitais mobilizaram médicos a constituir o campo de estudos conhecido como afro-brasileiro e como as consequências desses conhecimentos interferiram nos hospitais, na pesquisa antropológica, na vida das pessoas e nas casas de santo. 

Apresentamos as trajetórias de duas iyalorixás nagô da cidade de Natal/RN (Mãe Nem e Mãe Maria do Carmo), que narram como foram acometidas por perturbações físicas e emocionais e, entre atendimentos médico-hospitalares e casas de santo, adquiriram conhecimento par identificar a origem espiritual de seus problemas de saúde e para a compreensão das agências dos orixás que exigiam respostas rituais como meio de apaziguá-los. O caminho trilhado pelos médicos e pelas mães de santo pode ser pensado como trajetórias pelo desconhecido, pois apenas com o desenvolvimento de investigações e na experiência direta que esses sujeitos acessaram os saberes relacionados a esse campo religioso. 

Palavras-chave: Narrativas Biográficas. Estudos Afro-indígenas. Aprendizados. Agência. 

Para uma leitura do artigo, acessar o link:

https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/

 

 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

AGENDA

AGENDA de junho/2026 

Grupo de Estudos Culturas Populares e Religiosidades (Departamento de Antropologia/PPGAS/UFRN)








quinta-feira, 14 de maio de 2026

Adorei as almas

 




Preta velha dá o pão

Preta velha dá o vinho

Preta velha no terreiro

Vai abrir nossos caminhos

 

A festa dos pretos-velhos é uma celebração religiosa muito comum na Umbanda e presente em algumas casas de Candomblé. Ela homenageia os pretos-velhos, entidades espirituais associadas à sabedoria, paciência, acolhimento e cura espiritual. 

No Centro Pai Oxalá, casa de umbanda situada no bairro Potengi, em Natal/RN, o dia 13 de maio possui um significado especial. Sob a condução de mãe Socorro (Maria do Socorro Ângelo), realiza-se a tradicional festa em homenagem aos pretos-velhos, com destaque para a preta-velha tia Maria do Rosário, guia espiritual da dirigente da casa. 

Conheci mãe Socorro por intermédio de sua mãe de santo, mãe Terezinha (Terezinha de Oliveira Pereira), filha de Oxalufã e dirigente do Centro Cabocla Yara Vovó Sinhá, localizado no Conjunto Soledade II. Naquele período, no início dos anos 2000, eu desenvolvia um projeto de mapeamento dos terreiros da zona norte de Natal e cheguei a participar de toques semanais e de diversas festas do calendário religioso realizadas em ambas as casas. Entre as celebrações dedicadas aos santos e às entidades espirituais, destacava-se a festa dos pretos-velhos, tanto pela organização quanto pela inclusão da reza do rosário e pela devoção a tia Maria, evidenciando uma busca espiritual marcada pela interação entre o universo umbandista e o catolicismo popular. 

A festa inicia-se pontualmente às 18 horas. O salão principal encontra-se especialmente decorado, destacando-se uma mesa ornamentada com flores e outros elementos que evocam as entidades homenageadas. A celebração desenvolve-se em três momentos distintos: o primeiro consiste na abertura com a defumação, seguida dos toques dedicados a Ogum e aos caboclos. A gira conta com a participação de vinte e cinco pessoas, com predominância feminina, além de três ogãs e um coro formado por três mulheres cantoras. No segundo momento, entoam-se cantos para os pretos-velhos e, por fim, deixam o salão e seguem para a capela onde realiza-se o rosário de Tia Maria.

Para encerrar a noite, uma mesa abundante é cuidadosamente preparada para a partilha coletiva dos alimentos — ninguém pode ficar sem comer. A fartura se revela na feijoada acompanhada de carne, arroz e farofa, servida no primeiro momento, e nos bolos, na canjica, na pamonha, nas cocadas, no pão, no café, nos sucos, entre outros alimentos que complementam a refeição. A distribuição de comida, presente após determinadas celebrações religiosas e festividades das religiões afro-brasileiras, integra a compreensão do mundo religioso e das relações sociais construídas no âmbito do terreiro, assim como ocorre em diversos festejos populares brasileiros.

  


  




Na foto:  Seu Antônio Rosalvo, o filho mais velho da casa e mãe Socorro.

 



Clique na foto para aumentar.
Fotos: Luiz Assunção.


 

 


terça-feira, 12 de maio de 2026

ENCONTROS

 

O dia foi marcado por encontros acadêmicos que reuniram pesquisadores em torno da partilha de temáticas e experiências de pesquisa. O primeiro deles, intitulado “Interagências mais-que-humanas: construindo mundos e imaginários urbanos com os mortos”, ocorreu às 10h, no Auditório C do CCHLA, e contou com a participação da doutoranda Elisa Gonçalves Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Inserida no campo da Antropologia da Morte, a pesquisa foi realizada em Belém/PA e busca compreender os mundos de vida construídos após a perda de um ente querido, abrangendo dimensões como emoções, relações com espaços urbanos, imaginários urbanos, agências e objetos sacralizados. 

O segundo encontro aconteceu às 19h, com a participação do doutorando Carlos Henrique Duarte Araújo, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), convidado para apresentar a pesquisa “Uma etnografia na escola: dinâmicas de corpos-territórios com alunos/as do Ensino Médio”. A palestra foi realizada na turma da disciplina “Antropologia e Educação”, do curso de graduação em Ciências Sociais, no Setor de Aulas II do CCHLA/UFRN. Desenvolvida em uma escola pública de Natal/RN, a etnografia tem como foco as práticas artísticas produzidas pelos/as estudantes, como desenhos, zines, colagens, slams e encenações. O objetivo é compreender de que modo essas produções atuam como linguagens de ressignificação dos percursos formativos e das experiências cotidianas dos/as alunos/as, configurando dinâmicas de corpo-território no espaço escolar, conforme destaca o pesquisador. 

Elisa Rodrigues é doutoranda e mestra em Sociologia e Antropologia (UFPA). Graduada em Ciências Sociais (UFPA). Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Antropologia da Morte (GEAM). Membro da diretoria (2025-2029) da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC) e da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Desenvolve estudos e pesquisas nas áreas Cemiteriais, de Antropologia e Psicanálise, especialmente nos seguintes campos: Antropologia da Morte, dos Mortos e do Morrer, Antropologia das Emoções, Antropologia Urbana, Imaginário, Memória, Luto, Ritos de Passagem, Interagências e sociabilidades entre humanos e não-humanos. 

Carlos Henrique é doutorando e mestre em Antropologia Social (UFRN). Graduado em Ciências Sociais pela universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA-Ceará). Foi bolsista da CAPES no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e no Programa Residência Pedagógica (PRP). Integra o Projeto de Extensão Equatorial, vinculado à Revista Discente Equatorial do Departamento de Antropologia da UFRN, onde atua presentemente como editor-geral. Desenvolve pesquisas nas áreas de Antropologia na Educação, interseccionalidades, subjetividades, Antropologia das formas expressivas, culturas populares, memória, oralidade e imagens.

 



Na foto: Karolyny Alves, Prof. Humberto Santana Jr., Elisa Rodrigues, Caio Vinicius Soares, Sasha Araújo, Prof. Luiz Assunção e Lorran Almeida. 


Na foto: Mabele Cunha, Carlos Henrique e Prof. Luiz Assunção. 


Na foto: Mabele Cunha, Carlos Henrique e Prof. Luiz Assunção com alunas e alunos da disciplina “Antropologia e Educação” – Curso de Licenciatura em Ciências Sociais (UFRN), 11/05/2026.










sexta-feira, 1 de maio de 2026

AGENDA de Maio 



O Grupo de Estudos Culturas Populares e Religiosidades (DAN/PPGAS/UFRN) convida a comunidade acadêmica e demais interessados para mais uma edição dos ENCONTROS, com a participação de Elisa Rodrigues, que apresentará “Interagências mais-que-humanas: construindo mundos e imaginários urbanos com os mortos". Doutoranda e Mestra em Sociologia e Antropologia (UFPA). Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Antropologia da Morte (GEAM). Membro da diretoria (2025-2029) da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC).

 📅 Data: 11 de Maio de 2026

⏰ Horário: 10h

📍 Local: Auditório C – CCHLA/UFRN



A ação de extensão “Pensamento Brincante: sobre viver a cultura” – 4ª edição propõe rodas de conversa e oficinas com importantes mestras da cultura popular potiguar, promovendo o diálogo entre universidade e saberes tradicionais. Participam desta edição: 

Mestra Francisca Correia Melo da Silva e Mestra Cecília de Melo Gonçalves, do Boi de Reis de Extremoz; 

Mestra Helena Correia dos Prazeres, do Pastoril Estrela do Amanhã, da Vila de Ponta Negra. 

📅 Data: 14/05/2026 (quinta-feira)

⏰ Horário: 18h30 às 21h30

📍 Local: Auditório B do CCHLA/UFRN – Roda de conversa e oficina com Mestra Francisca e Mestra Cecília


 📅 Data: 15/05/2026 (sexta-feira)

⏰ Horário:  18h30 às 21h30

📍 Local: Sala B do DEART/UFRN – Roda de conversa e oficina com Mestra Helena 

As inscrições podem ser realizadas via SIGAA. Em caso de dificuldades, os interessados poderão entrar em contato pelo e-mail: sanfede@hotmail.it.

 

sábado, 25 de abril de 2026

Cordilheira

 

Eu quero ter a sensação das cordilheiras

Desabando sobre as flores inocentes e rasteiras

Eu quero ver a procissão dos suicidas

Caminhando para a morte pelo bem de nossas vidas

Eu quero crer na solução dos evangelhos

Obrigando os nossos moços ao poder dos nossos velhos

Eu quero ser o coração dos comandantes

Condenando os seus soldados pela orgia dos farsantes

 

Eu quero apenas ser cruel naturalmente

E descobrir onde o mal nasce e destruir sua semente

 

Eu quero ter a sensação das cordilheiras

Desabando sobre as flores inocentes e rasteiras

Eu quero ser a legião dos grandes mitos

Transformando a juventude num exército de aflitos

Eu quero ver a ascenção de Iscariotes

E no sábado um Jesus crucificado em cada poste

Eu quero ser na sagração dos estudantes

Uma frase escrita no fogo pelo punho de Deus-Marte

 

Desabando sobre as flores

Caminhando para a morte

Obrigando os nossos moços

Condenando os seus soldados

Transformando a juventude

Um Jesus crucificado

Eu quero ter a sensação das cordilheiras

 

(Sueli Costa-Paulo Cesar Pinheiro)

25 de abril

 

 

 

sábado, 18 de abril de 2026

Novo Projeto em andamento – Dossiê

Novo Projeto em andamento – Dossiê

Fronteiras, margens, territórios periféricos:

o patrimônio cultural em movimento

 

RESUMO DA PROPOSTA:

O dossiê intitulado Fronteiras, margens, “na quebrada”: patrimônio cultural em movimento propõe reunir reflexões sobre os trajetos e as memórias de diferentes sujeitos, bem como de objetos, fotografias, documentos, coleções, acervos e festividades produzidos em espaços compreendidos como fronteiras físicas e culturais, margens, bordas, quebradas e territórios periféricos. Trata-se de contextos marcados por dinâmicos processos de encontro, inter-relações sociais e materialidades em constante movimento e circulação. Esse campo é atravessado por histórias, relações de poder e disputas, mas também pela agência dos atores envolvidos, por práticas de negociação e pela elaboração de estratégias de vida que engendram novas narrativas, saberes, formas de conhecimento e epistemologias. O foco consiste em problematizar questões como discriminação, exclusão, silenciamentos, apagamentos, exploração, negociações identitárias, enfrentamentos, formas de resistência e estratégias de salvaguarda relacionadas à produção e à circulação do patrimônio cultural, humano e não humano. Essas problemáticas são analisadas em um contexto específico, marcado por dinâmicas sociais e espaciais próprias, bem como pelas transformações contemporâneas no campo da cultura.

 

Vivência - Revista de Antropologia – PPGAS/UFRN

Proponentes:

Álvaro Campelo

Universidade Fernando Pessoa / Porto. CRIA/UM (Centro em Rede de Investigação em Antropologia) – Universidade do Minho, Portugal 

Cristina Sánchez-Carretero

Instituto de Ciencias del Patrimonio (INCIPIT). Consello Superior de Investigacións Científicas (CSIC), Santiago de Compostela, España 

Luiz Assunção

Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Antropologia/PPGAS, Natal, Brasil. Pesquisador Visitante CRIA/UM (Centro em Rede de Investigação em Antropologia) – Universidade do Minho, Portugal 

Maria Eugenia Flores

Universidad Nacional de Salta, Instituto de Investigaciones en Ciencias Sociales y Humanidades, Salta, Argentina

 

 


sexta-feira, 17 de abril de 2026

http://arquivoafroreligioso.cchla.ufrn.br

 


Informamos que a página do projeto “Arquivo Afro-Religioso” na internet (http://arquivoafroreligioso.cchla.ufrn.br) encontra-se com problemas técnicos para o acesso. A Gerência de Redes do CCHLA/UFRN, servidor responsável pelo processo nos encaminhou o seguinte comunicado: 

“Os sites que estão no servidor do CCHLA não estão acessíveis de fora da rede UFRN. Só é possível acessar de dentro da UFRN, por segurança. O servidor está com problemas de segurança e já avançamos muito nas aplicações de medidas de segurança para liberar o acesso externo dos sites, mas ainda sem previsão”.


terça-feira, 24 de março de 2026

Sobre livros e leituras

“Tesouros ocultos do Quilombo de Capoeiras: ancestralidade e memória” é o título do livro de Luzinete Dantas, publicado em 2025 (Offset Editora) e produzido a partir de sua participação em uma oficina de contos – o Moinho de Ideias, realizado na Casa da Ribeira, sob a orientação da escritora Clotilde Tavares, observação destacada logo na abertura do livro.  A autora é professora da rede pública municipal de ensino de Macaíba/RN, dedicada a escrita, com vários livros publicados. 

Neste Tesouros, procura “contar a história e as “vivências” da comunidade quilombola de Capoeiras, “uma reflexão profunda sobre como as raízes de Capoeiras continuam a influenciar a vida de seus moradores” (p. 31). A autora busca colocar em destaque a história, os elementos da cultura, as resistências e a identidade. Para tanto lança mão das referências bibliográficas e de narrativas orais na coleta denominada como “histórias reais e imaginárias” sobre as tradições que perpassam a cultura local. 

O livro está organizado em três capítulos e conta também com prefácio, uma introdução, posfácio e notas. Na apresentação introdutória, utilizando uma escrita objetiva pautada em referências bibliográficas, apresenta a história da comunidade, as diferentes versões sobre a ocupação do território, os documentos oficiais. Discorre sobre os aspectos econômicos, a religiosidade, as festas e demais manifestações culturais. Destaca o reconhecimento como comunidade quilombola, a construção identitária e a participação política de suas lideranças. 

O primeiro capítulo denominado de “As raízes do quilombo” relata sobre a formação histórica, as tradições que permanecem no presente e as lutas por reconhecimento de direitos. No segundo capítulo, “A história de Maria das Dores: o eco de uma decisão”, narrativas reais e fictícias interligam diferentes personagens e histórias ao focar no diário de Bela, encontrado no velho baú escondido.  

Os cadernos ou o diário de Bela ganha vida na narrativa construída pela autora no capítulo três: “Quando o baú de abre, o tempo canta: as cartas de Bela”. Cartas, receitas sagradas, rezas e personagens como Maria das Dores, Isabel, Bela, Amália, Maria Barbosa, Cosme, Manoel dos Santos. 

Dois personagens se destacam: Isabel Maria da Conceição e Manoel Pequeno. Ela, rainha do Rosário de Capoeiras e membro da Sociedade Libertadora Macaibense. Ele, que lutou na guerra do Paraguai e, ao voltar, conquista sua liberdade. Isabel e Manoel se casaram no Quilombo de Capoeiras, em 1875, onde passaram a organizar a Festa do Rosário e São Benedito como Reis do Rosário.

O texto narrativo da professora Luzinete Dantas nos apresenta uma história com personagens, enredo e ambiente, possibilitando o diálogo entre tempos e contextos diversos. Ao focar na comunidade quilombola de Capoeiras o livro pode ser trabalhado como estratégia pedagógica na escola para pensar questões vividas pelas comunidades tradicionais na sociedade contemporânea. 

 

Sobre a autora: Maria Luzinete Dantas é professora da Rede Pública Municipal de Ensino de Macaíba – RN, licenciada em História, especialista em História e Cultura Afro-brasileira e indígena, e, em Literatura e Cultura do RN. Membro da Academia Macaibense de Letras. Publicou os seguintes livros: Memórias por correspondência; Macaíba, memória e história: uma viagem no tempo no espaço; Vila Griots e Elogio a Arcelina Fernandes.


A Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e a Mediação Simbólica nas Artes em Santa Rita – PB

  UFPB – CCHLA – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Exame de qualificação – Nível: Mestrado   A Política Nacional Aldir Blanc (PN...