O dia foi marcado por encontros acadêmicos que reuniram pesquisadores em torno da partilha de temáticas e experiências de pesquisa. O primeiro deles, intitulado “Interagências mais-que-humanas: construindo mundos e imaginários urbanos com os mortos”, ocorreu às 10h, no Auditório C do CCHLA, e contou com a participação da doutoranda Elisa Gonçalves Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Inserida no campo da Antropologia da Morte, a pesquisa foi realizada em Belém/PA e busca compreender os mundos de vida construídos após a perda de um ente querido, abrangendo dimensões como emoções, relações com espaços urbanos, imaginários urbanos, agências e objetos sacralizados.
O segundo encontro aconteceu às 19h, com a participação do doutorando Carlos Henrique Duarte Araújo, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), convidado para apresentar a pesquisa “Uma etnografia na escola: dinâmicas de corpos-territórios com alunos/as do Ensino Médio”. A palestra foi realizada na turma da disciplina “Antropologia e Educação”, do curso de graduação em Ciências Sociais, no Setor de Aulas II do CCHLA/UFRN. Desenvolvida em uma escola pública de Natal/RN, a etnografia tem como foco as práticas artísticas produzidas pelos/as estudantes, como desenhos, zines, colagens, slams e encenações. O objetivo é compreender de que modo essas produções atuam como linguagens de ressignificação dos percursos formativos e das experiências cotidianas dos/as alunos/as, configurando dinâmicas de corpo-território no espaço escolar, conforme destaca o pesquisador.
Elisa Rodrigues é doutoranda e mestra em Sociologia e Antropologia (UFPA). Graduada em Ciências Sociais (UFPA). Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Antropologia da Morte (GEAM). Membro da diretoria (2025-2029) da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC) e da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Desenvolve estudos e pesquisas nas áreas Cemiteriais, de Antropologia e Psicanálise, especialmente nos seguintes campos: Antropologia da Morte, dos Mortos e do Morrer, Antropologia das Emoções, Antropologia Urbana, Imaginário, Memória, Luto, Ritos de Passagem, Interagências e sociabilidades entre humanos e não-humanos.
Carlos Henrique é doutorando e mestre em Antropologia
Social (UFRN). Graduado em Ciências Sociais pela universidade Estadual Vale do
Acaraú (UVA-Ceará). Foi bolsista da CAPES no Programa Institucional de Bolsas
de Iniciação à Docência (PIBID) e no Programa Residência Pedagógica (PRP). Integra
o Projeto de Extensão Equatorial, vinculado à Revista Discente Equatorial do
Departamento de Antropologia da UFRN, onde atua presentemente como
editor-geral. Desenvolve pesquisas nas áreas de Antropologia na Educação,
interseccionalidades, subjetividades, Antropologia das formas expressivas,
culturas populares, memória, oralidade e imagens.
Na
foto: Karolyny Alves, Prof. Humberto Santana Jr., Elisa Rodrigues, Caio
Vinicius Soares, Sasha Araújo, Prof. Luiz Assunção e Lorran Almeida.
Na
foto: Mabele Cunha, Carlos Henrique e Prof. Luiz Assunção com alunas e alunos da
disciplina “Antropologia e Educação” – Curso de Licenciatura em Ciências
Sociais (UFRN), 11/05/2026.




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