sexta-feira, 30 de abril de 2010

Os assassinatos do rio Gandu, 40 anos depois, em filme



Topografia de um Desnudo


SINOPSE:


Rio de Janeiro, anos 60. A cidade se prepara para receber a visita da rainha Elizabeth. Um clima de tensão social e política antecedem o golpe militar. Uma jornalista investiga a morte de moradores de rua e se envolve num perigoso jogo de interesses. Governo e polícia empreendem a “Operação mata-mendigos”, com o objetivo de “limpar” a cidade para a visita da rainha. Os mendigos são torturados e jogados no rio Guandu. Pesquisadores, no entanto, acreditam que esse tenha sido ''ante sala'' do Golpe de 1964, no qual mendigos serviriam de cobaia para técnicas de tortura que seriam posteriormente empregadas em presos políticos. Policiais e funcionários do Governo da Guanabara são indiciados. Com o Golpe de 64, os inquéritos são arquivados e o episódio apagado da história do Brasil. Adaptação da obra teatral do chileno Jorge Diaz, baseada em notícias publicadas na imprensa internacional.


Topografia de um Desnudo


Brasil, 2009

Gênero: Drama

Tipo: Longa-metragem, colorido

Produtoras: TAO Produções, Paulínia Magia do Cinema

Diretor: Teresa Aguiar

Roteiristas: Ariane Porto, Jorge Diaz

Elenco: Lima Duarte, Ney Latorraca, José de Abreu, Gracindo Júnior.


www.topografiadeumdesnudo.com.br

quinta-feira, 29 de abril de 2010

QUEM É DE AxÉ, DIZ QUE É

Tercília Souto de Almeida


Tercília Souto de Almeida, 71 anos de idade, nasceu na cidade de Macau, estado do RN. Vinda de uma família cristã – a mãe era católica e o pai evangélico, sempre viveu muito próxima dos ensinamentos religiosos, informando que na sua fase juvenil foi muito envolvida com a Assembléia de Deus, provavelmente por influência paterna. Na fase adulta, já casada e diante de problemas de saúde com seu marido, resolve procurar um centro espírita para tratamento. Em uma das sessões em que acompanhava seu cônjuge, recebe uma preta-velha e a partir deste acontecimento resolve dar início a seu processo de aprendizagem na prática espírita kardecista. Passa a freqüentar o Centro Padre Cícero, de Cícero Emerenciano, no bairro de Nazaré, em Natal.


Anos depois passa a freqüentar a casa de Antônio Lourenço de Assis, na Av. 12, também na cidade de Natal, onde faz as obrigações na Umbanda, para Iansã e Ogum. Na Jurema faz assentamento para Zé Pelintra e Caboclo Rompe Mata.


Permanece trabalhando com Antônio Lourenço por um período de cinco anos, quando resolve, em 1976, abrir seu próprio espaço religioso, em sua residência, no bairro das Quintas e posteriormente em um local independente, no Loteamento José Sarney, onde realiza seus rituais semanais – a gira e a mesa, e atende sua comunidade religiosa.


Tercília Souto de Almeida

Centro Espírita de Umbanda Ogum Rompe Mata

Loteamento José Sarney – Lagoa Azul

Natal/RN



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quilombo urbano de Mangueiras – ameaçado

O Quilombo Urbano de Mangueiras, em Belo Horizonte - MG, com processo avançado de titulação junto ao INCRA, está ameaçado por um projeto de urbanização da Prefeitura do Município de Belo Horizonte. O projeto apresenta como uma de suas justificativas a construção de alojamentos para a Copa do Mundo de 2014, uma Vila da Copa.


Parte do perímetro de cerca de 20 hectares pleiteado é hoje terra da família Werneck, uma influente família na cidade, que detém uma grande área não urbanizada na região. O espaço que até pouco tempo era desvalorizado, por estar em uma das regiões mais pobres de Belo Horizonte e devido ao seu relevo acidentado, se tornou em poucos anos cobiçado pelo mercado imobiliário, diante de realização de empreendimentos públicos, principalmente após a construção do novo Centro Administrativo do Governo Estadual, localizado a cerca de 5 quilômetros da Comunidade Quilombola de Mangueiras.


A família entrou com contestação ao Relatório Antropológico junto ao INCRA, há quase um ano, mas o recurso ainda está em análise. Simultaneamente, esta mesma família tem negociado junto com outros empreendedores e a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, um projeto de urbanização da região lançado com grande euforia no final de março, na mídia local.


Para a viabilização do empreendimento, a Prefeitura propôs a alteração da Lei de Uso e Ocupação do Solo para a região, que já se encontra em discussão na Câmara de Belo Horizonte. Tanto o novo zoneamento da região, quanto à proposta do empreendimento, desconsideram o processo de titulação da Comunidade de Mangueiras junto ao INCRA. Os dois parecem considerar apenas a atual posse do grupo e não o território pleiteado, embora a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte tenha sido devidamente notificada pelo INCRA sobre o processo de regularização territorial em curso.


Fonte: Núcleo de Estudos Sobre Quilombos e Populações Tradicionais – NuQ/UFMG

sábado, 24 de abril de 2010

A Umbanda na cidade de Limoeiro do Norte, Ceará

Os trabalhos de amor e outras mandingas. A experiência mágico-religiosa em terreiros de Umbanda.


A pesquisa aborda a experiência mágico-religiosa vivenciada por indivíduos em busca de resolver seus problemas amorosos, financeiros e de saúde através de trabalhos realizados por pais e mães-de-santo umbandistas. Os trabalhos de amor, os trabalhos de destranca e os trabalhos de cura são os ritos mágico-religiosos pelos quais essa busca se manifesta. O conceito de experiência entendida como a significância do significado, foi o principal norteador das reflexões aqui contidas. As pessoas que recorrem aos trabalhos umbandistas para resolver suas aflições cotidianas vivenciam uma rica experiência mágico-religiosa onde se entrecruzam inúmeras dimensões. Dentre estas, o autor dedica-se a olhar a performance, o saber-fazer e a subjetividade. Cada uma delas deu margem para tratar de uma gama de outros temas, tais como a corporeidade, a gestualidade, a vocalidade, o conhecimento do mundo, a ciência, o segredo, as emoções e a moral. A pesquisa etnográfica aconteceu principalmente nos terreiros de dona Luiza, Pai Gledson, Pai Salviano e dona Terezinha, todos situados na cidade de Limoeiro do Norte, no Ceará.


Apresentação e defesa da dissertação de mestrado do aluno Kelson Gérison Oliveira Chaves – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN.


Dia: 26/04/2010 – 08:30 h

Local: UFRN – Auditório A do CCHLA (Azulão) – Natal/RN


Banca Examinadora:

Prof. Luiz Assunção – UFRN – Orientador

Profª. Patrícia Birman – UERJ

Profª Eliane Tânia de Freitas – UFRN

sexta-feira, 23 de abril de 2010

“Isso é uma história porque foi feita com o pensamento e sonho”. Gabriel Joaquim dos Santos, arquiteto de um sonho.



Gabriel Joaquim dos Santos
(1892-1985), um homem pobre, negro, que trabalhava nas salinas da região dos lagos, no município de São Pedro da Aldeia, no estado do Rio de Janeiro, deu vida ao sonho de erguer sua casa enfeitada, transformando o espaço em que vivia em arte, a Casa da Flor, como mais tarde foi denominada e considerada obra-prima da arquitetura espontânea. Gabriel usou na edificação materiais recolhidos por onde andava: cacos de cerâmica, louça, ladrilhos e toda uma série de objetos julgados imprestáveis por muitos, bordando poeticamente as paredes e corredores de sua existência.

“Eu não aprendi com ninguém, eu não tive escola, aprendi no ar, aprendi no vento...” (Gabriel Joaquim dos Santos).

A história de Gabriel e a paixão por sua arte estão no belo documentário:

A Casa da Flor: do lixo à beleza
Direção, roteiro e pesquisa – Amélia Zaluar
Produção – CECIP e Instituto Cultural Casa da Flor
Realização – CECIP (Centro de Criação de Imagem Popular)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

QUEM É DE AxÉ, DIZ QUE É (Who is AxÉ, says it is. Qui est AxÉ, affirme qu'il est)

Maria José de Souza


Mãe Maria José nasceu na cidade de Natal, no ano de 1926. Seu encontro com a religião se deu na fase adulta de sua vida, quando um problema de saúde a fez procurar o Centro Espírita Padre Cícero, de José Dantas, responsável por sua cura e iniciação na umbanda. Na jurema seus guias principais são Zé Pelintra e o Caboclo Vira Mundo.


Em 1954 abre o Centro Espírita de Umbanda São João Batista.


Mãe Maria José

Centro Espírita de Umbanda São João Batista

Quintas – Natal/RN

terça-feira, 20 de abril de 2010

Hilda Hilst

A escritora paulista Hilda Hilst faria 80 anos no dia 21 de abril. Escreveu poesia, ficção, crônica, teatro. Entre seus temas preferidos estavam à morte, a redenção, Deus. Passou anos em luta contra o esquecimento e o desdém da crítica.

Em 1950 lança seu primeiro livro e continua escrevendo até o final de sua vida, em 2004. Sua obra foi traduzida para o alemão, espanhol, francês, italiano e o inglês. Seu livro de poemas Da morte. Odes mínimas, de 1980, teve uma edição bilíngüe português/francês.

Foi agraciada com vários prêmios, entre eles: o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1983 e 1996), o Prêmio Moinho Santista, categoria poesia (2002), o Grande Prêmio da Crítica, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), na área de literatura, (2003).

São vários os estudiosos que tem se dedicado a analisar sua obra, como o crítico Anatol Rosenfeld e o professor da Unicamp Alcir Pécola, organizador da obra de Hilda no livro Teatro Completo. Zeca Baleiro musicou os poemas da autora em seu CD Ode descontínua para flauta e oboé.

“A única coisa que eu pude fazer na vida foi escrever, porque é a única coisa que eu sei fazer mesmo. Dizem que eu sou megalômana. Sou. Meu texto de ficção é deslumbrante, é da pessoa ficar gozando o tempo todo. O meu teatro continua às moscas, todo inédito. (...) Poesia é algo especial. Subitamente você sente alguma coisa diferente. O João Cabral fala horrores da inspiração, mas existe, sim, inspiração. Você fica mesmo com febre quando a poesia acontece. Durante alguns dias você fica tomado por alguma coisa que você não sabe o que é, com uma espécie de febre interior. Quando eu releio as minhas poesias, me dá uma comoção de ter escrito aquilo. Eu me acho deslumbrante como poeta e como escritora”.

(entrevista de Hilda Hilst para a Revista Cult em julho de 1988).

Túrgida-mínima

Como virás, morte minha?

Intrincada. Nos nós.

Num passadiço de linhas.

Como virás?

Nos caracóis, na semente

Em sépia, em rosa mordente

Como te emoldurar?

Afilada

Ferindo como as estacas

Ou dulcíssima lambendo

Como me tomarás?

(do livro Da morte. Odes mínimas)

Site oficial da escritora: www.hildahilst.com.br

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Adoção de Áreas Verdes Públicas

O canteiro central localizado em frente ao Candomblé Oxum Maré Ilê Axé sempre foi um espaço de cultivo de plantas e ervas medicinais. Recentemente o diário oficial do município de Natal (18/03/10) publicou ato comunicando a adoção da referida área por Jeová Brasil Martins, Pai Jeová, responsável pelo Ilê, conforme normas do Programa de Adoção de Áreas Verdes Públicas da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.

domingo, 18 de abril de 2010

Campanha pela Memória e pela Verdade

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A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-RJ lançou a Campanha pela Memória e pela Verdade em prol da abertura dos arquivos da ditadura militar.

A Campanha, promovida pela Seccional do RJ com o apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, vai veicular na TV e nos cinemas, filmes com artistas interpretando desaparecidos políticos e divulgando o abaixo-assinado que está disponível no site da OAB/RJ.

No lançamento da campanha o conselheiro federal Marcus Vinicius Cordeiro lembrou o drama das famílias em busca de informações sobre parentes presos e torturados durante a ditadura e o direito de que elas conheçam o paradeiro dos desaparecidos.

A instituição faz um apelo para que, não só os advogados, mas toda a sociedade esteja engajada neste debate. "Queremos que essa campanha contamine o país de forma que todos os governantes possam ouví-la", enfatizou seu representante.

Fonte: www.oab-rj.org.br

quarta-feira, 14 de abril de 2010

QUEM É DE AxÉ, DIZ QUE É (Who is AxÉ, says it is. Qui est AxÉ, affirme qu'il est)


Cláudio Pascoal Macário de Oliveira


Cláudio de Oxalá ou Pai Claudinho, como é mais conhecido, vem de uma família com fortes ligações com as religiões afro-brasileiras. Filho biológico de Edna de Iansã, Claudinho nasceu em 1980, na cidade de Natal.


Sua iniciação foi feita ainda muito jovem, quando tinha 11 anos de idade, com o Babalorixá Wilame de Oiá (de Salvador/BA), na nação queto. Anos depois foi consagrado na Jurema por Dedé Bahiano (Natal/RN), que tinha sido iniciado por Babá Karol. No Candomblé é filho de Oxalá e na Jurema fez assentamento para o mestre Zé Bebinho e caboclo Jaguaraci.


Seu barracão denomina-se Ilê Axé Olorum Malé e está localizado no Loteamento Novo Horizonte, no Conjunto Pajuçara II.


Atualmente Pai Claudinho é responsável pela coordenação de comunidade de terreiros da Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social da Prefeitura de Natal.


Pai Claudinho

Ilê Axé Olorum Malé

Loteamento Novo Horizonte, no Conjunto Pajuçara II – Natal/RN

terça-feira, 13 de abril de 2010

Totalitarismo religioso

Os regimes totalitários não só violam a dignidade humana, mas utilizam aparatos os mais variados – a força, a ideologia – para reprimir formas de pensamentos e expressões, notadamente aquelas opostas, como estratégias para calar estas outras visões. Artistas, escritores, líderes políticos, religiosos, são proscritos, silenciados, tornam-se invisíveis e esquecidos.


Esta forma de terror vem sendo exercida pelo governo iraniano, como a recente prisão do cineasta JAFAR PANAHI. Preso arbitrariamente, sem acusação formal, teve ainda seus filmes censurados e a proibição de seguir trabalhando em seu país. Em fevereiro de 2010, Panahi foi proibido de viajar à Alemanha a convite do 60º Festival de Berlim.


Jafar Panahi nasceu em 1960, em Mianeh, Irã. Estudou Cinema na Universidade de Cinema e Televisão de Teerã. No início de sua carreira, dirigiu vários curtas e dramas para a TV iraniana. Foi assistente de direção de Abbas Kiarostami em “Através da Oliveira” (1994). Seu primeiro longo, “O Balão Branco” (1995) recebeu o Caméra d’Or para filme estreante no Festival de Cannes. “O Círculo” (2000) ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza. “Fora do Jogo” conquistou o Urso de Prata (grande prêmio do júri) no Festival de Berlim 2006. Seus filmes foram exibidos nas Mostras de Cinema de São Paulo. Em 1997 “O Espelho” foi exibido na 22ª Mostra, da qual o diretor integrou o júri.


Em solidariedade ao cineasta iraniano Jafar Panahi, cinemas das principais cidades do mundo irão exibir seus filmes na próxima quinta-feira, 15 de abril. No Brasil, São Paulo abraça a campanha e exibe em sessões gratuitas no Unibanco Arteplex do Shopping Frei Caneca, os filmes:


14h – O Espelho

16h30 – Fora do jogo

20h – Ouro Carmim


Quem quiser participar do abaixo-assinado em solidariedade a Panahi pode acessar a página:

http://www.facebook.com/group.php?gid=341946171819&ref=mf

sábado, 10 de abril de 2010

Audiência Pública

A Audiência Pública, proposta pela vereadora Sargento Regina, realizada nesta sexta-feira, 09/04, no auditório da Fundação Capitania das Artes, reuniu Babalorixás, Ialorixás e demais interessados para discutir e debater os direitos e deveres dos seguidores das religiões de matriz afro e indígena e os principais problemas que envolvem suas atividades.

O encontro procurou discutir soluções para as situações de intolerância por que passam os seguidores das religiões de matriz afro e indígena, que constantemente são vítimas de preconceitos e de discriminações.

Participaram do debate, os Vereadores Sargento Regina, Hermano Morais e Júlia Arruda, a Presidente da FEUC/RN, Nira Cabral, os representantes da Rede de Terreiro e Saúde, Ya Lúcia de Oliveira, da Paraíba e José Marmo, do Rio de Janeiro, o coordenador de comunidades de terreiros da SEMTAS/Prefeitura Municipal de Natal, Pai Claudinho Macário e representantes de diversas comunidades de terreiros da cidade de Natal.

Em sua fala a vereadora propositora da audiência informou que uma de suas metas é fazer com que os barracões existentes na cidade sejam reconhecidos como de utilidade pública para que consigam recursos junto aos poderes públicos para desenvolverem projetos sociais e assim atender a sua comunidade.

Entre as propostas de encaminhamentos foi destacada a importância de se criar políticas públicas, campanhas educativas, material informativo, realizar oficinas e palestras que esclareçam e atinjam as diversas áreas da sociedade sobre a questão do racismo e da intolerância sofrida pelas religiões de matriz afro e indígena.

A solenidade foi encerrada com o lançamento do vídeo sobre a religião de matriz africana e ameríndia em Natal, produção da TV Câmara – Prefeitura de Natal e a entrega de diplomas a antigos pais e mães de santo de Natal, pelo reconhecimento aos serviços prestados à comunidade.

Os homenageados foram:

- Isaurina Moreira da Rocha
- Babá Karol
- Geraldo Guedes
- Maria José de Souza

Audiência Pública

Yalorixá Isaurina Moreira da Rocha recebe o Diploma das mãos da Vereadora Sargento Regina e Nira Cabral, Presidente de Feuc/RN.

Senhora Francisca Nunes, representando a família de Babá Karol, recebe o Diploma das mãos da Yá Lúcia Oliveira - PB.

Cleone Guedes recebe em nome de seu pai Geraldo Guedes, o Diploma das mãos de Pai Claudinho Macário, coordenador de comunidades de terreiros da Semtas/Prefeitura de Natal.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

UFRN recebe visita da monja budista Ani Zamba

O auditório do NEPSA, da UFRN, recebe nesta quinta-feira, dia oito, às 15 horas, a visita da monja budista Ani Zamba e da professora de Ciências da Religião Josineide Oliveira, da UERN, que vão dividir uma conferência sobre Conhecimento e Impermanência. O evento conta com o apoio do Grupo de Estudos da Complexidade - GRECOM - e da Superintendência de Comunicação da UFRN.

A monja Bikkhuni Ani Zamba Chözom nasceu na Inglaterra e detém o título de Gelongma, ordenação máxima para uma monja budista. Foi aluna de alguns dos mais renomados mestres budistas de diferentes tradições, incluindo S.S. o Dalai Lama e seus tutores, Kyabje Dudjom Rinpoche e Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, entre outros. Sua abordagem do Budismo é bastante direta, auxiliando as pessoas a transcenderem suas crenças pessoais e se conectarem com a realidade dos fenômenos.

Ani Zamba é detentora de várias linhagens monásticas das tradições chinesas e coreanas do budismo, além das linhagens das práticas de Shamatha e Vipassana - meditação. No Brasil, a monja coordena o projeto de desenvolvimento humano chamado Visão de Dipamkara, sediado na Chapada Diamantina/Bahia.

Fonte: Agecom/UFRN

Nordeste, litoral e especulação imobiliária

Tendo a cidade como pano de fundo, o documentário Uma semana em Parajuru fala do loteamento de praias e reservas ecológicas para construção de empreendimentos imobiliários estrangeiros, prática comum no norte e nordeste brasileiro.


O documentário realizado por José Huerta e produzido pelo canal Imagens Plus RFO (televisão pública francesa), tem como cenário a vila de pescadores de Parajuru, no litoral do Ceará. A vila vive um momento delicado, tentando descobrir como progredir e conseguir melhorias sem perder a sua própria cultura. Esse fio conduz o diretor ao encontro da especulação imobiliária e exploração da força de trabalho.


Embora seja um filme importante, sua repercussão no Brasil foi muito pouca. Além disso, oito processos foram impetrados contra o diretor do documentário, com a acusação de que o filme teria um propósito difamatório. Para o diretor os processos são uma forma de fazer pressão para impedir a difusão do filme. Uma campanha vem sendo feito na França e no Brasil visando sua divulgação.


O site da campanha é:

http://www.vagalume.fr/campagneparajuru/Accueil.html

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Projeto Memória Afro-brasileira no RN – Acervo Documental


1871 - Cidade da Imperatriz (atual Martins-RN). ~Processo cívil de liberdade. Petição feita por Romana (de nação angola) e seu filho Manoel requerendo o cumprimento de liberdade.
Registro de Batizado de Maria (Cababá). Livro 1. Batizados 1855-1868. Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, Patu - RN.


Carta de liberdade do escravo Manoel, assinada por Joaquim Texeira Dantas, em 1867 (Livro de Notas nº19, Fórum da Comarca de Martins/RN).

No percurso das pesquisas realizadas na temática dos estudos da cultura afro-brasileira, mais especificamente aqueles que abarcam questões referentes às comunidades rurais negras e quilombolas, e o tema da religião, uma série de dados foram sendo coletados e posteriormente arquivados, compondo um acervo documental histórico e cultural sobre a memória desses grupos sociais no estado do RN.

Esse acervo se constitui a partir de duas fontes:
1. Documentos históricos;
2. Fotografias;


O objetivo é disponibilizar esses documentos via internet, possibilitando ampliar o seu conhecimento.