quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025

 

JANEIRO:

Participação no VIII Encontro de Juremeiros de Natal – Pinacoteca do Estado – Natal

Lançamento do Projeto Arquivo Afro-Religioso – Complexo Cultural da UERN

ABRIL:

Realização do Seminário Grupo de Estudos Culturas Populares e Religiosidades – CCHLA/UFRN

MAIO:

Grupo de Estudos CPeR recebe o jornalista doutor Marcelo Leite (Jornal Folha de SP). CCHLA/UFRN

JUNHO:

Participação como entrevistado do Pod cast Revista FAPESP – São Paulo

AGOSTO:

Diploma de reconhecimento concedido pelo Centro Espírita de Umbanda Cabocla Anay – Natal

SETEMBRO:

Aula de campo da disciplina Antropologia Brasileira – Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – Natal

Aula de campo da disciplina Antropologia dos Arquivos – LABRE Laboratório de Restauração e Conservação de Documentos – Departamento de História – UFRN

OUTUBRO:

Aula de campo da disciplina Antropologia dos Arquivos – Acervo Zila Mamede – Setor de Coleções Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede – UFRN

Grupo de Estudos CPeR recebe a professora doutora Sariza Caetano, do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Palestra na atividade Encontros. CCHLA/UFRN

Participação presencial como membro de banca de doutorado na Faculdade de Educação – USP. São Paulo

Participação como mediador na Mesa Literária Sonho, Telas e Memórias. FLIPIPA Feira Literária de Pipa – Tibau do Sul

NOVEMBRO:

Grupo de Estudos CPeR recebe o professor doutor Humberto Santana Jr. Professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – UFRN. Palestra na atividade Encontros. CCHLA/UFRN

Participação da Audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil/RN. “Intolerância religiosa e liberdade de crença”. Natal

Participação presencial como Membro da Comissão Nacional de Mérito do Prêmio Rodrigo Melo Franco – IPHAN – Brasília

 

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Festa no Caboclo Aracati

 

Noite de festa, neste domingo (28/12), no Centro Caboclo Aracati, para comemorar os 30 anos de Jurema do Mestre Cleone Guedes.

 

 

 

 

 


sábado, 20 de dezembro de 2025

IMPERDÍVEL! Livro + Conversa

 VIDAS ATIVAS: História de três mulheres na Ásia


Apresentação de livro + conversa

Vidas Ativas - Histórias de três mulheres na Ásia

Ana Gretel Echazú Boschemeier (Editora)

Coletivo Boas Práticas / CNPq


Entrada aberta e gratuita

Data: Domingo 21/12Horário:16 às 18h30

Modalidade: Presencial


Aonde mesmo? MAHALILA Café & Livros

Rua Nívea Madruga, 19 – Potilândia


"Apresentaremos em Natal o livro bilíngue “Vidas Ativas: Histórias de Três Mulheres na Ásia” (texto em inglês e português), que foi o resultado de dois anos de trabalho e elaborado com a finalidade de traçar pontes entre lutas geograficamente distantes, mas talvez não tão diferentes como pensaríamos. O texto trata de narrativas de vida sobre ativismos, gênero e espiritualidades no Sul Global, e foi desenvolvido a partir da escuta-homenagem a três mulheres, intelectuais e ativistas asiáticas que a autora e compiladora teve a possibilidade de conhecer durante a sua estância de pesquisa (TWAS-UNESCO) na Tailândia no ano 2022: a pioneira monja do budismo Theravada, Dhammananda Bhikkhuni, e as intelectuais ativistas Amporn Marddent e Monira Ashan. O livro contém traduções de entrevistas e ensaios escritos por elas três, além de notas e registros de interlocutoras engajadas como Karina Bidaseca, Sandra S. Fernandes e Lucrecia Greco, que discutem os temas trazidos por essas mulheres asiáticas desde uma perspectiva latinoamericana. Se tiveres interesse nesses temas, pode chegar junto - serás muito bem vinde" (Ana Gretel).


+ um TCC concluído

 

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA: A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Natal-RN.

RODRIGO DE ARAUJO JUNIOR – Curso de Licenciatura em Ciências Sociais – UFRN.

RESUMO: O presente trabalho de conclusão do curso de graduação em Ciências Sociais tem como objetivo apresentar considerações a respeito da memória e resistência na Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Natal-RN. A pesquisa foi realizada em dois momentos: no período de 18 de julho a 30 de agosto de 2024 e no período de 04 de março a 19 de novembro de 2025. A perspectiva metodológica da abordagem qualitativa, adotada durante a pesquisa, propiciou uma maior profundidade na percepção do objeto de investigação e o recolhimento dos dados foi elaborado por meio de entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise de documentos. O campo de observação foi as atividades religiosas realizadas na Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Pretos, em Natal-RN, propiciando reflexões sobre o espaço religioso e as disputas de memórias, ao qual tradições, resistências e silenciamentos se enfrentam. Entre as referências conceituais o trabalho dialoga com as ideias sobre memória social (Maurice Halbwachs, Jacques Le Goff), patrimônio cultural e lugares de memória (Pierre Nora) e narrativa histórica e silenciamento (Marc Ferro).  

Palavras-chave: Memória coletiva; Religião; Diversidade; Resistência cultural; Racismo;

 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Entrelaçando ciências


Dezembro se inicia (04/12) com a apresentação do trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Ciências da Religião – UERN, da aluna Flaviana Maia da Rocha de Sena Cunha – mãe Flavinha de Oxum, a jovem mãe do Ilê Axé Dajô Obá Ogodô (Casa do Axé e da Justiça do Rei Xangô), militante do movimento social e participante de coletivos ligados as comunidades tradicionais de terreiro. 

Entrelaçando ciências: gênero e possessão a partir da memória discursiva de duas gerações da Casa de jurema Mestre Carlos (Extremoz-RN)” é o título deste trabalho que foi orientado pelo Prof. Dr. Genaro Camboim Lopes de Andrade Lula (UERN) e contou com a comissão de avaliação formada pela Profa. Dra. Antoinette de Brito Madureira (UFRN) e os professores doutores Luiz Assunção (UFRN) e Mailson Cabral (UERN).  

Amparada por referências bibliográficas em torno das categorias de gênero e possessão, a pesquisa realizada tem por foco “compreender como a possessão com entidades espirituais, em destaque, as femininas, atualizam sentidos do cuidado, da autoridade espiritual e da resistência no corpo-juremeiro”. A opção por uma metodologia qualitativa e etnográfica segue um percurso de campo em que a própria autora compartilha espaços vividos, diálogos, conhecimentos e reflexões que vão sendo tecidas no cotidiano e no texto escrito.

Além da introdução e conclusão, na qual explicita, respectivamente, a proposta da pesquisa, a questão principal, as referências bibliográficas e categorias com as quais tece o trabalho, como as de gênero e possessão (Birman, Hayes, Lages, Queiroz, Lewis) e jurema sagrada (Assunção, Brandão e Rios, Souza, Silva, Ramos), o capítulo denominado de “entrelaçando ciências e saberes” apresenta a Casa de Jurema Mestre Carlos, território encantado e campo da pesquisa; as vozes e as narrativas de duas gerações, a de Mestre Melquisedec e Mãe Preta, e a geração de Larissa, Canniggia e da própria autora.

As considerações finais do estudo revelam as relações de gênero no universo religioso, atravessando “o cotidiano ritual, reconfigurando papéis espirituais e sociais”. Destaca que “o diálogo entre as gerações mostra que a tradição juremeira se sustenta pela memória coletiva e pela capacidade de reinvenção, confirmando o sagrado como espaço de criação e resistência”. E que especificamente sobre as experiências de possessão, estas “expressam negociações de poder, cura e pertencimento”.  

O trabalho de conclusão de curso de Flaviana Maia da Rocha de Sena Cunha precisa ser conhecido, lido, pesquisado, por todas e todos, pelo público acadêmico e das comunidades tradicionais de terreiro. Em breve estará disponível no repositório institucional da UERN.

Por último, quero destacar a importância deste trabalho em sua qualidade teórica-metodológica, mas também na escolha temática, na escritura do texto e articulações das referências bibliográficas trabalhadas. E, sobretudo, o exemplo positivo que significa esse momento do diploma acadêmico, em uma universidade pública de qualidade, em especial, para mãe Flavinha e as comunidades de terreiro.     

 

 


O ano começa com HOMENAGENS

  O ano começa com HOMENAGENS: O Grupo de Articulação de Matriz Africana e Ameríndia do Rio Grande do Norte –  GAMA/RN  tem a honra de enc...